"O homem bom tira do tesouro bom cousas
boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas más." (Mattiyahu 12:35) Mattiyahu
12 é um dos capítulos mais penetrantes do Novo Testamento. Uma parte das
palavras de Yeshua aqui refere-se à língua. Ele está falando sobre a árvore e
seus frutos. "Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o
seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como
podeis falar cousas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o
coração." (Mattiyahu 12:33-34) O CORAÇÃO É A ÁRVORE, E A BOCA É O FRUTO DA
ÁRVORE A árvore (o coração) é conhecida pelo fruto (as palavras). O que sai da
sua boca demonstra o que está no seu coração. Yeshua prossegue, aplicando isto
especificamente às nossas palavras. Não existe um nível intermediário entre o
bem e o mal. Ou é bom até o fim, ou é mau até o fim. É a mesma corrente do
início ao fim. Não pode se alterar. "Digo-vos que de toda palavra frívola
que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo; porque pelas tuas
palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado." (Mattiyahu
12:36-37) Em última análise, o destino da nossa alma é determinado pelas nossas
palavras. Teremos que dar conta de cada palavra frívola que pronunciamos. ELOHIM
NUNCA USA PALAVRAS VÃS Ele sustenta cada palavra que profere. E nos diz:
"Que suas palavras sejam assim. Não use palavras vãs. Se usar terá que dar
conta delas." A epístola de Yaakov provavelmente examina o assunto da
língua de forma mais completa e penetrante que qualquer outra parte do Novo
Testamento. Olhe apenas um versículo: "Se alguém supõe ser religioso,
deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua
religião é vã." (Yaakov 1:26) Não quero me tornar pessimista ou crítico,
mas para mim, com este golpe de caneta, foram riscados setenta e cinco por
cento da religião atual. AS PESSOAS QUE PRATICAM RELIGIÃO NÃO TÊM DOMADO A SUA
LÍNGUA E a Bíblia diz: "Se você não dominar a sua língua, sua religião é
vã." - Vamos examinar problemas específicos que encontramos relacionados
com a língua: FALAR DEMAIS: A seguir temos duas passagens que tratam desta
questão. "No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus
lábios é prudente." (Mislhei 10:19) "Porque dá muita ocupação vem os
sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras." (Kohelet 5:3) Se alguém
conversa o tempo todo, está simplesmente demonstrando a todos o que realmente
é, pois a voz do tolo se conhece pela multidão das suas palavras. Além disso,
lembre-se das palavras de Yeshua: "Porque a boca fala do que está cheio o
coração." Uma língua irrequieta denota um coração irrequieto. Uma pessoa
que não pode ficar calada não está tranquila, por mais que fale sobre paz e
alegria. Em todas essas coisas, ela proclama sua inquietude interior pelo que
flui continuamente da sua boca. PALAVRAS VÃS: Como já tratamos deste problema
nos parágrafos anteriores, vamos apenas mencioná-lo aqui. Em Mattiyahu capítulo
12 verso 36, já citamos: "Digo-vos que de toda palavra frívola que
proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo." No Sermão da
Montanha, há um versículo paralelo: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não,
não. O que disto passar, vem do maligno." (Mattiyahu 5:37) Enfatizar
exageradamente destrói rapidamente o efeito de uma palavra. A melhor maneira de
impressionar os outros não é empregar palavras impressionantes; é simplesmente
dizer o que você realmente quer dizer. FUXICO (MEXERICO, MALEDICÊNCIA): Vamos
ver o que a Bíblia diz a respeito do fuxico. Eu não brinco com o fuxico, porque
é algo terrível. Embora seja verdade que os homens também fuxicam, basicamente
concordo com o comentário de Ern Baxter que diz: "Fuxico é o risco
ocupacional das mulheres". A mulher normal da nossa sociedade tem muito
mais tentação e oportunidade de fuxicar do que o homem. Entretanto, estou
ciente de que o homem também fuxica. "Não andarás como mexeriqueiro entre
o teu povo: não atentarás contra a vida do teu próximo." (Levítico 19:16)
"As palavras do maldizente são doces bocados, que descem para o mais
interior do ventre." (Mislhei 18:8) VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL LITERALMENTE
MATAR UMA PESSOA ATRAVÉS DE PALAVRAS? Sei de casos reais onde ministros
morreram sob o opróbrio, vergonha e feridas de línguas maliciosas. Em Jeremias
capítulo 18 verso 18 diz que os inimigos de Jeremias falaram: "Vinde, firamo-lo
com a língua, e não atendamos a nenhuma das suas palavras." Muitos servos
de Elohim morreram de feridas causadas pela língua. No Novo Testamento,
examinaremos duas passagens: "Além do mais aprendem também a viver ociosas
(falando a respeito de mulheres na igreja), andando de casa em casa; e não
somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não
devem." (1 Timóteo 5:13) "Não sofra, porém, nenhum de vós como
assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de
outrem." (1 Kefá 4:15) Você não acha interessante o intrometido ser
classificado junto com os assassinos, ladrões e malfeitores? A maioria dos
religiosos ficaria horrorizada ao ser classificada como um assassino, ladrão ou
malfeitor; no entanto, muitos deles são intrometidos. MENTIRA: Vamos começar
novamente no livro de Mislhei. "Seis cousas o Senhor aborrece, e a sétima
a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue
inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para
o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre
irmãos." (Mislhei 6:16-19) Das sete coisas abominadas pelo Senhor, três se
relacionam com a língua: A língua mentirosa, A testemunha falsa, E o que semeia
contendas entre os irmãos. Mislhei capítulo 12 verso 22 confirma isto, quando
diz: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam
a verdade são o seu deleite." "ABOMINAÇÃO" é a palavra mais
forte que se pode usar para descrever o que desagrada a Elohim. Encontramos
mais um versículo sobre mentir no Apocalipse, onde há três advertências a
respeito do perigo de mentir nos últimos dois capítulos. Apocalipse capítulo 21
verso 8 diz: "Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis,
aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os
mentirosos, a parte que lhes cabe seja no lago que arde com fogo e enxofre, a
saber, a segunda morte." TODOS OS MENTIROSOS SÃO DESTINADOS PARA O LAGO DE
FOGO Não quero estender-me nesse assunto, mas sejamos honestos - há muitos
cristãos mentirosos. Embora eu não seja o juiz, fico me perguntando o que lhes
acontecerá no último dia. Não quero ignorar a Palavra de Elohim que afirma que
todos os mentirosos acabarão no lago de fogo. Creio que isto significa
literalmente o que está escrito; contudo, lembremos também que sempre há
arrependimento para aqueles que quiserem voltar-se a Elohim. A BAJULAÇÃO: Creio
que a maioria das pessoas não entende o perigo da bajulação, e nem o quanto
isso é desagradável a Elohim. Como pregador da Palavra, aprecio a genuína
gratidão e sou estimulado pelas expressões de estima das pessoas que me ouvem;
entretanto, aprendi a vigiar contra bajulação, pois muitos servos de Elohim têm
se enredado por meio desse instrumento. Eu poderia citar os nomes de diversos
homens que foram bajulados a ponto de serem cativados e de perderem os seus
ministérios. "Socorro, Senhor! porque já não há homens piedosos;
desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos
outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os
lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente." (Tehillim 12:1-3) São
palavras bem claras, e outra vez acho que a maioria das pessoas concordaria que
há uma abundância de insinceridade entre o povo religioso - uma riqueza de
palavras açucaradas que no fim não significam nada. TOME CUIDADO COM PESSOAS DE
LÁBIOS BAJULADORES! PALAVRAS PRECIPITADAS: Mislhei capítulo 29 verso 20 diz:
"Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há
para o insensato do que para ele." Esta é uma afirmação muito penetrante.
Não diga tudo que sente na hora que sente. Se você fizer assim, acabará
entrando em problemas sérios. Aprenda a se dominar. No Tehillim 106 temos um
quadro bem trágico de Moshe, que perdeu o privilégio de guiar o povo de Elohim
para a terra prometida por causa de uma frase impetuosa que pronunciou. Nada
poderia melhor nos mostrar até que ponto Elohim é exigente quanto a nossa
maneira de falar do que esse acontecimento com Moshe. Os filhos de Israel
estavam se queixando da falta de água, e Elohim ordenou a Moshe: "Volte ao
povo, e fale à rocha. Quando você falar, a água sairá." Da outra vez, Moshe
havia tirado água da rocha, ferindo-a com a sua vara. Agora, por estar
realmente irado com o povo, ao invés de fazer como Elohim ordenou, ele feriu a
rocha outra vez e disse: "Precisamos tirar água para esses rebeldes?"
Elohim o honrou, e a água saiu, mas depois, numa conversa particular com Moshe,
Elohim disse: "Moshe, você perdeu o privilégio de guiar o meu povo para a
terra prometida, porque não me honrou com as suas palavras." Tehillim 106
versos 32 e 33 refere-se a isso: "Depois o indignaram nas águas de Meribá,
e, por causa deles, sucedeu mal a Moshe, porque irritaram o seu espírito de
modo que falou imprudentemente com seus lábios." Você sabia que quando seu
espírito se provoca, muitas vezes você fala imprudentemente? Isto é falar
precipitadamente, e Elohim nos adverte a esse respeito. PALAVRAS NEGATIVAS:
Este é um dos "pecados respeitáveis" praticados regularmente por
pessoas religiosas. Normalmente não é considerado pecado. "Não tenho
fé." "Não creio que conseguirei o dinheiro a tempo." "Tenho
certeza que será preciso fazer uma operação." As palavras podem ser muito
educadas, respeitáveis e religiosas, mas em muitos casos são inaceitáveis a Elohim.
MUITAS VEZES, CAVAMOS NOSSAS PRÓPRIAS SEPULTURAS COM NOSSAS BOCAS Há muitas
pessoas mortas hoje que não deveriam ter morrido. Morreram por causa daquilo
que falaram. Darei um exemplo de Números 13, onde temos a história dos doze
espias que foram enviados para a terra prometida. Os doze espias viram a mesma
coisa e tiveram a mesma experiência. Não houve diferença entre suas
circunstâncias nem entre sua procedência. Dez voltaram dizendo: "Oh, é uma
boa terra, mas está cheia de gigantes. As cidades são muradas até os céus, e
sentimo-nos como gafanhotos aos nossos próprios olhos." Dois espias
disseram: “É uma terra maravilhosa. Entremos para possuí-la.” O contraste entre
os dois pontos de vista pode ser visto claramente em Números capítulo 13 versos
30 e 31: "Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moshe, disse: Subamos
animosamente, e apoderemo-nos dela; porque bem poderemos prevalecer contra ela.
Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não poderemos subir contra
aquele povo, porque é mais forte do que nos." Yehoshua e Calev disseram:
"Somos capazes." Os outros dez falaram: "Não somos
capazes." Cada um selou o seu próprio destino pelo que disse. Aqueles que
disseram que não podiam subir, realmente não puderam. Aqueles que disseram que
podiam subir, puderam de fato subir. Selaram seu próprio destino pelo que
disseram, e assim acontece vez após vez com os cristãos até hoje. CHEGAMOS
AGORA AOS REMÉDIOS PARA ESSES PROBLEMAS COM A LÍNGUA! - Remédio número um é
reconhecer que o abuso da língua é um problema do coração. Já vimos em Mattiyahu
capítulo 12 versos 33 e 34 que o problema está no nosso coração. Além disso, Yaakov
capítulo 3 versos do 10 ao 12 diz: "Da mesma boca procede bênção e
maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita
da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma
figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte
de água salgada dar água doce." Assim, novamente se compara o coração com
a árvore, e as palavras que saem com o fruto. Em Mislhei capítulo 4 verso 23,
uma das minhas passagens prediletas, diz: "Sobre tudo o que se deve
guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida." O
que sai da sua boca vem do seu coração. A boca é o barômetro do coração. -
Remédio número dois: Confesse os seus pecados e seja purificado. Muitas pessoas
não gostam de usar a palavra "pecado" para descrever suas faltas no
uso da língua. Mas palavras erradas constituem pecado. Quando as encararmos
como pecado, começaremos a ver resultados. Enquanto as tolerarmos, nos
desculparmos, ou tentarmos nos esquivar da responsabilidade, não haverá
modificação. Em 1 João capítulo 1 verso 9 nos diz: "Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar
de toda injustiça." Elohim tem um remédio para os problemas da língua, mas
enquanto não os reconhecermos como pecado, confessando e nos arrependendo
deles, e buscando de Elohim o perdão e a purificação, não estamos aceitando o
remédio de Elohim. - Remédio número três: Recuse o mal, entregue-se a Elohim.
Há uma dupla decisão que precisamos tomar. Paulo diz em Romanos capítulo 6
versos 12 e 13 que primeiro devemos recusar que os membros do nosso corpo sejam
usados como instrumentos de injustiça e pecado. Diga ao diabo: "Você não
pode ter minhas mãos; você não pode ter meus pés; e acima de tudo, não pode ter
minha língua. Quando Yeshua morreu, ele comprou a minha língua junto com todo o
meu ser, e, Satanás, não vou deixar que você domine a minha língua."
Segundo, entregue-se a Elohim e os seus membros como instrumentos de justiça
sob a obediência. Diga deliberadamente a Elohim que você quer que sua língua
seja um instrumento de justiça e que a está entregando a Ele para este fim. -
Remédio número quatro: Compreender porque você tem uma língua. Se você não
compreender isso, nunca há de entrar verdadeiramente naquilo que Elohim lhe
oferece. PORQUE ELOHIM PÔS UMA LÍNGUA NA SUA BOCA? As Escriituras nos
esclarecem. No Tehillim capítulo 16 verso 9, o salmista Davi diz:
"Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória: também a
minha carne repousará segura." A que Davi se referia quando disse "a
minha glória"? Encontramos a resposta em Atos capítulo 2 verso 26, onde Kefá
cita este Tehillim: "Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua
exultou." Sua glória e a sua língua. Por quê? Porque lhe foi dada para um
supremo propósito: GLORIFICAR A ELOHIM! SUA LÍNGUA É A SUA GLÓRIA Se você puder
alcançar essa verdade e meditar sobre ela e agir sobre ela, sua vida será
revolucionada. - Remédio número cinco: Resolva louvar a Elohim. Louvor é
resultado de uma decisão. Foi por isso que Davi disse: "O meu coração está
firme; cantarei e entoarei louvores." (Tehillim 57:7) Uma vez eu disse:
"Mesmo que o telhado caia, vou louvar ao Senhor." No momento, eu
estava pregando longe de casa, e telefonei para casa para perguntar: -
"Como estão as coisas?" - "Tudo bem", veio a resposta,
"o telhado caiu." Fui apanhado pelo meu próprio testemunho e tive que
dar graças! VAMOS EXAMINAR UMA DAS DECISÕES DE DAVI O título introdutório do Tehillim
34 nos conta que Davi estava na corte do rei filisteu fugindo para salvar a sua
vida, e fingindo ser maluco. Nesta época, ele tomou a decisão: "Bendirei o
Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão.
Engrandecei o Senhor comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome." (Tehillim
34:1-3) Primeiro você toma uma decisão individual: "Eu vou agir assim.
Depois, você encontra outras pessoas de igual pensamento, e diz: "Vamos
fazer isso juntos". Porém, a decisão individual vem primeiro. - Remédio
número seis: Lembre-se do Mashiach, seu Sumo sacerdote. Aqui está uma verdade
importantíssima. Mashiach é o nosso sumo sacerdote, que intercede por nós, e
que nos representa diante de Elohim no céu. O que você diz com a sua boca
limita o que ele pode fazer por você no céu. Se fizer uma confissão fraca, você
terá um sumo sacerdote fraco em seu favor, pois ele é o sumo sacerdote da sua
confissão. Hebreus capítulo 3 verso 1 diz: "Por isso, santos irmãos, que
participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo
Sacerdote da nossa confissão, Yeshua." Ele é o sumo sacerdote das suas
palavras. Se você cerrar os seus lábios, ele terá nada para dizer a seu
respeito. Hebreus capítulo 10 versos do 21 ao 23 o expressa dessa forma:
"E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Elohim, cheguemo-nos com verdadeiro
coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má
consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão
da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa." Faça sua
confissão, continue fazendo e não pare. É isto que significa em português
claro. - Remédio número sete: Submeta-se à disciplina do corpo do Mashiach.
