domingo, 15 de março de 2015

Por que o Eterno permite que pessoas inocentes sofram?

Esta é uma das questões mais difíceis para um discípulo responder. Esta evidência é tão forte que, como diz a Bíblia, " Diz o néscio no seu coração: Não há Elohim" (Tehillim. 14:1). Photo copyrighted. Muitos ateus, portanto, sem qualquer evidência objetiva sobre quê basear sua fé na inexistência de Elohim, finalmente recorrem a objeções filosóficas. E o problema do sofrimento é a maior destas. Isto é _ dizem _ como pode um Elohim de amor permitir coisas como guerras, doenças, dor e morte em seu mundo, especialmente quando seus efeitos são freqüentemente mais intensos contra pessoas que são aparentemente inocentes? Ou Ele não é um Elohim de amor e é indiferente ao sofrimento humano, ou não é um Elohim de poder e é inútil para fazer algo a respeito. Em qualquer dos casos, o Elohim da Bíblia, que é supostamente um Elohim de poder absoluto e de amor perfeito, se transforma num anacronismo impossível. Ou é isso que eles dizem! Esta é uma grande dificuldade, porém, o ateísmo, certamente, não é a solução, e tampouco o agnosticismo. Mesmo havendo muita coisa má no mundo, existem muito mais coisas boas. Isto é provado pelo simples fato de que as pessoas normalmente tentam agarrar- se à vida o quanto podem. Além disso, todos reconhecem instintivamente a superioridade do “bem” contra o “mal”. Precisamos reconhecer também que as nossas próprias mentes foram criadas por Elohim. Nós só podemos usá-las até onde Ele nos permite, e é, portanto, altamente presunçoso de nossa parte usá-las para questionar a Ele e aos seus motivos. "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" (B'reshit 18:25). "Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?" (Carta aos Israelitas em Roma 9:20). Não somos nós que traçamos o padrão do que é certo, mas apenas o Criador de tudo. Precisamos ter em nossas mentes e corações que, quer entendamos ou não, tudo o que Elohim faz é, por definição, certo. Tendo aceitado isto pela emunah, somos libertos para pensar em como podemos crescer espiritualmente com os sofrimentos e bênçãos da vida. Ao considerarmos tais assuntos, é útil cativar em nossas mentes as grandes verdades seguintes: Não existem “inocentes” sofrimento. Desde que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Elohim" (Carta aos Israelitas em Roma 3:23), não existe ninguém que tenha o direito de escapar da ira de Elohim com base em sua própria inocência. No que concerne aos bebês e outras pessoas que são impossibilitadas mentalmente de distinguir entre certo e errado, é claro, tanto pela Escritura quanto pela experiência universal, que eles são pecadores por natureza, e, por isso, serão, inevitavelmente, pecadores voluntários tão logo possam fazê-lo. O mundo está agora sob a maldição de Elohim (B'reshit 3:17) devido à rebelião do homem contra a palavra de Elohim. Este “cativeiro da corrupção” ligado ao fato de que "toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto " (Carta aos Israelitas em Roma 8:21, 22) é universal, afetando todas as pessoas em toda parte. Elohim não criou o mundo assim, e um dia Ele restaurará todas as coisas. Nesse dia, "Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor…" (Revelação 21:4). O Senhor Yeshua Hamashiach, foi o único verdadeiro “inocente” e “justo” em toda a história humana, todavia sofreu mais que qualquer um. E Ele fez isso por nós! "O Mashiach morreu por nossos pecados" (I Coríntios 15:3). Ele sofreu e morreu para finalmente libertar o mundo da maldição e para que, mesmo agora, Ele pudesse salvar do pecado e da escravidão deste todos os que O receberem pela emunah como Senhor e Salvador pessoal. Esta grande libertação da pena do pecado herdado, bem como dos pecados que cometemos, muito possivelmente também assegura a salvação daqueles que morreram antes de atingir uma idade de consciente escolha do errado sobre o certo. Com toda a nossa emunah na bondade de Elohim e na redenção do Mashiach, podemos reconhecer que o nosso sofrimento atual pode ser transformado para a Sua glória e para o nosso bem. Os sofrimentos das pessoas que ainda não foram salvas são freqüentemente usados pelo Espírito Santo para levá-las a perceber que precisam de salvação e que precisam voltar-se para o Mashiach em arrependimento e emunah. Os sofrimentos dos nazarenos devem ser sempre um meio de desenvolver uma mais forte dependência de Elohim e um caráter mais semelhante ao do Mashiach, se neles eles forem “exercitados” (Carta aos Yehudim Israelitas 12:11). Assim, Elohim é amor e é misericordioso mesmo que “no presente” Ele permita que provações e sofrimentos entrem em nossas vidas. "E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Elohim, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Carta aos Israelitas em Roma 8:28).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Olhe de Novo e Consagre-se

Ora se Elokim veste assim a erva do campo... quanto mais a vós outros? - Mattiyahu 6.30 

