quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Como as Pessoas Eram Salvas Antes da Morte de Yeshua?

 

Desde a queda do homem, a base da salvação sempre foi a morte do Mashiach. Ninguém, mesmo antes da estaca de execução ou desde a estaca, ninguém poderia ser salvo sem este acontecimento indispensável na história do mundo. A morte do Mashiach pagou a pena por pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Tanak (Bíblia hebraica)  e também de pecados futuros, dos “santos” do Novo Testamento.

A condição para a salvação sempre foi a confiança. O alvo da confiança de alguém para a salvação sempre foi Elohim. Escreveu o salmista: “Felizes todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2:12). Gênesis 15:6 nos diz que Avraham (Abraão) creu em Elohim e que isto foi suficiente para Elohim imputar-lhe isto por justiça (veja também Carta aos crentes em Roma 4:3-8). O sistema sacrificial descrito no Tanak (Bíblia Hebraica), não tirava o pecado, como claramente ensina Hebreus 9:1-10; 10:4, mas apontava para o dia em que o Filho de Elohim verteria Seu sangue pela pecaminosa raça humana.

O que mudou através das gerações foi o conteúdo da confiança do crente. A exigência de Elohim sobre o alvo da confiança se baseia na quantidade de revelação que Ele deu, até determinado momento, à humanidade. A isto se chama revelação progressiva. Adam (Adão) cria na promessa dada por Elohim em Gênesis 3:15, que a Semente da mulher destronaria Satanás. Adam Nele creu, demonstrado pelo nome que deu a Eva (v.20) e o Eterno indicou Sua aceitação imediatamente, cobrindo-os com túnicas de peles (v.21). Naquele momento, era tudo que Adam sabia, mas nisto ele creu.

Avraham creu em Elohim de acordo com as promessas e novas revelações a ele dadas por Elohim em Gênesis 12 e 15. Antes de Moshê (Moisés), nenhuma Escritura existia, mas a humanidade foi responsável pelo que Elohim tinha revelado. Através do Tanak (Bíblia hebraica), os crentes eram salvos porque criam que Elohim iria, um dia, tomar conta deste problema, o pecado. Hoje, olhando para trás, cremos que Ele já tomou conta de nossos pecados no Calvário (Yochanan/João 3:16; Hebreus 9:28).

E quanto aos crentes nos dias do Mashiach, antes da estaca e ressurreição, criam em quê? Será que entendiam por completo a morte de Yeshua na estaca de execução por seus pecados? Mais tarde em seu ministério, “... começou Yeshua a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mattiyahu/Mateus 16:21). Qual foi a reação de Seus discípulos a esta mensagem? “E Kefa (Pedro), tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” (Mattiyahu/Mateus 16:22). Kefa e os outros discípulos não sabiam toda a verdade, mas mesmo assim foram salvos, pois creram que Elohim tomaria conta do problema de seus pecados. Não sabiam exatamente como Ele conseguiria isto, não mais que Adam, Avraham, Moshê ou Davi, mas creram em Elohim.

Hoje, temos mais revelações do que tinham as pessoas que viveram antes da ressurreição do Mashiach, pois nós sabemos por completo. “Havendo Elohim antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2). Nossa salvação ainda é baseada na morte do Mashiach, nossa confiança ainda é condição para salvação, e o alvo de nossa confiança ainda é Elohim. Hoje, para nós, o conteúdo de nossa confiança é que o Mashiach morreu por nossos pecados, que Ele foi sepultado, e que Ele se levantou no terceiro dia (I Coríntios 15:3-4).

A obra do Mashiach na terra, e especialmente sua crucificação e ressurreição, é o clímax da história; é o grande centro no qual Elohim consuma a salvação para a qual toda a história do Tanak (Bíblia hebraica) se direciona, cumprindo as promessas feitas. A era presente olha para a obra completada do Mashiach, mas também para a consumação de sua obra quando vier o tempo dos “novos céus e nova terra em que habita a justiça” (2 Pe. 3:13; Ap. 21:1–22:5).

O Mashiach Descrito No Tanak (Bíblia Hebraica)

Como o plano de Elohim é para Sua glória, focalizando-se no Mashiach (Ungido) (Ef. 1:10), é natural que as promessas do Tanak apontassem para o Mashiach, “Pois todas as promessas de Elohim têm nele o sim” (2 Cor. 1:20). Quando o Mashiach apareceu aos discípulos depois de sua ressurreição, ele os fez perceber que ele mesmo (Mashiach) estava nas Escrituras: E ele lhes disse:

Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Mashiach/Ungido padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moshê, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Tora de Moshê, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Mashiach padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. (Lc 24:25–27, 44-47).