Esta é a última recomendação. Uma área da nossa vida que está
inquestionavelmente sujeita à disciplina do corpo é a maneira pela qual falamos
uns sobre os outros. Se você estiver sujeito a disciplina do corpo, não falará
a respeito de outras pessoas, porque, por uma razão, será embaraçoso você ter
que ir pedir-lhes perdão. E se você não for pedir perdão, estará caminhando
para um apuro pior ainda. Portanto, é melhor ficar livre disso desde o
princípio. Vamos examinar a passagem de Mattiyahu capítulo 18 versos do 15 ao
17: "Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te
ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou
dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja
confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a
igreja, considera-o como gentio e publicano." "Se teu irmão pecar contra
ti, vai argui-lo entre ti e ele só." Isso é disciplina. Não vá contar a
todos os outros primeiro. Esta seria a reação da maioria dos cristãos. Se
alguém me ofender, não falo com ele - falo com todos menos com o irmão que me
ofendeu. Depois torna-se quase impossível curar a ruptura. "Se, porém, não
te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de
duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender,
dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e
publicano." ISSO É DISCIPLINA Todos estamos sujeitos a ela se formos
membros do corpo do Mashiach. Agora, há dois aspectos disso: Primeiro: Se
alguém cometer algo que considero errado, o que devo fazer? Devo ir à pessoa
para curar a ruptura. Na maioria dos casos, se você agir assim, a ruptura será
curada. Depois, há outro lado - e é aí que a maioria das pessoas cai. Quando
alguém vai a você e diz: "Você sabe o que o irmão Antônio falou sobre mim?
Você sabe como ele está me tratando?", você tem que responder: "Você
já conversou com irmão Antônio?" Se a resposta for "não", você
tem que dizer: "Então não converse comigo." Essa é a verdadeira
disciplina. Doutra forma, você se torna um cúmplice posterior, em termos jurídicos,
e responsável por explodir a situação e criar uma ruptura no corpo do Mashiach.
É aí que a maioria de nós tropeça. Em Mislhei capítulo 25 verso 23 diz: "O
vento norte traz chuva, e a língua caluniadora, o rosto irado." Se
aparecer uma língua caluniadora, deve aparecer também o rosto irado. É legítimo
ser irado. Não receba a pessoa que proferir palavras caluniadoras. Se pessoas
vierem constantemente ao seu lar para contar estórias sobre os outros,
diga-lhes que sua sala não é um depósito de lixo. Se quiserem se dispor do seu lixo,
que procurem outro lugar. Em conclusão, depois de ler essa mensagem, se você
reconheceu que tem pecado com a sua língua, ou tiver algum dos problemas que
descrevemos, sugiro que você aplique estes sete remédios, e confesse o seu
problema agora como pecado. Se tiver ferido um outro crente, pode ser
necessário ir a ele e pedir que lhe perdoe. Enfrente a verdade sobre o seu
pecado e peça que Elohim lhe perdoe. Peça que ele o purifique, e então creia
que recebeu dele o perdão e a purificação.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O desconcertante chamado de Elohim
"E vai cumpri-se ali tudo quanto esta escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao filho do homem... Eles, porém, nada compreenderam acerta destas cousas." Lucas 18: 31 - 34
Elohim chamou Yeshua Hamashiach para o que parecia um fracasso absoluto. Yeshua chamou os seus discípulos para assistirem á sua morte; levou cada um deles a um profundo quebrantamento. A vida do Mashiach foi um fracasso total sob o ponto de vista de todo mundo, menos do de Elohim. Mas, ao que os homens parecia fracasso, foi um extraordinário triunfo do ponto de vista divino, porque o propósito de Elohim nunca é o propósito do homem. O desconcertante chamado de Elohim chega também até nós. Este chamado nunca pode ser declarado explicitamente; ele é implícito. É como o chamado do mar - ninguém o ouve, a não ser a pessoa que tem em si a natureza do mar. Não se pode explicar de maneira definida a razão do chamado de Elohim, porque ele nos chama para sermos companheiros dele, visando aos; e o teste deste chamado consiste em crer que Elohim sabe o que quer; que as coisas que acontecem por acaso, e sim totalmente por determinação de Elohim. Elohim esta desenvolvendo os seus objetivos. Se estivermos em comunhão com Elohim e reconhecermos que ele está-nos incluindo em seus planos, não mais insistiremos em descobrir quais são. Á medida que crescemos na vida de um discípulo, ela vai se tornando mais simples, porque ficamos menos inclinados a perguntas:"porque Elohim permitiu aquilo?" Por trás de tudo esta a força constrangedora de Elohim, discípulo é aquele que confia na sabedoria de Elohim, e não em seus próprios juízos. Se tivermos planos próprios, isto destruirá a simplicidade e a descontração que devem caracterizar a vida do filho de Elohim!
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Depois da Obediência o que é que Vem?
"Logo a seguir, compeliu Yeshua os seus discípulos a embarcar e passar adiante para outro lado." - Marcos 6: 45 - 52
Tendemos a pensar que,se Yeshua Hamashiac nos der ordem, e lhe obedecermos, ele nunca nos levará a um grande sucesso. Nunca devemos colocar nossos sonhos de sucesso como propósito de Elohim para nós; seu propósito seja exatamente o oposto. Imaginemos que Elohim está-nos levando a um fim determinado, a um alvo desejado; ele não está. Chegar ou não a um alvo especifico é mero incidente. Áquilo que chamamos processo, Elohim chama de alvo.Qual é o meu sonho em relação ao propósito de Elohim? O propósito dele é que eu dependa dele e do seu poder. Se eu conseguir manter-me calmo e despreocupado em meio ao tumulto, este é o propósito de Elohim. Elohim não está operando com vistas a uma determinada conclusão; o alvo dele é o processo - que eu o veja andando sobre as ondas, sem nenhuma praia á vista, nenhum êxito, nem alvo; apenas a certeza absoluta de que está tudo bem porque eu o vejo andando sobre mar. É o processo não o fim, que glorifica a Elohim. O treinamento de Elohim é para já, não para daqui a pouco. Seu propósito é para este momento, não para algo no futuro. Não temos nada a ver com o depois da obediência; se nos preocuparmos com o depois estaremos errados. O que o homem chama de treinamento e preparação, ELOHIM chama de alvo. O alvo de ELOHIM é capacitar-me a compreender que ele pode andar sobre o caos de minha vida hoje. Se temos um outro alvo em vista, não prestamos suficiente atenção ao que acontece no presente, mas, se reconhecermos que o alvo é obediência, então cada momento, seja ele como for, é preciso!
domingo, 27 de julho de 2014
A função do RÚACH HAKODESH, nas Escrituras Sagradas
A primeira ocorrência do termo Rúach no Tanak está em B'reshit 1:2, onde aparece a frase "e o Rúach Elohim se movia sobre a face das águas". Indica a presença de Elohim através do Rúach e sua atividade na criação do mundo.