 Uma declaração simples de Yeshua é entender, quando não somos simples. Como poderemos ser simples, ter a mesma simplicidade de Yeshua? Recebendo seu espírito, reconhecendo-o e confiando nele, obedecendo-lhe a medida que ele nos transmite a Palavra de Elohim. Se fizermos isso, a vida se tornará incrivelmente simples. Considerai, diz Yeshua, como vosso Pai, que veste a erva do campo, muito mais a vós vestirá, se vós mantiverdes num relacionamento certo com ele. todas as vezes que regredimos na comunhão espiritual foi porque permitimos que as preocupações do mundo nos dominassem e esquecemo-nos do quanto mais de nosso Pai Celestial. Observai as aves dos céus - o principal objetivo das aves é obedecer ao princípio de vida que está nelas, e Elokim cuida delas. O que Yeshua quer dizer é que se você estiver num relacionamento certo com ele e obedecer ao Espírito dele que está em você, Elokim cuidará de suas penas. Considerai... os lírios do campo - eles crescem onde foram postos. Muitos de nós se recusam a crescer onde foram postos; consequentemente acabam por não lançarem raízes em parte alguma. Yeshua diz que, se vivermos de acordo com a vida que Elokim nos deu, ele cuidará de todas as outras coisas. Será que Yeshua estava mentindo? Se não estivermos experimentando o quanto mais, é porque não estamos vivendo da forma como Elokim determinou, deixando-nos levar por conjecturas confusas. Quanto tempo levamos aborrecendo a Elokim com perguntas, quando deveríamos estar completamente livres para nos concentrarmos em seu trabalho? Consagrar-me significa estar continuamente me separando para determinada coisa. Não nos consagramos de uma vez por todas. Será que estou continuamente me consagrando a buscar a Elokim todos os dias de minha vida?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quando um nome é inserido no livro da vida?

O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Elohim inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Yeshua, escreva os seus nomes no livro da vida”. É importante observar que, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes estão relacionados no livro da vida desde a, e não antes da fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre antes da e desde a. No grego, o termo apo significa “a partir de”. Segue-se que a expressão “desde a fundação do mundo” denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada, criada por Elohim (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. A expressão em apreço foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Elohim (Is 53; Jo 1.29). Isto é, os sacrifícios de animais realizados antes do Mashiach tipificam a sua definitiva obra redentora. Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento; ninguém é registrado antes disso. Da mesma forma, o nome de uma pessoa salva só passa a constar do livro da vida após o seu novo nascimento. Afinal, “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Elohim” (Jo 3.3). Não existe listagem prévia dos eleitos, como pensam certos teólogos. Na medida em que os indivíduos crêem em Yeshua e o confessam como Mestre (Rm 10.9,10), eles são inscritos no rol de membros da Comunidade dos primogênitos, a Universal Assembléia (At 2.47, ARA; Hb 12.23). É possível ter o nome riscado do livro da vida? De acordo com a Palavra de Elohim, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Sh'mot 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moshe pelo povo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Yawheh a Moshe: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”. Serão riscados os que permanecerem desviados do Yawheh e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Yeshua disse aos discípulos da missão dos setenta, provavelmente distintos dos doze (“outros setenta”, v.1): “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus”. Yehuda, porém, um dos discípulos do Mashiach, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Kefá afirmou: “[Yehuda] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério... se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.17,25). Alguns, ainda, afirmam que Elohim relacionou toda a humanidade no livro da vida e só risca quem não recebe ao Mashiach como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados nos Céus ao receberem ao Mashiach, precisam perseverar até ao fim (Mt 24.13). Em Filipenses 4.3, o apóstolo Sha'ul mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes ele asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v.1). Não foi por acaso que os pastores das sete comunidades da Ásia ouviram do Messias a mensagem: “Quem vencer” (Ap 2 e 3). A manutenção do nome de alguém no livro da vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3.5). Somos filhos de Elohim hoje (Jo 1.11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21.7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Elohim, e ele será meu filho”. 