Quando a Bíblia diz que “abriu seus olhos para entender as Escrituras” (Lc 24:45), não quer dizer simplesmente que o Mashiach mostrou a eles umas poucas predições acerca de si mesmo como Salvador. Significa que o Mashiach é o centro do Tanak (Bíblia hebraica) inteiro, abrangendo todas as três partes do Tanak como os judeus o conheciam: A Tora de Moshê, incluindo B'reshit/Gênesis a D'varim/Deuteronômio; Os Profetas. Os Salmos representavam para os judeus a terceira porção de livros chamada de Escritos. O coração de todos esses escritos é que eles apontavam para o sofrimento de Yeshua, sua ressurreição e a conseqüente pregação do evangelho a todas as nações (Lc 24:47). O Tanak como um todo, através de suas promessas, símbolos de salvação, aponta para o cumprimento da Redenção que teve lugar uma vez por todas no Mashiach. 

Os Pactos

As promessas de Elohim no Tanak (Bíblia hebraica) estão não apenas no contexto dos compromissos de Deus para com seu povo, mas também nas obrigações que o povo tem para com Elohim. Noach/Noé, Avraham/Abraão e outros a quem Elohim encontra e se dirige são chamados não somente a crer em Elohim, mas a responder com suas vidas ao chamado de Elohim. A relação de Elohim com seu povo é consumada por meio de pactos. Quando Elohim faz um pacto com o homem, ele é apresentado como o Soberano que especifica as obrigações do pacto para ambas as partes. ― Eu serei seu Elohim. É a obrigação fundamental do lado de Elohim, enquanto que “eles serão meu povo” é a obrigação fundamental para o lado humano.

Por exemplo, quando Elohim chama Avraham/Abrão, ele diz, “Sai a tua terra e da tua parentela para a terra que te mostrarei” (Gen. 12:1). Esse mandamento especifica uma obrigação da parte de Avram/Abrão. Mas Elohim diz o que fará de sua parte: “E eu farei de ti uma grande nação, e te abençoarei” (Gen. 12:2). As declarações de Elohim tomam a forma de promessas, de bênçãos e advertências. As promessas e bênçãos apontam para Cristo, que é o cumprimento das promessas e fonte última das bênçãos de Elohim. As advertências (maldições) apontam para o Mashiach no seu papel de nosso substituto e executor de julgamento contra o pecado, especialmente em sua segunda vinda.

O Mashiach também tem as obrigações do lado humano dos pactos. O Mashiach é plenamente homem e capaz de salvar através da sua vida todos aqueles que depositam nele sua confiança. Como homem, ele está com seu povo do lado humano. Ele cumpre as obrigações dos pactos por sua perfeita obediência (Heb. 5:8). Ele recebeu a recompensa da sua obediência em sua ressurreição e ascensão (Fp. 2:9–10). Os pactos do Tanak (Bíblia hebraica) no lado humano apontam para sua consumação no Mashiach.

Ao tratar com a ira de Elohim contra o pecado, o Mashiach mudou a situação do homem de alienação para paz. Ele nos reconciliou com Elohim (2 Cor. 5:18–21; Rom. 5:6–11). Ele nos trouxe o privilégio do relacionamento pessoal com Elohim, o fato de sermos chamados filhos de Elohim (Rom. 8:14–17). A intimidade com Elohim é o que todo o Tanak (Bíblia hebraica) antecipa. Em Isaías, Elohim declara que seu Servo, o Messias, será o pacto para o seu povo (Isaías 42:6; 49:8).



quarta-feira, 17 de junho de 2020

YESHUA × NECHUSHETAN - Serpente de Bronze

Números 21: 8:
“Então disse o Yawhe a Moshe: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá. 9. Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia”.