O termo Rúach ocorre trezentas e oitenta e nove vezes no Tanak hebraico. Destas ocorrências, aproximadamente cento e sete referem-se à atividade de Elohim no mundo.
01 - CONHECENDO O TERMO RÚACH:
O hebraico é escrito e lido da direita para a esquerda. Na transliteração passa ser escrito e lido da esquerda para direita.
03 - CONHECENDO AS VOGAIS DO TERMO RÚACH:
As vogais foram inventadas para pronunciar o texto da Bíblia, pois a língua hebraica é composta somente por consoantes. As vogais são compostas de pequenos pontos que são colocados debaixo ou ao lado das letras hebraicas.
04 - CONHECENDO A PRONÚNCIA DO TERMO RÚACH:
O termo Rúach é composto por três consoantes, por uma vogal longa e por uma vogal breve.
Geralmente, a vogal breve patah " A" nunca termina uma palavra hebraica, porque ela se encontra numa sílaba fechada. A sílaba fechada termina em consoante.
O patah furtivo. Algumas palavras hebraicas que terminam em consoantes guturais ( especialmente o Chet = e o Ayin = ) devem ser tratadas de modo singular quanto à pronúncia. Embora a consoante final traga sob si um patah, a vogal é pronunciada antes da consoante. (Pequeno Dicionário de Línguas Bíblicas - Larry A. Mitchel. p. 23 )
05 - NOMES ONDE A VOGAL PATAH É PRONUNCIADA ANTES DA CONSOANTE CHET: A letra Chet tem o som de "RR" como em CARRO.
CONCLUSÃO:
O conhecimento do termo Rúach é de vital importância para o entendimento da obra de Yawheh Elohim no Tanak e Brit Hadasha.
Os profetas foram inspirados pelo Rúach Ha Kodesh: "...Mas os homens santos de Elohim falaram inspirados pelo Rúach Ha Kodesh" ( 2 Pedro 1:21 ).
sexta-feira, 25 de julho de 2014
O Homem Dividido em Três Partes - Espirito, Alma e Corpo.
Texto Base: 1 Co. 2: 10 – 16
Introdução: “Adonai formou o espirito do homem dentro dele”. As Sagradas Escrituras tem base suficiente para provar que nós, seres humanos, possuímos um espirito humano. Este espirito não é sinônimo da nossa alma, nem o mesmo que o Espirito do Santo. Nós adoramos ao Eterno neste espirito. Segundo o ensino da Bíblia e a experiência dos crentes pode-se dizer que o espirito humano inclui três funções principais: Consciência, intuição e comunhão.
1) A Consciência: é o órgão de discernimento, que distingue o certo e o errado, mas não por meio da influencia do conhecimento acumulado na mente, se não por um julgamento espontâneo e direto. Frequentemente o raciocínio justifica coisas que a nossa consciência julga. O trabalho da consciência e independente e direto; não se curva a opiniões exteriores. Se o homem agir errado, ela levanta a sua voz de acusação.
2) A Intuição: É o órgão sensitivo do espirito humano. É tão diametralmente diferente do sentido físico e da alma, que é chamado intuição. Ela envolve um sentimento direto e independente de qualquer influencia exterior. Aquele conhecimento que chega a nós, sem qualquer ajuda da mente, emoção ou vontade, chega intuitivamente. Nós realmente “conhecemos” através da nossa intuição; nossa mente simplesmente nos ajuda a “entender”. As revelações de Elohim e todos os movimentos do Espirito do Santo tornam-se conhecidos do crente por meio da sua intuição. O crente deve, portanto, estar atento a estes dois elementos: a voz da consciência e o ensino da intuição.
3) Comunhão: É adorar a Elohim. Os órgãos da alma são incompetentes para adorar a Elohim. Elohim não é percebido pelos nossos pensamentos, sentimentos ou intenções, pois Ele só pode ser conhecido diretamente no nosso espirito. Nossa a Elohim e as comunicações de Elohim conosco diretamente no espirito. Elas acontecem no “homem interior” e não na alma ou no homem exterior. Podemos concluir então que estes três elementos da consciência, intuição e comunhão estão profundamente correlacionados e funcionam coordenadamente. O relacionamento entre a consciência e a intuição é que a consciência julga segundo a intuição, ela condena toda conduta que não segue as direções dadas pela intuição. A intuição esta relacionada com a comunhão ou adoração, visto que Elohim o Eterno é conhecido pelo homem intuitivamente e revela a sua vontade ao homem na intuição. Medida alguma de expectativa ou dedução nos concede o conhecimento de Elohim.
Pode-se observar, imediatamente, dos seguintes três grupos de versos bíblicos, que no espirito possui a função da consciência (não dizemos que o espirito é a consciência), a função da intuição (ou sentido espiritual), e a função da comunhão (ou adoração).
A) Função da consciência no espirito do homem.
“Adonai o teu Elohim lhe endurecerá o espirito” (Dt 2: 30).