  

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Louvor anti - bíblico

Lamentavelmente o louvor em muitas igrejas está em estado de coma. A igreja está sendo massificada por um amontoado de corinhos invertebrados, ou seja, sem pé nem cabeça onde o que vale não é se o que se canta é bíblico, mas se faz bem. A maioria dos corinhos cantados nas igrejas é uma apologia ao cristianismo de lagoa: esparramado e raso. Corinhos ingênuos, banais, tremelicosos, fragmentados, catárticos, aguados, tupiniquim, amebianos, tolos, de letra capenga, sem sentido, de música pobre e de teologia estropiada. Corinhos que não passam de quinquilharias e bugigangas, pois não têm um conteúdo bíblico denso, mas um conteúdo light-dietético, mais para ginga e requebro que para reflexão. Corinhos que insultam a Elohim rebaixando-o ao nível infantil, pois apresentam Elohim como “fada madrinha” ocultando Sua santidade. Têm ritmo e estridência, porém são vazios de letra bíblica. Quando na letra se fala de Yeshua é para induzir as pessoas projetarem seus sonhos de consumo. São monocrômicos, isto é, pintados com uma só cor, ou seja, é sempre a mesma ladainha, a mesma lenga-lenga: beber nos teus rios, mergulhar nos teus rios, encher meus celeiros com os frutos da terra, voar nas asas do Espírito, Deus sonha os teus sonhos, Deus investe nos meus sonhos, os sonhos que Deus sonhou para mim, estar apaixonado por Yeshua, quero te tocar, quero te abraçar, amamos louvar-te, viemos te louvar, subir o monte Sião, subir acima dos querubins, uma série de expressões invertebradas. Louvor não consiste de palavra sobre louvor, mas sobre o Eterno. Louvar não é dizer “amamos louvar-te”, “viemos te louvar”. O que Elohim é, e faz é que nos leva a nos prostrarmos diante dEle maravilhados e, refletir sobre os seus atos, seu amor e sua graça em adoração. O monte Tzion é uma tipologia do Evangelho e cada crente já está nele (Hb 12: 22-29). Subir acima dos querubins é problemático, pois quem quis subir acima dos querubins foi Satanás e foi expulso dos céus (Is 14:13). Portanto, toda letra de cântico deve ser submetida ao exame bíblico. O certo não é o que se a pessoa canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia. A Escriturística deve ter função pedagógica e não recreativa, ela não é acessório, nem adorno, nem passa tempo, nem é para variar o culto; ela deve ensinar as grandes verdades da emunah. Os cânticos devem ter uma recitação teológica, uma apresentação clara de doutrinas. Na ótica vertical a finalidade dos cânticos é a glória de Elohim, na ótica horizontal é ensinar, instruir. Poucos são os corinhos que exortam à confissão de pecados, que falam de missões, da Bíblia como Palavra de Elohim. A maioria de suas letras não canta a cruz, o sangue que purifica de todo o pecado, o túmulo vazio, o perdão dos pecados, o caminho estreito, a necessidade de arrependimento e santificação dos crentes. Canta-se vitória, mas não se canta integridade, renúncia e negação de si mesmo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"IMPACTANTE" Os perigos da pornografia!



