Antes
de o homem cometer o pecado, o poder da alma estava completamente sob o domínio
do espirito. Sua força era à força do espírito. O espírito mesmo não pode atuar
sobre o corpo; somente por meio da mediação da alma. Na verdade, a alma é o
eixo de todo o ser, porque a vontade do homem pertence a ela. É a alma que
determina se o espírito, o corpo, ou ela mesma deve governar. Devido ao fato de
alma possuir tal poder e por ser o órgão da individualidade do homem, a Bíblia
chama o homem de “uma alma vivente”. O Templo Santo e o Homem: “Não sabeis”,
escreve o apóstolo Sha'ul, “que sois santuário de Elohim, que habita em vós?” (1
Co 3: 16). Ele recebeu revelação ao comparar o homem com o templo. Assim como Elohim
habita anteriormente no templo, assim o Espírito Santo habitava anteriormente
no templo, assim o Espirito Santo habita no homem hoje. Sendo comparado ao
templo podemos ver como os tríplices elementos do homem são distintamente
manifestos. As 3 divisões do templo: Sabemos que o templo é dividido em três
partes. A primeira é o átrio exterior, que é visto e visitado por todos. Todo
culto exterior é oferecido ali. Mas adiante está o lugar santo, aonde só os
sacerdotes podem entrar para ali oferecer o azeite, o incenso e pão a Elohim.
Eles estão bem próximos de Elohim – mas não o mais próximo possível, porque
ainda estão do lado de fora do véu e, portanto, sem condições de permanecer em
sua própria presença.
Elohim habita no mais profundo, por dentro, no santo dos
santos, onde as trevas são ofuscadas pela brilhante luz e dentro do qual nenhum
homem pode entrar. Embora o sumo sacerdote entre uma vez por ano, isto indica,
todavia, que antes do véu ser rasgado, nenhum homem pode estar no santo dos
santos. O homem é o templo de Elohim, e da mesma forma tem três partes. O corpo
é como o átrio exterior, ocupando uma posição exterior com a sua vida visível a
todos. Aqui o homem deve obedecer a cada mandamento de Elohim. Aqui o filho de Elohim
serve como substituto e morre pela humanidade. Por dentro está a alma do homem
que constitui a vida interior do homem e inclui sua emoção, vontade e mente.
Tal é o lugar de uma pessoa regenerada, pois seu amor, vontade e pensamento
estão plenamente iluminados para que possa servir a Elohim como o sacerdote do
passado fazia. No mais interior, além do véu, jaz o santo dos santos, no qual
nenhuma humana jamais entrou e olho humano jamais nenhum penetrou. Ele é “o
Esconderijo do Altíssimo”, a habitação de Elohim. Nenhuma luz é fornecida para
o santo dos santos porque Elohim habita ali. No lugar santo existe a luz
fornecida pelo candeeiro de sete hastes. Ó átrio exterior fica sob a ampla luz
do dia. Todos estes servem como imagem e sombras para uma pessoa regenerada.
Seu espírito é como o santo dos santos habitado por Elohim, onde tudo é
realizado pela fé, além da vista, sentido ou entendimento do crente. A alma
simboliza o lugar santo, pois ela é amplamente iluminada com muitos pensamentos
e preceitos racionais, muito conhecimento e entendimento concernente às coisas do
mundo idealista e material. O corpo é comparável ao átrio exterior, claramente
visível a todos. As ações do corpo podem ser vistas por todos. A ordem a nós
apresentada por Elohim é inconfundível: “vosso espírito, e alma e corpo” (1 Tes
5: 23). Não é “alma e espirito e corpo”, nem tampouco “corpo e alma e
espirito”. O espírito é a parte preeminente, daí ser mencionada primeiro; o
corpo é a mais inferior e por isso mencionada por último; a alma fica no meio e
por isto é mencionada entre outros dois. Tendo visto a ordem de Elohim, podemos
apreciar a sabedoria da Bíblia ao comparar o homem a um templo. Podemos
observar a perfeita harmonia existente entre o templo e o homem, tanto no
tocante a ordem, quanto ao valor.


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