quarta-feira, 2 de outubro de 2013

613 mandamentos



Os 613 mandamentos ou 613 mitzvot (do hebraico:תרי"ג מצוות ou Taryag mitzvot sendo TaRYaG um acrônimo do valor numérico "613") é o nome dado ao conjunto de todos os mandamentos que, de acordo com o judaísmo, constam na Torá (os cinco livros de Moisés).1 De uma forma geral, a expressão "A Lei de Moshe" (em hebraico Tora Moshé תורת משה) também é utilizada em referência ao corpo legal judaico. Apesar de que houve muitas tentativas de codificar e enumerar os mandamentos contidos na Torá, a visão tradicional é baseada na enumeração de Maimônides. De acordo com essa tradição, estes 613 mandamentos estão divididos em "mandamentos positivos", no sentido de realizar determinadas ações (mitzvot assê, mandamentos do tipo "faça!", obrigações1 ) e "mandamentos negativos", na qual se deve abster de certas ações (mitzvot ló taassê, mandamentos do tipo "não faça!", proibições1 ). Existem 365 mandamentos negativos, correspondendo ao número de dias no ano solar, que é como se cada dia dissesse à pessoa "Não cometa uma transgressão hoje";1 e 248 mandamentos positivos, relacionado ao número de ossos ou órgãos importantes no corpo humano,2 isto é, como se cada membro dissesse à pessoa: "Cumpra um preceito comigo".1 Apesar de que o número 613 é mencionado no Talmud, sua significância real cresceu na literatura rabínica medieval tardia, incluindo muitos trabalhos listados ou arranjados pelas mitzvot. Três dos mandamentos negativos envolvem yehareg ve'al ya'avor, o que significa que "uma pessoa deve se deixar ser morta ao invés de violar este mandamento negativo", são eles o assassinato, idolatria e relações proibidas.3 Muitas das mitzvot não podem ser observadas a partir da destruição do Segundo Templo (70 E.C.), apesar que elas ainda mantém grande significância religiosa. De acordo com um entendimento padrão, há 77 mandamentos negativos e 194 positivos que podem ser observados hoje. Há 26 mandamentos que se aplicam somente dentro da Terra de Israel.4 Além disso, existem alguns mandamentos baseados em tempo das quais a mulher está isenta (exemplos incluem shofar, sucá, lulav, tzitzit e tefilin5 ). Alguns dependem de um status especial da pessoa no judaísmo (como cohanim), enquanto outros se aplicam apenas aos homens e outros apenas às mulheres. De acordo com o Talmud,6 um verso bíblico afirma que Moisés transmitiu a "Torá" de Elohim para o povo judeu: "Moshe nos mandou a Torá como uma herança para a comunidade de Yaakov".7 O Talmud relata que o valor numérico hebraico (guematria) da palavra "Torá" é 611, e combinando os 611 mandamentos de Moshe com os dois recebidos diretamente de Elohim somam 613. Os dois mandamentos que Elohim entregou diretamente aos judeus foram os dois primeiros dos Dez Mandamentos: isso pode ser visto a partir do fato destes estarem escritos na primeira pessoa. O Talmud atribui o número 613 ao Rabino Simlai, mas outros sábios clássicos que sustentam essa visão incluem o Rabino Shimon ben Azai8 e o Rabino Eleazar ben Yossi, o Galileu.9 Isso é citado nos Midrashim Shemot Rabá,10 Bamidbar Rabá11 e o Talmud Babilônico.12 Muitos filosófos e místicos judaicos (como o Baal HaTurim, o Maharal de Praga e líderes do judaísmo hassídico) encontram alusões e cálculos inspirados na relação com o número de mandamentos. Os tzitziot ("franjas com nós") do talit ("xale [de orações]") estão conectadas aos 613 mandamentos por interpretação: o principal comentarista da Torá, Rashi, baseia o número de nós em uma guematria: a palavra tzitzit (hebraico: ציצת (bíblico), ציצית, como soletrado na Mishná) tem o valor 600. Cada nó tem oito fios (quando dobrados) e cinco jogos de nós, totalizando 13. A soma de todos os números é 613. Isso reflete o conceito de que a utilização de uma vestimenta com tzitzit lembra seu usuário de todos os mandamentos da Torá.

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