Números - 25:1 Enquanto Israel estava em Sitim, o povo começou a entregar-se à imoralidade sexual com mulheres moabitas, Mateus - 5:32 Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério". Mateus - 19:9 Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério". Atos - 15:20 Pelo contrário, devemos escrever a eles, dizendo-lhes que se abstenham de comida contaminada pelos ídolos, da imoralidade sexual, da carne de animais estrangulados e do sangue. Atos - 15:29 Abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas. Que tudo lhes vá bem. Atos - 21:25 Quanto aos gentios convertidos, já lhes escrevemos a nossa decisão de que eles devem abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual". Romanos - 13:13 Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja. I Corintios - 6:18 Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. II Corintios - 12:21 Receio que, ao visitá-los outra vez, o meu Elohim me humilhe diante de vocês e eu lamente por causa de muitos que pecaram anteriormente e não se arrependeram da impureza, da imoralidade sexual e da libertinagem que praticaram. Gálatas - 5:19 Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; Efésios - 5:3 Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Colossenses - 3:5 Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. I Tessalonicenses - 4:3 A vontade de Elohim é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. I Timóteo - 1:10 para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina. Apocalipse - 2:14 No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. Apocalipse - 2:20 No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Apocalipse - 2:21 Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Apocalipse - 9:21 Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos. Apocalipse - 21:8 Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos - o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte". Veja o vídeo abaixo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Davar Elohim

Em hebraico, a palavra para ‘Palavra’ é Davar (דָּבַר), que também significa ‘Coisa’, ou seja, Palavra e Coisa são da mesma essência na perspectiva bíblica, o que sugere uma correspondência entre o discurso Divino (ou seja,Lashon Hakodesh) e a própria realidade. Pelo poder da palavra, D-us ‘verbalizou’ o universo à existência. Na verdade, a primeira palavra das Escrituras, ou seja, Bereshit (בְּרֵאשִׁית), muitas vezes traduzida como ‘No princípio’, pode ser lida como “por meio da Primeira Coisa”, onde a “primeira Coisa” é a Palavra/Verbo (Memra – Logos) e o alfabeto hebraico em si. בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ ‘Bereshit bara Elohim et (את)…’ portanto, pode ser lido, por meio de Alef-Tav (את) ou seja pela primeira e ultima letra, ‘D-us criou os céus e a terra’ (Bereshit 1:1), o que implica que Alef-Tav (ou seja, o alfabeto) a Palavra precede todos os universos criados. No entanto, sabemos que O Messias é a Palavra de D-us de Alef à Tav, o primeiro e o último (Apocalipse 22:13;. Yeshayahu 48:12), e, portanto, o verso pode ser lido; “por meio do Messias, D-us criou o céus e a terra”, que, claro, concorda com João 1:1-3 e Colossenses 1:16-17. ‘Porque por Ele [O Messias] todas as coisas foram criadas… ’ A parte final do livro do Êxodo (ou seja, Pekudei) fornece detalhes sobre a construção do Tabernáculo- Mishkan (מִשְׁכָּן) e de seus móveis, bem como a roupa especial dos sacerdotes. No final da parte, lemos וַיְכַל משֶׁה אֶת – הַמְּלָאכָה / ‘Moisés terminou todo o trabalho’ (Êxodo 40:33), uma frase que tem a mesmo gematria (valor numérico) da palavra Bereshit (בְּרֵאשִׁית, a primeira palavra da Torá (Bereshit 1:1). Isto sugere que a criação do universo foi por causa da construção do Tabernáculo, que espiritualmente é entendido como a bondade do amor sacrificial de D-us para ser demonstrado para toda a criação. No Talmud nossos Sábios ensinavam: ‘Todo o mundo foi criado para o Messias’ (Talmud: Sanhedrin 98b) e, de fato, O Messias é chamado de ‘o Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo’ no Novo Testamento (Apocalipse 13:8; 1º Kefá 1:18-20;. Efésios 1:4;.. 2º Timóteo 1:9). ‘Todas as coisas foram criadas por Ele (isto é, O Messias), e para ele’ e Nele tudo subsiste (συνεστηκεν, literalmente ‘ficam unidas ou coladas’) – Colossenses 1:16-17. A Criação, portanto, começa e termina com o amor redentor de D-us que se manifesta na pessoa de Yeshua nosso Messias, o Cordeiro de D-us, nosso grande Goel – Redentor… Ele (O Messias) é o Centro da Criação – O Alef e o Tav (A primeira letra e a ultima letra – Alfa Omega) – O Princípio e o Fim, onde tudo converge (Yeshayahu 44:6; Apocalipse 1:17).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A TORÁ DE YHWH ACABOU OU É ETERNA?