“Salva os contritos de espirito” (Sl 34: 18).
“Poe um espirito novo e reto dentro de mim” (Sl 51: 10).
“Tendo Yeshua dito isto, turbou-se em espirito” (Jo 13: 21).
“Revoltava-se nele o seu espirito, vendo a cidade cheia de ídolos” (At 17: 16).
“O mesmo espirito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Elohim” (Rm 8: 16).
“porque Elohim não nos deu o espirito de covardia” (2 Tm 1: 7).
B) A função da intuição no espirito do homem.
“O espirito na verdade esta pronto” (Mt 26: 41).
“Mas Yeshua logo percebeu em seu espirito” (Mc 2: 8).
“Ele suspirando profundamente em seu espirito” (Mc 8: 12).
“Comoveu-se Yeshua em espirito” (Jo 11: 33).
“Eu constrangido no meu espirito, vou a Yeruhushalaym” (At 20: 22).
“Pois qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espirito do homem que nele está” (1 Co 2: 11).
C) A função da comunhão no espirito do homem.
“Meu espirito exulta em Elohim o meu salvador” (Lc 1: 47).
“Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espirito e em verdade” (Jo 4: 23).
“Elohim a quem sirvo em meu espirito” (Rm 1: 9).
“Para servirmos em novidade de espirito” (Rm 7: 6).
“Recebestes o espirito de adoção, pelo qual clamamos Aba, Pai” (Rm 8: 15).
“O que se une ao Mashiach é um espirito com Ele” (1 Co 6: 17).
“se bendisseres com o espirito”. (1 Co 14: 16).
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Yeshua falou em hebraico ou aramaico?
Disputando a Prioridade do Aramaico
De vez em quando me perguntam a questão de se (Yeshua) realmente falava hebraico (ao invés de aramaico, grego ou mesmo latim). Afinal de contas, parece haver algumas palavras em aramaico, na Brit Hadasha, e o próprio texto é escrito em grego koiné.
Primeiro, deve ser salientado que este não é uma questão "hebraico ou aramaico (ou grego)". Deve ser lembrado que a região em que Yeshua cresceu era multicultural e multilíngue. Sob o Império Romano, muitos gentios de fala grega viviam em torno de Nazaré, especialmente na grande cidade de Séforis. Yeshua foi capaz de falar com o centurião romano (Mattiyahu 8:5-13) e, posteriormente, com Pôncio Pilatos (Yochanan 18:28-38), mas desde que é improvável que qualquer um destes gentios entendiam aramaico, a conversa seria mais provável ser realizada utilizando grego koiné (ou talvez Latin). Portanto, é provável que Yeshua falava grego e até mesmo Latim.
E Yeshua certamente teria entendido o aramaico, uma língua da Síria antiga, que remonta a Aharon (B'reshit 10:23). Na verdade, os descendentes do irmão de Avraham, Naor são chamados de arameus (B'reshit 22:21) de quem veio Lavam. Em B'reshit 31:47 Yaakov e Lavam usam diferentes idiomas para descrever um monte de pedra de testemunho (Lavam utilizou aramaico, mas Yaakov usou hebraico). O aramaico mais tarde se tornou a língua da Assíria vizinha e mais tarde foi adotado por muitos yehudim durante o tempo do exílio babilônico. Ezra, o Escriba (século 4 aC) escreveu em aramaico (como fez o profeta Daniel), e mais tarde, os Homens da Grande Assembléia estabeleceram a escrita aramaica a ser padronizada para propósitos de escrita. Após o retorno dos exilados, Nehemyah mais tarde queixou-se de que os yehudim assimilados não poderiam mais falar a língua nativa do yehudim - ou seja, o hebraico (Ne 13:23-24).
Apesar da usurpação do aramaico, no entanto, deve ser lembrado que o hebraico era considerado Lashon Ha-Kodesh, a língua sagrada do povo yehudim, e as palavras da Torá eram sacrossantas. O Hebraico foi, portanto, regularmente estudado e preservado nas palavras da Torá e diversos comentários. E embora seja verdade que Ezra padronizou a escrita de estilo aramaico para a Torá, a própria linguagem era inteiramente hebraica, e a mudança escrita pretendia para separar os judeus que retornam dos samaritanos que no início tinham cooptado a Torá judaica, por meio de políticas de realocação assírias. Ezra, portanto, estabeleceu a leitura da Torá (em hebraico), todos os shabat para todas as sinagogas e requereu o hebraico para ser usado em todos os rituais judaicos. Ele também estabeleceu a recitação hebraica do Amidah (oração em pé) e outros padrões judaicos de prática.
Essas políticas foram estabelecidas centenas de anos antes que Yeshua era nascido em Bet Lechem da Galil (בֵּית לֶחֶם הַגְּלִילִית) e evidência linguística independente indica que o hebraico foi utilizado como uma linguagem comum durante o período do Segundo Templo tardio. Por exemplo, J. T. Milik escreveu "Mishnaic [o hebraico] ... era naquele tempo o dialeto falado dos habitantes da Judeia" (Dez Anos de Descoberta no deserto da Judeia).
Indubitavelmente Yeshua foi dado a boa educação judaica como um menino, mesmo que ele tenha nascido em uma família modesta. Sua família era devotamente judia, como indicado pela sua aderência à Torá (Lucas 2:39-42). Ele aprendeu a ler os textos hebraicos da Bíblia e era adepto de raciocínio com os sábios da Torá de sua época. Aos 12 anos, por exemplo, podemos encontrá-lo sentado no Templo discutindo os pontos mais delicados da Torá com os líderes religiosos de sua época (Lucas 2:39-52). Tal discussão indubitavelmente ocorreu em hebraico, não aramaico (muito menos o grego ou latim).