Na Torá, bronze é símbolo de Juízo!
Deuteronômio 28:23:
“O céu que está sobre a tua cabeça será de bronze, e a terra que está debaixo de ti será de ferro”.
Nos Ketuvim, temos o relato da idolatria à Serpente de Bronze.
2 Reis 18:4:
“Tirou os altos, quebrou as colunas, e deitou abaixo a Asera; e despedaçou a serpente de bronze que Moisés fizera (porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso), e chamou-lhe Neüstã”.
נְחֻשְׁתָּן
Nechushetan (Nerrushetan), segundo a Bíblia Judaica Stuttgartensia.
Serpente no hebreu é Nachash (Narrash) - נחש. Lembrando que no hebraico, letras são números; temos então um valor numérico tão somente usando o método gemátrico:
נ Nun (50)
ח Chet (8)
ש Shin (300)
Buscando a Soma: 50 + 8 + 300 = 358.
Como substantivo, nachash - נחש, é um termo hebraico mais genérico e usual para "serpente". Nessa forma, foi também usado como nome próprio de alguns personagens bíblicos, dos quais o mais importante foi um rei dos amonitas cujas ameaças aos hebreus os teriam levado a instituir a monarquia e unificar suas forças militares sob o comando de Saul.
A palavra também aplica-se em especial, à serpente do Jardim do Éden, e o nome em hebraico é usado por intérpretes fundamentalistas e heterodoxos que insistem em que ela não era realmente uma serpente no sentido normal da palavra.
A interpretação mais comum e popular entre judeus tradicionalistas e evangélicos fundamentalistas, é que a serpente do Jardim do Éden era um animal com pernas, mas estas foram-lhe tolhidas como punição por sua participação na Queda.
É muito interessante notar que Yeshua comparou-se à “Serpente de Bronze”. Yeshua revela a mensagem oculta (Sod), da passagem da Serpente de Bronze!
Yochanan (João) 3:14,15:
“E como Moshé (Moisés), levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna”.
- A Gematria da Palavra Mashiach (Messias)
Já vimos que Serpente (Nachash) deu o valor de 358. Veremos Mashiach, isto é, o Messias Ungido:
- MASHIACH
Men (40)
Shin (300)
Yud (10)
Chet (8)
Somando: 40+300+10+8 = 358.
MASHIACH E SERPENTE TÊM O MESMO VALOR.
Buscando a raiz de 358, temos: 3+5+8= 16.
16 = 1+6 = 7 (Completude, perfeição!).
A Serpente de Bronze (do Juízo), fôra erguida por causa do pecado de Israel. Yeshua também erguido pelo mesmo motivo; transgressão. Olhando para a Serpente, o povo tinha Vida...para Yeshua, o mesmo! Lembrando que, com o mesmo mortífero veneno, faz-se o antídoto da cura! É mesmo uma espada de dois gumes! Vimos nas Escrituras, que mais tarde, os israelitas deram um nome a Nachash (Serpente 358): Nechushetan e adoraram-na. Igualmente, fizeram com Yeshua haMashich (358); transformaram-no em objeto de culto! Ele deixou de ser o Caminho e passou a ser o Fim! Aquele que veio como o Ungido do Pai para nossa salvação, levantado no madeiro, para que olhando nós para ele (sua obra), recebêssemos Vida; virou ele mesmo o centro da avodat (Serviço de adoração), entre os gentios e até mesmo dentre alguns judeus-nazarenos e messiânicos!
Pense nisso! Shalom Lechá (Paz pra ti).
“E como Moshé (Moisés) levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna”.
“Tirou os altos, quebrou as colunas, e deitou abaixo a Asera; e despedaçou a serpente de bronze que Moisés fizera (porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso), e chamou-lhe Neüstã”.
Dê culto somente ao Indivisível, incorpóreo e único YHWH – Criador do Universo. Mas faça isso em o Nome de Yeshua haMashiach!

sábado, 9 de maio de 2020

Parasha Semanal: Sefer Vayikra (Acharei Mot)