A palavra “TORÁ” é comumente traduzida em nossas Bíblias por “Lei”. Porém, qual é o real significado do vocábulo “Lei”? A palavra hebraica TORÁ (תורה) significa orientação, instrução (STRONG 8451). TORÁ vem da raiz hebraica do verbo YARAH, que significa instruir. YARAH foi um termo antigo que se referia a acertar um alvo, e dá o sentido de “estabelecer os fundamentos, a base”. A Torá é a orientação, tal como o caminho em linha reta de uma flecha para atingir o alvo. A Torá é nossa fundação e isto é importante para se entender o real significado da palavra hebraica “TORÁ”. Atualmente, muitas pessoas dizem que “a Lei (Torá) do ETERNO não é para hoje”, porém, ninguém ousaria dizer que “a orientação e a instrução do ETERNO estão desatualizadas”. A presente lição é sobre a Torá, ou seja, sobre como Elohim deseja nos instruir, orientar. Versa sobre os fundamentos (a base) e sobre a definição de nós mesmos como flechas que devem acertar o alvo. Esta lição dará objetivo, direção, fundamentos e o alvo. Comumente, usa-se também a palavra “Torá” para designar os cinco livros escritos por Moshé (Moisés), ou seja, os 5 (cinco) primeiros livros da Bíblia: 1) Bereshit (Gênesis), 2) Shemot (Êxodo); 3) Vayikrá (Levítico); 4) Bemidbar (Números) e 5) Devarim (Deuteronômio). A palavra grega usada no lugar de TORÁ pela Septuaginta (antiga tradução grega do Tanach/“Antigo Testamento”) e no “Novo Testamento” grego foi “NOMOS”. Esta possui um paralelo com a Bíblia em Aramaico (a Peshitta) que usou o vocábulo “NAMOSA”, que vem da raiz semita “NIMMES”, que significa “civilizar”, bem como um paralelo com a moderna palavra hebraica “NIMOS” (ou “NIMUS”), que significa “ser polido” (educado, gentil). Assim, no núcleo da Torá estão os preceitos fundamentais da civilização. Do ponto de vista do ETERNO, sem a Torá nós somos incivilizados. Então, enquanto a palavra “Torá” significa “instrução”, referindo-se a tudo aquilo que o ETERNO ensinou nos 5 (cinco) primeiros livros da Bíblia, todos escritos por Moshé (Moisés), as versões em Língua Portuguesa terminam traduzindo “Torá” por “Lei”. Em verdade, a Torá é muito mais do que Lei de YHWH, pois se relaciona com sua eterna instrução, sabedoria e ensino, ou seja, com sua própria Palavra. Nos cinco livros escritos por Moshé (Moisés), existem vários mandamentos prescritos pelo ETERNO e que, de acordo com o Judaísmo, perfazem o total de 613 [2]. Atribui-se a Moshé Ben Maimon[3] (Maimônides) a obra de sistematizar o catálogo de 613 mandamentos, dividindo-os em positivos (quando o ETERNO exige uma ação do homem) e negativos (quando se exige uma abstenção de algo). Dos 613, há 248 mandamentos positivos (“faça”/“obrigações”) e 365 negativos (“não faça”/“proibições”). Explicam os rabinos que os 248 mandamentos positivos se referem ao número de ossos ou órgãos importantes do corpo humano, como se cada osso ou membro dissesse ao homem: “cumpra um preceito comigo”; já os 365 mandamentos negativos dizem respeito ao número de dias do ano, como se cada dia falasse ao ser humano: “Não cometa uma transgressão hoje”. Exemplificam-se alguns dos mandamentos positivos (obrigações) que se extraem da Torá: crer na existência de Elohim; temer a Elohim; saber que Ele é um; amar YHWH; santificar Seu nome; reprovar um pecador; estudar a Torá; descansar no shabat (sábado); deve o ladrão restituir o que roubou; tratar os litigantes igualmente diante da lei; fazer tsedaká (“caridade”); salvar a vida dos perseguidos; honrar os pais; amar ao próximo; amar o estrangeiro; etc. Eis exemplos de mandamentos negativos (proibições): não crer em falsos deuses; não fazer imagens de ídolos para adoração; não curvar-se diante de um ídolo; não adorar a ídolos; não praticar feitiçaria; não estudar práticas idólatras; não beneficiar-se de ornamentos que ornaram um ídolo; não praticar adivinhação; não praticar bruxaria; não consultar os astros; não profetizar falsamente; não consultar os mortos; não casar-se com heréticos; não blasfemar contra o nome de YHWH; não comer um animal impuro; não comer sangue; não praticar o homossexualismo; não oprimir um empregado atrasando o pagamento de seu salário; etc. Os 613 mandamentos (mitsvot) da Torá são classificados em três categorias: 1) MISHPATIM (juízos, julgamentos, acórdãos) – Strong 4941. Os MISHPATIM são os mandamentos éticos e morais e apontam fundamentalmente para o que está certo e o que está errado. 