Durante o seu ministério público, Yeshua lê a Torá hebraica e a Haftarah na sinagoga, " como era seu costume" (Lucas 4:16). Yeshua também falou sobre yod v'kotz shel yod - o Yod e ele é golpe (ou seja, "jotas e tis"), indicando que a atenção meticulosa que ele deu para o texto hebraico da Torá escrita (Mattiyahu 5:18).
Os primeiros discípulos de Yeshua eram essencialmente homens que não se formaram na Tora, que falavam com sotaque Galileu distintivo - notadas depreciativamente em outra literatura como uma corrupção da forma mais pura do hebraico falado na Judeia. No entanto, eles participaram sinagoga com Yeshua e viviam estilos de vida observantes da Torá.
Evidência textual adicional de que Yeshua falava hebraico inclui o fato de que ele falou facilmente com a mulher samaritana no poço (os samaritanos preservaram e falavam hebraico, não aramaico, Yochanan 4:4-26). O título sobre a estaca de Yeshua estava escrito ", em hebraico" não aramaico como às vezes é erroneamente traduzido (Yochanan 19:20). Yeshua, depois, falou ao apóstolo Sha'ul em hebraico, na Estrada de Damasco (Atos 26:14), e Sha'ul ganhou o silêncio da multidão de Yerehushalaym por resolvê-los "em língua hebraica" (Atos 21:40 , Atos 22:2).
Inquestionavelmente, o apóstolo Sha'ul era fluente em hebraico, uma vez que ele foi educado como fariseu em Jerusalém sob o rabino Gamaliel (Atos 22:3), o neto do famoso sábio judeu Hillel, o Velho. Sha'ul descreveu a si mesmo como circuncidado ao oitavo dia, um fariseu e um "hebreu dos hebreus" (Fp 3:5). O rabino Sha'ul (como ele teria sido chamado) foi bem estabelecida na liderança judaica de seu tempo, e ainda teve um relacionamento com o Sinédrio e Sumo Sacerdote de Israel (Atos 9:1-2). Mas mesmo depois de sua conversão no caminho de Damasco (Atos 9:1-21), ele ainda se identificou um yehudim. Em Atos 23:6 ele confessou: "Eu sou (e não " era ") um fariseu." Sha'ul também participou regularmente da sinagoga: "Ele chegou a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus E Sha'ul, como tinha por costume, foi ter com eles, e por três shabatot disputou com eles sobre as Escrituras." (Atos 17:1 -2).
Manuscritos do Mar Morto (DSS) de Qumran, conhecidos até à data do mesmo período geral, revelam uma enorme preponderância de textos hebraicos. Isso inclui tudo, desde comentários de correspondência, a partir de documentos com as regras diárias. Os estudiosos descobriram que todos os comentários sobre as Escrituras foram escritas em hebraico - não em aramaico. Os textos encontrados na fortaleza de Masada de Herodes são escritos em hebraico também. O Talmud distingue regularmente entre hebraico e outras línguas, especialmente o aramaico. Por exemplo, Tracate Sotá 49b afirma que hebraico ou grego deve ser usado em Israel, mas não em aramaico (o Zohar depois pegou isso e chamado aramaico a "linguagem da força do mal"). Sotá Shabbat 33a e 12b ambos afirmam que "os anjos não entendem aramaico." O historiador Josefo também faz a distinção entre hebraico e aramaico em seus escritos. E quase todas as moedas existentes que datam do século 4 aC até a Revolta de Bar Kochba (AD 135) são gravados em hebraico (não em aramaico). Inscrições em vasos de cerâmica, túmulos e outros itens também atestam que o hebraico era a língua falada e escrita das pessoas comuns. Simplificando, hebraico sempre foi a linguagem nacionalista do povo yehudim.
Além disso, muitos dos primeiros "lideres das comunidades Israelitas", também reconheceram que as declarações de Yeshua registradas nos evangelhos eram em hebraico. Por exemplo, Papias, um segundo pai da Igreja do século, é citado pelo historiador Eusébio: "Mattiyahu coletou os oráculos em língua hebraica, e cada um interpretou-o melhor que podia" (História Eclesiástica, III, 39,1) e Irineu (c. 200 d,C) escreveu: "Mateus publicou um Evangelho escrito entre os hebreus no seu próprio dialeto." Mais tarde, o famoso tradutor Jerônimo escreveu sobre um evangelho em hebraico que ele usou para traduzir a Bíblia para o latim (De vir. Doente., II). Mais recente conhecimento pelo Dr. Robert Lindsey e outros agora indica uma estrutura do hebraico para o grego básico da brit hadasha (ie, sintaxe hebraica incorporada no texto grego). Os padrões de pensamento por trás da brit hadasha são hebraicos - e não em aramaico ou grego. As palavras em aramaico dispersas encontradas na brit hadasha são tanto palavras de empréstimo ou simplesmente mal transliteradas palavras e frases hebraico proferidas para o grego. Yeshua é chamado de a própria Palavra de Elohim, em Yochanan 1:1, um versículo que espelha o texto hebraico de B'reshit 1:1. É inconcebível que o Messias prometido, o Rei dos Yehudim na linhagem de Moshe, rei David e os profetas hebreus, teria falado Suas palavras de vida usando uma língua estrangeira para o povo yehudi. Como o Rei dos yehudim, Ele teria falado o idioma dos yehudim.