No dia em que os filhos de Aharon, Nadav e Avihu faleceram, Elohim disse a Moshê: "Veja que seu irmão Aharon não repita o erro de Nadav e Avihu! Porque desejavam tanto aproximar-se de Elohim, entraram no Kadosh Ha'kadoshim, Santo dos Santos sem permissão. Por causa disso, foram punidos. Nenhum judeu, exceto o Cohen gadol, deverá jamais entrar no Santo dos Santos. A Shechiná ali repousa. Mesmo Aharon, o Cohen gadol, pode entrar ali apenas quatro vezes em Yom Kipur para fazer o serviço. Se entrar uma quinta vez, será punido por Elohim." Havia apenas uma pessoa que era diferente: Elohim disse a Moshê: "Você, Moshê, é diferente. Pode entrar no local mais sagrado a qualquer hora que desejar, porque você é extremamente santo." Elohim ensinou Moshê o serviço especial de Yom Kipur. Explicaremos aqui algumas das leis principais: O próprio Cohen gadol deveria realizar todo o serviço no dia de Yom Kipur Todos os corbanot de Yom Kipur eram oferecidos pelo próprio Cohen gadol, não por qualquer outro Cohen. Por que? Neste dia Elohim perdoa os pecados do povo judeu. Por isso, os corbanot (sacrifícios) eram tão importantes que deveriam ser oferecidos pelo Cohen mais sagrado de todos, o Cohen gadol.
Um Cohen gadol usava oito vestes enquanto fazia o serviço. Destas oito, quatro não continham ouro. Em Yom Kipur, antes que o Cohen gadol entrasse no Santo dos Santos, removia suas quatro vestes de ouro para que ficasse apenas com as quatro de linho branco. Por que? Como Elohim perdoa os pecados do povo judeu em Yom Kipur, o Cohen gadol deve ser muito cuidadoso para não permitir que o anjo acusador ache alguma coisa para criticar sobre Benê Yisrael. Se o cohen gadol vestisse vestes "de ouro", o anjo acusador apontaria para o ouro e lembraria Elohim : "Benê Yisrael fez um bezerro de ouro!" Uma outra razão pela qual o Cohen gadol vestia apenas túnicas de linho ao entrar no Santo dos Santos era que vestes de linho são brancas. O branco sugere pureza e perdão. Isso demonstra que o Cohen gadol está pedindo a D’us que perdoe os pecados de Benê Yisrael.
O nome de Elohim é tão sagrado que quando lemos a Torá ou quando rezamos, não pronunciamos as letras do nome de D’us como são escritas. Ao invés disso, dizemos A-donai, que significa "Meu Mestre." Entretanto o Cohen gadol em Yom Kipur tinha que pronunciar o nome Divino – Yud Hey Vav Hei – por completo. Ele pronunciava este nome dez vezes em Yom Kipur. Quando as pessoas no pátio ouviam o sagrado nome de Elohim sair da boca do cohen gadol, todos se prostravam e respondiam: "Baruch Shem Kevod Malchutô Leolam Vaed"– "Bendito seja o nome (de Elohim) que Seu glorioso reino perdure para toda a eternidade." Sempre que o nome de Elohim era mencionado, este era louvado. Esta era uma regra do Bêt Hamicdash: quando o grande nome de Elohim era pronunciado, deveria ser louvado. O Santo dos Santos era a parte mais sagrada do Bet Hamicdash , porque a Shechiná repousava entre sobre a arca. A Shechiná é tão sagrada que a pessoa não pode vê-la completamente enquanto vive. O grande tsadic, Moshê, pode ver a Shechiná apenas "por trás". O Cohen gadol em Yom Kipur nunca viu a Shechiná claramente, porque quando queimava o incenso no Santo dos Santos, a fumaça enchia o aposento. Mesmo assim, apenas um homem muito santo sobreviveria ao entrar no Santo dos Santos. Antes que o Cohen gadol entrasse, uma corrente era presa a seu pé. Ele era puxado para fora caso morresse lá. O Cohen gadol ficava temeroso quando entrava no local mais sagrado. O que lhe dava coragem era saber que grande zechuyot (méritos) o acompanhavam. Elohim o protegeria especialmente por causa destes grandes méritos: a Torá, o brit-milá, o Shabat, a cidade de Yerushalayim e as Tribos de Israel.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Em que dia morreu Yeshua: sexta ou quarta-feira?




É verdade que Yeshua ressuscitou domingo de manhã? Alguns advogam que o domingo se tornou dia de guarda, baseados nesta ideia. Seria isto verdade? É certo considerar parte de um dia, como sendo 24 horas? "O elemento tempo na morte e ressurreição de Yeshua HaMashiach." As Escrituras nos ensinam o caminho da salvação (O livramento da pena de morte imposta sobre a raça humana pelo pecado) por meio de Yeshua, o Filho de Elohim. Esta verdade constitui o centro das Escrituras. O plano da salvação foi proclamado, uma vez e outra, pelos escritores da Bíblia, quando foram dirigidos pela inspiração divina. Tem se utilizado muitos métodos para enfatizá-lo, fazê-lo compreensível e comunicá-lo a nós, tais como: Histórias, Incidentes, Eventos, Parábolas, Exemplos, Ilustrações, Alegorias, Símbolos e por ensinamento direto. Estes métodos estão habilmente mesclados para revelar claramente a vontade e o desejo de Elohim para o homem. Um caminho de vida que prepara homens e mulheres para o glorioso e eterno Reino do Pai Celestial e de Seu Filho.