2) EDYOT (testemunhos) – Strong 5715. EDYOT são mandamentos que dão testemunho de YHWH. Ex: shabat, as festas do ETERNO, a mezuzah, a tsitsit etc. 3) CHOKIM (estatutos, decretos) – Strong 2706. Os CHOKIM são mandamentos que aparentemente não possuem razão de existir. Ex: o mandamento de não misturar lã com linho, não acender fogo no shabat etc. Já vimos que, quando estudarmos a B’rit Chadashá (Aliança Renovada/“Novo Testamento”), deveremos nos perguntar se seus ensinos possuem por base o Tanach (Primeiras Escrituras). Se houver alguma contradição entre ambos, então, existirá algum erro de interpretação. Muitas pessoas não entendem as lições da B’rit Chadashá porque acreditam erroneamente que a Torá foi abolida. Vamos ser como os bereanos e olhar para o Tanach a fim de verificar se isto é realmente verdade (Atos 17: 11). Sha’ul (Paulo) afirmou que a Escritura é “valiosa para ensinar a verdade, convencer do pecado, corrigir erros e treinar no viver correto” (2 Tm 3:16). Esta Escritura mencionada por Sha’ul é o Tanach, tendo em vista que, quando escreveu a Timóteo, ainda não existia o conjunto de livros hoje conhecidos como “Novo Testamento”. Assim, se seguirmos o conselho de Sha’ul (Paulo), deveremos estudar o Tanach, pois é Escritura “valiosa para ensinar a verdade” (2 Tm 3:16). O que o Tanach prescreve? Diz o Tanach que a Torá é para todas as gerações e para sempre? Ou será que diz que um dia a Torá seria abolida? Se está correto o ensino cristão de que a Torá foi extinta, então, devemos procurar onde este ensino está escrito no Tanach (Primeiras Escrituras/“Antigo Testamento”). Tal como os nobres bereanos, devemos investigar para sabermos se estas coisas que foram ensinadas possuem respaldo no Tanach. Em contrapartida, se a Torá não foi abolida, ou seja, se existe por todas as gerações e para sempre, então, devemos ser capazes de encontrar tal informação no Tanach. Se “a Escritura (Tanach) é valiosa para ensinar a verdade” (2 Tm 3:16), vamos buscar a verdade a partir do próprio Tanach, aqui e agora. Após entregar a Torá a Moshé (Moisés) no Monte Sinai, o ETERNO ordenou que seu povo deveria guardar a Torá para sempre: “YHWH ordenou que guardássemos todas essas leis, o temor a YHWH, nosso Elohim, sempre para o nosso bem, para que ele nos guardasse com vida, como nos encontramos hoje. A obediência cuidadosa de todas essas mitsvot [mandamentos] diante de YHWH, nosso Elohim, como ele nos ordenou a fazer, será a nossa justiça.” (Devarim/Deuteronômio 6:24-25). Foi desejo do ETERNO que seu povo obedecesse à Torá para sempre: “Oh, como eu queria que o coração deles permanecesse desse jeito para sempre, que eles me temessem e obedecessem a todas as minhas mitsvot [mandamentos], para que tudo corresse bem para eles, bem como para os seus filhos, para sempre” (Devarim/Deuteronômio 5:26, ou verso 29 nas traduções cristãs). Enquanto o ser humano viver, deve obedecer à Torá, como afirmou o ETERNO: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e juízos que mandou YHWH teu Elohim se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas a possuir; para que temas a YHWH teu Elohim, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.” (Devarim/Deuteronômio 6:1-2). Da mesma maneira, escreveu o Salmista que a Palavra do ETERNO duraria para sempre (Sl 119: 160). Ora, quando foi escrito o referido Salmo, não havia “Novo Testamento”, então, deduz-se facilmente que a Palavra do ETERNO se refere às Escrituras do Tanach (“Antigo Testamento”). Eis o Salmo 119: 160: “A principal coisa sobre tua palavra é que ela é a verdade; e todos os seus justos