Adendo: Afirmação de David Flusser:
O falecido Dr. David Flusser, professor de Cristianismo primitivo e Judaísmo do Período do Segundo Templo, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma:
As línguas faladas entre os yehudim desse período [no tempo de Yeshua] eram hebraico, aramaico e uma extensão grega. Até recentemente, acreditava-se por inúmeros estudiosos de que a língua falada pelos discípulos de Yeshua era o aramaico. É possível que Yeshua , ao longo do tempo, tenha feito uso do idioma aramaico. Mas durante esse período o hebraico era tanto a linguagem cotidiana e a linguagem de estudo. O Evangelho de Marcos contém algumas palavras em aramaico, e isso era o que enganou os estudiosos. Hoje, após a descoberta do hebraico Ben Sira (Eclesiástico), dos Manuscritos do Mar Morto, e das Cartas de Bar Kochba, e à luz de estudos mais profundos da língua dos sábios yehudim, aceita-se que a maioria das pessoas eram fluentes em hebraico. O Pentateuco foi traduzido para o aramaico para o benefício das camadas mais baixas da população. As parábolas na literatura rabínica, por outro lado, foram entregues em hebraico em todos os períodos. Assim, não há razões para supor que Yeshua não fala hebraico, e quando nos é dito (Atos 21:40), que Sha'ul falava hebraico, devemos ter essa informação em valor de face.
Esta questão da língua falada é especialmente importante para a compreensão das doutrinas de Yeshua. Há declarações de Yeshua que podem ser renderizadas ambas em hebraico e aramaico; mas há algumas que só podem ser renderizadas em hebraico, e nenhuma delas podem ser renderizadas apenas em aramaico. Pode-se, assim, demonstrar as origens hebraicas dos Evangelhos por retraduzir-los em hebraico.
Parece que os primeiros documentos concernentes a Yeshua foram obras escritas , tomadas por seus discípulos após sua morte. Sua linguagem era o primitivo hebraico rabínico com fortes tendências do hebraico bíblico.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
As 3 divisões do ser do homem - Corpo, alma e espírito
Antes
de o homem cometer o pecado, o poder da alma estava completamente sob o domínio
do espirito. Sua força era à força do espírito. O espírito mesmo não pode atuar
sobre o corpo; somente por meio da mediação da alma. Na verdade, a alma é o
eixo de todo o ser, porque a vontade do homem pertence a ela. É a alma que
determina se o espírito, o corpo, ou ela mesma deve governar. Devido ao fato de
alma possuir tal poder e por ser o órgão da individualidade do homem, a Bíblia
chama o homem de “uma alma vivente”. O Templo Santo e o Homem: “Não sabeis”,
escreve o apóstolo Sha'ul, “que sois santuário de Elohim, que habita em vós?” (1
Co 3: 16). Ele recebeu revelação ao comparar o homem com o templo. Assim como Elohim
habita anteriormente no templo, assim o Espírito Santo habitava anteriormente
no templo, assim o Espirito Santo habita no homem hoje. Sendo comparado ao
templo podemos ver como os tríplices elementos do homem são distintamente
manifestos. As 3 divisões do templo: Sabemos que o templo é dividido em três
partes. A primeira é o átrio exterior, que é visto e visitado por todos. Todo
culto exterior é oferecido ali. Mas adiante está o lugar santo, aonde só os
sacerdotes podem entrar para ali oferecer o azeite, o incenso e pão a Elohim.
Eles estão bem próximos de Elohim – mas não o mais próximo possível, porque
ainda estão do lado de fora do véu e, portanto, sem condições de permanecer em
sua própria presença.
Elohim habita no mais profundo, por dentro, no santo dos
santos, onde as trevas são ofuscadas pela brilhante luz e dentro do qual nenhum
homem pode entrar. Embora o sumo sacerdote entre uma vez por ano, isto indica,
todavia, que antes do véu ser rasgado, nenhum homem pode estar no santo dos
santos. O homem é o templo de Elohim, e da mesma forma tem três partes. O corpo
é como o átrio exterior, ocupando uma posição exterior com a sua vida visível a
todos. Aqui o homem deve obedecer a cada mandamento de Elohim. Aqui o filho de Elohim
serve como substituto e morre pela humanidade. Por dentro está a alma do homem
que constitui a vida interior do homem e inclui sua emoção, vontade e mente.
Tal é o lugar de uma pessoa regenerada, pois seu amor, vontade e pensamento
estão plenamente iluminados para que possa servir a Elohim como o sacerdote do
passado fazia. No mais interior, além do véu, jaz o santo dos santos, no qual
nenhuma humana jamais entrou e olho humano jamais nenhum penetrou. Ele é “o
Esconderijo do Altíssimo”, a habitação de Elohim. Nenhuma luz é fornecida para
o santo dos santos porque Elohim habita ali. No lugar santo existe a luz
fornecida pelo candeeiro de sete hastes. Ó átrio exterior fica sob a ampla luz
do dia. Todos estes servem como imagem e sombras para uma pessoa regenerada.
Seu espírito é como o santo dos santos habitado por Elohim, onde tudo é
realizado pela fé, além da vista, sentido ou entendimento do crente. A alma
simboliza o lugar santo, pois ela é amplamente iluminada com muitos pensamentos
e preceitos racionais, muito conhecimento e entendimento concernente às coisas do
mundo idealista e material. O corpo é comparável ao átrio exterior, claramente
visível a todos. As ações do corpo podem ser vistas por todos. A ordem a nós
apresentada por Elohim é inconfundível: “vosso espírito, e alma e corpo” (1 Tes
5: 23). Não é “alma e espirito e corpo”, nem tampouco “corpo e alma e
espirito”. O espírito é a parte preeminente, daí ser mencionada primeiro; o
corpo é a mais inferior e por isso mencionada por último; a alma fica no meio e
por isto é mencionada entre outros dois. Tendo visto a ordem de Elohim, podemos
apreciar a sabedoria da Bíblia ao comparar o homem a um templo. Podemos
observar a perfeita harmonia existente entre o templo e o homem, tanto no
tocante a ordem, quanto ao valor.
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