O MASHIACH E O SINAL DE YONAH

Um dos incidentes interessantes do Tanach (BH) e que está ligado ao tema da salvação, é o que envolve YONAH e o grande peixe. Esta é uma história com uma grande lição: "a lição de obediência". Porém, é mais do que isto. É uma ilustração ou tipo do Mashiach, não em sua rejeição de fazer o que Elohim ordenou, mas na experiência de permanecer muito tempo dentro do grande peixe que o Eterno preparou. Certamente, ninguém havia imaginado alguma relação entre a obra e vida do Mashiach e a experiência de YONAH, de ser jogado de um barco agitado pela tempestade, ao mar, para ser engolido por "um grande peixe". Porém, o Mashiach não podia deixar de fazer uso desta história em sua pregação, porque não foi um incidente casual. Elohim o planejou, e seria fator de vital importância para elucidar o plano da salvação. Sem o relato do mencionado incidente existiria grave dúvida sobre a veracidade da salvação para o homem, porque se Yeshua, o homem que foi declarado como o centro do Plano da Redenção, que deu Sua vida na Estaca de execução, não fosse realmente o Filho de Elohim, sem pecado, não poderia haver segurança de salvação para ninguém. Sem contar com a história de YONAH e seu peixe captor, não haveria uma prova positiva com a qual refutar o protesto de que o Mashiach das Escrituras era um impostor; porque Ele mesmo disse a alguns incrédulos escribas e fariseus (os quais haviam duvidado de sua verdadeira identidade, embora O haviam visto fazer milagres), que não seria dado outro sinal além do de YONAH, para provar sua afirmação de ser o MESSIAS. "...Então alguns escribas e fariseus lhe disseram: Mestre, gostaríamos de ver da tua parte algum sinal. E Ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém não se lhe dará outro sinal senão o do profeta YONAH. Pois como YONAH esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra." (Mat. 12:38-40) Assim parte do plano da salvação está contido nesta história. Se o Mashiach não permanecesse no túmulo o tempo exato especificado neste relato de YONAH, não seria o verdadeiro MESSIAS, portanto, o elemento tempo exato, especificado nos ensinamentos das Escrituras, concernentes à Crucificação e Ressurreição do Mashiach é vital, como o mostrarei. Ao iniciar uma investigação na Escritura sobre este assunto, assinalamos que Yeshua referiu-se à história mencionada, como uma coisa que realmente aconteceu. É importante também notar que o relato feito por Mattiyahu do qual Yeshua especificou, ensina que depois de Sua morte, o Mashiach estaria no túmulo por três dias e três noites, ou seja, um total de exatamente 72 horas. O mesmo tempo, portanto, que YONAH ficou confinado dentro do grande peixe. Assim, YONAH foi um arquétipo de Yeshua no túmulo terreno.

DIFÍCIL DE RESPONDER

Este ensinamento de Yeshua, introduz na mente de milhões de religiosos mal informados uma pergunta difícil de responder. Como pode este sinal ser verdadeiro em Yeshua? Se Yeshua foi crucificado na "sexta-feira santa", posto no túmulo justamente antes do pôr-do-sol deste mesmo dia, e se levantou na manhã de domingo (como poderia sugerir uma leitura superficial de certas passagens dos Ketuvim Netzarim, Ele não teria estado no túmulo os três dias e três noites; não poderia ter sido o verdadeiro Messias. No entanto, o Mashiach especificou claramente (como está registrado em Mattiyahu 12: 39, 40) que o único sinal que lhes daria para demonstrar que era o Messias, seriam Seus três dias e três noites sepultado no coração da terra, ou seja, o mesmo tempo que YONAH esteve dentro do grande peixe. Seria isto uma contradição ou há um modo de harmonizar este relato de Yeshua com a revelação dos fatos ocorridos? Um exame cuidadoso nos relatos nos Ketuvim Netzarim, e revelará que não há incompatibilidade, mas completa harmonia. Achar-se-á um esclarecimento definitivo, o qual mostra que Yeshua era verdadeiramente "o Cordeiro de Elohim, que tira o pecado do mundo" (Yochanan 1:29). Além disso, um estudo deste assunto revelará evidência adicional da divina inspiração dos escritos sagrados, e de que Elohim é mui exato em tudo o que faz.

Em YONAH 1:17 lemos:

"Preparou o Yawheh um grande peixe, para que tragasse a YONAH; e esteve YONAH três dias e três noites no ventre do peixe..." Isto esclarece que YONAH esteve verdadeiramente dentro ou sepultado no peixe, três dias completos e três noites completas, o que é equivalente a 72 horas. Antes de acontecer isto, YONAH havia entrado num barco para fugir de seu dever, porém o tempo que permaneceu no navio não conta nos três dias e três noites que esteve dentro do peixe. Para fazer o tipo verdadeiro, nós não podemos contar o tempo que Mashiach esteve nas mãos dos judeus e dos romanos. Considera-se somente o tempo que esteve no túmulo, exatamente três dias e três noites.

QUANDO YESHUA HAMASHIACH FOI COLOCADO NO TÚMULO?