mandamentos duram para sempre”. No mesmo Salmo, consta dos versos 97 e 98: “Como amo tua Torá! Medito nela todo o dia. Sou mais sábio que meus inimigos, Porque tuas mitsvot [mandamentos] são minhas para sempre”. Ainda no Salmo 119, confira-se o verso 44: “Guardarei tua Torá para sempre, para todo o sempre”. Além disso, o Tanach afirma que nada da Torá poderia ser mudado ou retirado: “A fim de obedecer às mitsvot [mandamentos] de YHWH, o seu Elohim, que estou dando a vocês, não acrescentem nada ao que digo, e nada subtraiam delas.” (Devarim/Deuteronômio: 4: 2). “Cuidem de fazer tudo que ordeno a vocês. Não acrescentem nada nem retirem nada.” (Devarim/Deuteronômio 13:1, sendo que nas traduções cristãs o capítulo é o 12:32). Existem muitas passagens em que o ETERNO estabelece estatutos para todas as gerações e para todo o sempre (Ex: 27:21; Ex: 28:43; Ex: 29:28; Ex: 30:21; Ex: 31:17; Lv: 6:18, 22; 7:34, 36; 10:9, 15; 17:7; 23:14, 21, 41; 24:3; Nm: 10:8; 15:15; 18:8, 11, 19, 23; 19:10 e Dt: 5:29)[4]. Se somos “nobres bereanos”, encontraremos passagens do Tanach afirmando que a Torá não seria abolida, mas duraria por todas as gerações e para sempre. Este ensinamento foi repetido pelo Mashiach (Messias): “Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torá passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido. Portanto, quem desobedecer à ‘menor’ dessas mitsvot [mandamentos] e ensinar outras pessoas a agirem da mesma forma será chamado menor no Reino dos Céus.” (Mt 5:17-19, vide também Lc 16:17). Esclareceu Sha’ul (Paulo): “Segue-se então que abolimos a Torá por meio dessa fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Torá” (Rm 3:31). Apesar de David ter sido salvo pela fé (Rm 4:5-8), ele amou a Torá e tinha prazer em cumpri-la (Sl 119: 97, 113 e 163): “Oh! quanto amo a tua Torá! É a minha meditação em todo o dia”. “Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua Torá”. “Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua Torá”. Sha’ul (Paulo) também tinha prazer na Torá e a chama de “santa, justa e boa”: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Torá de Elohim.” (Rm 7:22). “E assim a Torá é santa, e o mandamento santo, justo e bom.” (Rm 7:12). Não existe nada de errado com a Torá que faça com que o ETERNO queira aboli-la ou destruí-la, pois tanto o Tanach (“AT”) quanto a B’rit Chadashá (“NT”) afirmam expressamente que a Torá é perfeita: “A Torá de YHWH é perfeita, e refrigera a alma...” (Tehilim/Salmos 19:8; versões cristãs: Sl 19:7). “Aquele, porém, que atenta bem para a Torá perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Ya’akov/Tiago 1:25). Ora, algo que é perfeito nunca se tornará melhor do que já é. Logo, se a Torá é perfeita, conclui-se facilmente que seus mandamentos (mitsvot) são eternos e duram para sempre! Yeshua HaMashiach não trouxe uma “Nova Torá” (Mt 5:17), mas ensinou como o homem realmente deveria interpretar e guardar a Torá dada pelo ETERNO, excluindo todos os mandamentos criados por homens legalistas e não por ELOHIM. Por tal razão, a B’rit Chadashá (“NT”) chama a Torá de “Torá do Messias” (Gl 6:2), ou seja, a Torá verdadeira, que nada tem a ver com a Torá ensinada por falsos mestres -estes existem até hoje, e são especialistas em distorcer a Palavra do ETERNO, apesar de nunca admitirem que isto fazem. Outro ensinamento popular na igreja cristã afirma que o ETERNO só deu a Torá a Israel para provar que eles não conseguiriam cumpri-la. Por exemplo, um livro cristão leciona: “... Israel, na cegueira, orgulho e autojustiça, pediu a lei. E Deus lhe concedeu o seu pedido, para mostrar-lhes que eles não podiam guardar a sua lei ...” (God’s Plan of the Ages; Louis T. Tallbot; 1970; página 66). Agora, vamos pensar no texto acima por um momento. Elohim deu a Torá para Yisra’el (Israel). O ETERNO disse que colocaria maldições sobre Yisra’el caso o povo falhasse em cumprir a Torá (Lv 26 e Dt 28 e 29). Elohim mandou profetas para advertir Yisra’el da destruição pendente