quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quando um nome é inserido no livro da vida?

O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Elohim inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Yeshua, escreva os seus nomes no livro da vida”. É importante observar que, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes estão relacionados no livro da vida desde a, e não antes da fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre antes da e desde a. No grego, o termo apo significa “a partir de”. Segue-se que a expressão “desde a fundação do mundo” denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada, criada por Elohim (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. A expressão em apreço foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Elohim (Is 53; Jo 1.29). Isto é, os sacrifícios de animais realizados antes do Mashiach tipificam a sua definitiva obra redentora. Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento; ninguém é registrado antes disso. Da mesma forma, o nome de uma pessoa salva só passa a constar do livro da vida após o seu novo nascimento. Afinal, “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Elohim” (Jo 3.3). Não existe listagem prévia dos eleitos, como pensam certos teólogos. Na medida em que os indivíduos crêem em Yeshua e o confessam como Mestre (Rm 10.9,10), eles são inscritos no rol de membros da Comunidade dos primogênitos, a Universal Assembléia (At 2.47, ARA; Hb 12.23). É possível ter o nome riscado do livro da vida? De acordo com a Palavra de Elohim, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Sh'mot 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moshe pelo povo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Yawheh a Moshe: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”. Serão riscados os que permanecerem desviados do Yawheh e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Yeshua disse aos discípulos da missão dos setenta, provavelmente distintos dos doze (“outros setenta”, v.1): “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus”. Yehuda, porém, um dos discípulos do Mashiach, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Kefá afirmou: “[Yehuda] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério... se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.17,25). Alguns, ainda, afirmam que Elohim relacionou toda a humanidade no livro da vida e só risca quem não recebe ao Mashiach como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados nos Céus ao receberem ao Mashiach, precisam perseverar até ao fim (Mt 24.13). Em Filipenses 4.3, o apóstolo Sha'ul mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes ele asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v.1). Não foi por acaso que os pastores das sete comunidades da Ásia ouviram do Messias a mensagem: “Quem vencer” (Ap 2 e 3). A manutenção do nome de alguém no livro da vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3.5). Somos filhos de Elohim hoje (Jo 1.11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21.7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Elohim, e ele será meu filho”. 

  

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