Ser-nos-ia de grande ajuda, enquanto continuamos o estudo do elemento tempo na crucificação e ressurreição de Mashiach, determinar quando Yeshua foi posto no túmulo. Ele foi colocado ali no mesmo dia que foi crucificado; precisamente na tarde deste dia, próximo ao pôr-do-sol. Com relação a isto, citamos o relato do seu sepultamento como está registrado em Marcos 15:42-43: "E quando já era tarde (pois era a preparação, isto é, a véspera de Shabat), foi Yosef de Ramatayim, membro ilustre do Sanhedrin, que também esperava o Reino de Elohim, apresentou-se corajosamente a Pilatos e pediu-lhe o corpo de Yeshua." O mesmo relato encontra-se em Lucas 23:52-54
"Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Yeshua. Tendo decido-o da estaca, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro aberto na rocha, no qual ninguém ainda tinha sido sepultado. E era véspera da Pêssach, e estava para raiar o Shabat." Estes versos logicamente fixam uma questão: Que dia da semana era este chamado Shabat? Que dia era este chamado de "a preparação"? De acordo com o quarto mandamento da Tora, como se encontra em Sh’mot 20:8-11, o sétimo dia da semana está designado como Shabat, o qual segue-se chamado até hoje de Shabat. Portanto, se o Shabat mencionado em Lucas 23:54 era o sétimo dia da semana (de acordo com o quarto mandamento) bem poderia ser determinado que a sexta-feira (o dia anterior ao Shabat) fosse o dia da preparação, mencionando neste mesmo verso. Assim que, por este raciocínio e relato da Escritura, parece que o Mashiach foi crucificado e sepultado na sexta-feira, precisamente antes do pôr-do-sol. Esta é a conclusão comumente aceita e, aparentemente, tem fundamento bíblico. Se esta conclusão é correta, o Mashiach não cumpriu a profecia que disse, relacionada a Si mesmo. Porque, se ressuscitou no domingo de manhã, como geralmente se crê, Ele esteve no túmulo somente duas noites e um dia: sexta-feira de noite (uma noite), o dia de Shabat (um dia), e a noite depois do pôr-do-sol do Shabat (duas noites). Ainda se contássemos o curto período entre o tempo que foi posto no túmulo e o pôr-do-sol como mais um dia, a conta só mudaria para Dois dias e duas noites, ou seja, um dia e uma noite menos que o tempo que o Mashiach disse que permaneceria no túmulo. E se não esteve ali o tempo completo que Ele prometeu, teria sido um impostor, porque Ele assegurou que este seria o único sinal dado. Qualquer tentativa de contar alguma parte do dia de domingo como outro dia completo, no qual Mashiach poderia ter estado no túmulo antes de ressuscitar, teria que ser rejeitada, porque o anjo (de acordo com o relato de Yochanan 20:1) disse às mulheres que foram ao túmulo antes da saída do sol, que o Mashiach já havia ressuscitado e já havia saído. Yochanan especifica no evangelho que leva o seu nome, que a visita foi feita "...Quando ainda estava escuro." Portanto, devemos estar seguros de que há algum equívoco com a teoria da crucificação na sexta-feira e da ressurreição no domingo pois Yeshua é o verdadeiro Messias e sempre disse a verdade. Assim, é necessário investigar mais profundamente, para encontrarmos uma explicação harmoniosa e real para estes acontecimentos.

QUANDO YESHUA HAMASHIACH DEIXOU O TÚMULO?

Antes de responder à pergunta do subtítulo, faremos outra: Quando o Mashiach foi colocado no túmulo? Procederemos desse modo para melhor entendermos e obtermos respostas claras, porque o tempo em que o Mashiach foi posto no túmulo pode ser determinado considerando-se primeiramente o momento em que Ele rompeu sua sepultura. A ressurreição do Mashiach, levantando-se dos mortos foi um acontecimento maravilhoso. Todos os escritores dos evangelhos testificam o fato da ressurreição, porém, surpreendentemente, nenhum deles menciona o minuto exato em que houve este acontecimento. Não é correto dizer que as Escrituras não nos dão bastante informação sobre o tempo da ressurreição, ou seja, o dia e a parte exata do dia em que ocorreu. Expresso exatamente o que cada escritor do evangelho nos diz sobre a ressurreição:

MARCOS:
"...no primeiro dia da semana, de manhã cedo, chegaram ao sepulcro quando o sol já era nascido. Diziam entre si: Quem nos há de revolver a pedra da boca do sepulcro? Mas, olhando viram revolvida a pedra, a qual era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado do lado direito, vestido de uma túnica branca, e ficaram assustadas. Ele disse-lhes: Não temais, buscai a Yeshua o Nazareno que foi crucificado: ressuscitou, não está aqui, eis o lugar onde o depositaram." (Mar. 16:2-6) Nota-se que Marcos não dá nenhuma indicação do tempo em que Yeshua saiu do túmulo. Somente diz que algumas mulheres fizeram uma visita ao túmulo "ao sair do sol", unicamente para saber que o Mashiach não estava ali.

YOCHANAN:
"E no primeiro dia da semana, foi Miryam de Magdalah ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Shim’on Kefá e com o outro discípulo, a quem Yeshua amava, e disse-lhes: Levaram o Adon do sepulcro e não sabemos onde o puseram. Partiu então Kefá com o outro discípulo e foram ao sepulcro. Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Kefá e chegou primeiro ao sepulcro. Tendo se inclinado viu os lençóis postos no chão e o sudário que estivera sobre a cabeça de Yeshua, o qual não estava com os lençóis, mas dobrado num lugar à parte. (Yochanan 20:1-7).

LUCAS:
"E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro revolvida. E entrando, não acharam o corpo do Adon Yeshua. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes. E, estando elas atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Porque procurais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galil". (Luc. 24:1-7) Tão pouco Lucas dá algum indício de quando o Mashiach partiu do sepulcro. Somente confirma o relato dos outros escritores: que o Mashiach já havia saído quando as mulheres chegaram. Porém, devemos observar que não lemos o relato da ressurreição que nos dá Mattiyahu no seu relato.