em razão da contínua incapacidade de guardar a Torá. Finalmente, permite o ETERNO que os babilônios invadam Jerusalém e os judeus sejam levados ao cativeiro, porque eles falharam no cumprimento da Torá. Então, Ele diz: “Ah, eu estava brincando. Eu dei a Torá e mandei que vocês a cumprissem para provar que vocês não iriam conseguir. Agora estou castigando vocês”. Que tipo de ELOHIM faria isso? É óbvio que o ETERNO não daria mandamentos com o intuito de castigar o homem pela desobediência. Não! O ETERNO é bom e estabeleceu mandamentos com o desiderato de que o homem os obedecesse. Como nobres bereanos, nós podemos simplesmente olhar para o Tanach para verificar se o popular ensino cristão é verdadeiro. Vejamos o que o Tanach diz sobre este assunto: “Pois esta mitsvá [mandamento] que hoje entrego a vocês não é muito difícil, não está fora do seu alcance. Ela não está no céu, para que vocês precisem perguntar: ‘Quem subirá ao céu por nós, a trará até nós e nos fará ouvi-la, para que lhe possamos obedecer?’. Da mesma forma, ela não está no além-mar, para que vocês precisem perguntar: ‘Quem atravessará o mar por nós, a trará até nós e nos fará ouvi-la, para que lhe possamos obedecer? ’. Ao contrário, a palavra está bem perto de vocês – em sua boca e em seu coração; portanto, vocês podem praticá-la!’” (Devarim/Deuteronômio 30:11-14). Como se observa facilmente no texto acima, o próprio ETERNO afirma que a Torá pode e deve ser cumprida, o que não é considerado muito difícil e nem está fora do alcance do ser humano. O fato de que a Torá possa ser cumprida e praticada está confirmado também na B’rit Chadashá (“Novo Testamento”), pois esta afiança que Yeshua “foi tentado em todas as áreas, como nós, com a diferença de que nunca pecou” (Hb 4:15), ou seja, Yeshua conseguiu observar a Torá, mesmo sendo tentado. Apesar de sermos imperfeitos, nós devemos nos esforçar para guardar o máximo possível da Torá, lembrando-se que podemos derrotar a tentação, pois “Elohim não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar” (1 Co 10:13). Em outras palavras, ainda que pequemos, já que somos falíveis, isto não nos impede de tentar viver em obediência aos mandamentos do ETERNO. Destarte, conclui-se que a Torá de YHWH permanece válida, e seus mandamentos devem ser obedecidos. Aliás, ensinou Yeshua que aqueles que o amam iriam guardar os mandamentos (Yochanan/João 14:15). [1] Na tradução para o português feita pelo Padre João Ferreira de Almeida, este omitiu a palavra “sinagoga” em Tg 2:2. Creio que o objetivo desta omissão se deve ao fato de que a Igreja Cristã deseja ocultar a verdade: os primeiros discípulos de Yeshua se reuniam em sinagogas e não em Igrejas. [2] Alguns estudiosos perceberam que existem mais do que 613 mandamentos na Torá. Logo, pode-se dizer que os 613 mandamentos reconhecidos pelo Judaísmo consistem em um rol exemplificativo, e não taxativo. [3] Viveu aproximadamente entre os anos 1135 a 1204 d.C. [4] O que muitas pessoas confundem é que existem certas regras na Torá que são verdadeiras “leis temporárias e circunstanciais”, ou seja, foram estabelecidas para vigorarem durante certo período de tempo e em determinadas circunstâncias. Exemplos de regras temporárias: 1) Quando a mulher estava em período menstrual, ninguém poderia tocar nela ou em sua cama (Lv 15:23). Esta norma foi estabelecida para fins higiênicos, evitando-se a contaminação por doenças transmissíveis pelo sangue, já que não havia absorvente íntimo e água em abundância. 2) As regras sobre compra de escravos não se aplicam mais (Lv 25:44), uma vez que hoje não existe escravidão, fruto da maldade humana. Esta nunca foi a vontade do ETERNO, que chegou a criar normas para benefício dos escravos estrangeiros, dizendo que os senhores deveriam amá-los como a si próprios (Lv 19:34). Não obstante a existência de algumas leis temporárias, os mandamentos éticos e morais da Torá são eternos. Leia mais: http://www.judaismonazareno.org/news/a-tora-de-yhwh-acabou-ou-e-eterna-/