Mattiyahu revela o tempo:
"No findar do Shabat, ao entrar o primeiro dia da semana, Miryam Magdalah e a outra Miryam foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Eterno desceu dos céus, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste alva como a neve. E os guardas tremeram apavorados, e ficaram como se estivessem mortos. Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse; não temais; porque eu sei que buscais a Yeshua, que foi crucificado. Ele não está aqui: ressuscitou, como havia dito. Vinde ver onde ele jazia." (Mattiyahu 28:1-6) Nestes versos encontramos que Mattiyahu acrescenta uma informação muito importante referente ao acontecimento, não encontrando contradição alguma no seu relato. Mattiyahu é o único escritor do Evangelho que assinala o tempo da ressurreição. Ele escreve de uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana: "No findar do Shabat ao entrar o primeiro dia da semana..." Ele não diz exatamente quanto tempo antes de o dia seguinte começará, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do Shabat semanal. Isto explica completamente porque o Mashiach não estava no túmulo quando O visitaram de manhã ou de madrugada, depois do Shabat (ao começar o primeiro dia da semana, hoje chamado domingo). As mulheres, no relato de Mattiyahu, estavam ali (nas redondezas pelo menos) no tempo da ressurreição, porque Mattiyahu relata que "houve um grande terremoto: porque o anjo do Eterno, descendo dos céus e chegando, havia revolvido a pedra e estava sentado sobre ela..." Elas, no entanto, não viram realmente que o Mashiach foi levado do túmulo. Note-se que Mattiyahu detalha o tempo da ressurreição com duas expressões diferentes: "no fim do Shabat" e "quando começava a amanhecer o primeiro dia da semana", ou "ao entrar o primeiro dia". Estes são sinônimos, já que o Shabat termina no pôr-do-sol. (Leia: Vayikra. 23:32)

O SIGNIFICADO DA PALAVRA "AMANHECER"
A palavra amanhecer em Mattiyahu 28:1 merece uma explicação. Embora seja aplicada usualmente como "manhã", na linguagem bíblica, neste caso específico, não indica o tempo de saída do sol, mas o começar de um dia completo de 24 horas. Primeiramente, Mattiyahu acaba de dizer que era "No fim do Shabat...", isto porque o Shabat termina no pôr-do-sol, portanto, seria impossível neste caso, a palavra "amanhecer", significar o romper do sol porque, o sol não se levanta senão 12 horas mais tarde. Não poderia ser o fim do Shabat e a manhã de domingo ao mesmo tempo. Em segundo lugar, a palavra "amanhecer" foi usada aqui como um verbo e não como um sujeito. Note-se que as palavras não são: "...no amanhecer," mas "quando começava a amanhecer..." ou ao entrar o primeiro dia..." Como verbo, o dicionário de Wester define a palavra amanhecer: "começar a aparecer, desenvolver, dar promessa, primeira aparência, princípio...", portanto, devemos entender que a ressurreição aconteceu quando o primeiro dia da semana estava perto, iniciando, começando a aparecer, quando o crepúsculo e a grande escuridão deram promessa de um novo dia que ia começar; porém definitivamente ANTES e não DEPOIS. A ressurreição foi efetuada no final de um dia e não no princípio de outro. O termo amanhecer nesta passagem deriva-se da palavra grega "epiphosko". O "Greek and English Lexicon of the New Testament" de Parkhurst define: Aproximar-se, como o Shabat judeu, que começa na tarde". Para confirmá-lo consulte Vayikra 23:32 e Nechemyah 13:19.
Assim, o verbo está claramente usado. Compare Luc. 23:54 e Yochanan 19:31 com D’varim. 21:22,23 e com a mesma visão pode-se compreender o relato de Mattiyahu 28:1. Ou seja, NA TARDE DE SHABAT, quando os judeus estavam esperando o princípio do primeiro dia (domingo) da semana. A palavra "amanhecer" ou "ao entrar" consiste num forte obstáculo à ideia de uma ressurreição no domingo de manhã, já que Mattiyahu nos diz que sucediam estas coisas enquanto estava amanhecendo ou aproximando-se o primeiro dia da semana e isto nos prova que o primeiro dia da semana não havia ainda chegado. A ressurreição aconteceu na parte final do Shabat. Neste ponto, seria conveniente notar como outros homens traduziram Mattiyahu 28:1, ou ao menos uma parte do verso. A seguir, consideremos um pouco destas traduções das Escrituras:

Versão Revisada e Versão Americana: "Na tarde de Shabat..."
Almeida - Rev. e atualizada: "No findar do Sábado..."
Peshito Syriac: "E no encerrar do Shabat..."
Novo Testamento da União Americana da Bíblia (Publicada pela Sociedade Publicadora Batista Americana): "Era tarde no Sábado..."
Dean Alfred: "E no fim do Sábado..."
Rotherman: "Na tarde da semana, quando estava a ponto de amanhecer o primeiro dia da semana...".
George Ricker Berry (Em seu Novo Testamento Grego Interlinear): "Na tarde do Shabat, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana..."
James Moffatt: "No encerramento do Sábado, quando o primeiro dia da semana estava amanhecendo..."
A tradução grega (mais antiga que qualquer outro texto grego conhecido), The Sinaitic Palimpset, confirma as traduções citadas: "Na tarde do Shabat, quando o primeiro dia da semana amanhecia..." A tradução grega original revela que não há erro na versão do Rei Tiago (Inglês) em Mattiyahu 28:1. Vejamos uma tradução de Mattiyahu 28:1-7:
"Na tarde de Sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria para ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, vindo, tirou a pedra da porta e estava sentado sobre ela. E sua aparência era como de um relâmpago e seu vestido branco como a neve. E com temor dele, os guardas que cuidavam tremeram e estavam como mortos. Porém o anjo respondendo, disse as mulheres: Não temais porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou, como disse. Vinde, vede o lugar onde foi posto o Senhor. E ide logo, dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos". Isto fica confirmado com a "tradução interlinear do Novo Testamento Grego" por George Ricker Berry, Ph. D., Universidade de Chicago e Universidade Colgate, Departamento de Línguas Semíticas.
Assim, à primeira vista, poderíamos estranhar que a ressurreição tivesse ocorrido antes do pôr-do-sol. Ao entanto, pensando mais detidamente, descobrimos que é exatamente neste momento do dia em que deveria acontecer (e tinha que ser assim) para que as palavras proféticas de Yeshua se cumprissem exatamente. Até aqui encontramos o tempo aproximado da ressurreição. No fim do Shabat semanal. Porém, quando comparamos com o tempo em que se presume que o Mashiach foi posto no túmulo, a investigação que fizemos sobre o elemento tempo em nosso estudo, parece ainda mais confusa. Se o Mashiach, como se diz, foi colocado no túmulo antes do crepúsculo da sexta-feira, e ressuscitou antes do crepúsculo de Shabat, logo esteve no túmulo somente 24 horas, ou seja, um dia e uma noite. Isto não pode ser verdade, porque então não teria sentido nenhum dizer que o dia depois da ressurreição era "o terceiro dia desde que aconteceu..." (Lucas 24:21) Yeshua disse que estaria no túmulo três dias e três noites, portanto, visto que Ele ressuscitou no fim do Shabat, temos somente que contar para trás até o tempo que Ele profetizou que estaria ali, para determinar quando foi posto no sepulcro. Esta conta para trás nos leva precisamente ao crepúsculo de quarta-feira, o que significa que Yeshua foi crucificado neste dia e não na sexta-feira. Agora pode-se ver claramente porque trabalhamos tanto com a pergunta referente ao tempo em que Mashiach saiu do túmulo, para poder dar resposta à pergunta anterior: quando Yeshua HaMashiach foi posto no túmulo? Porém... poderia perguntar-se: Como pode ser isso? Como poderia Mashiach ser crucificado na quarta-feira, quando está claramente relatado que o dia da crucificação foi dia da preparação para o Shabat? Yochanan, o Evangelista - nos dá a resposta: "Então os judeus, porque era véspera da Pêssach, para que os corpos não fossem retirados do madeiro no Shabat pois era “Shabat Gadol”, rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e fossem retirados". (Yochanan 19:31) Isto mostra que o Mashiach foi crucificado um dia antes do chamado "grande dia de Shabat". Este era o Shabat, sétimo dia da semana? Não, não era. Não podia ser, porque o Shabat semanal designado como descanso nos Dez Mandamentos, nunca se lhe chamou ou referiu como sendo um "um grande dia". Acrescente-se ainda que Yochanan esclarece que o dia anterior à Pêssach é que se chamava "preparação": E era a preparação da Pêssach, e quase a hora sexta..." Esta preparação não era, portanto, uma preparação para o Shabat do Eterno, o sétimo dia, mas a preparação da Pêssach. (Yochanan 19:14) Alguns argumentam que este "grande dia de Shabat" especial ocorreu no mesmo dia do Shabat semanal, no entanto, é de suma importância recordar que a PÊSSACH sempre ocorreu no dia seguinte da noite de lua cheia. E o dia seguinte da lua cheia neste ano da crucificação foi precisamente na quarta-feira, 14 de Nisãn, portanto, a Pêssach não pode ter sido neste ano num Shabat semanal. Nisã é o mês judeu que corresponde a parte do mês de março e uma parte do mês de abril do nosso calendário. Os dias da semana são os mesmos nos dois calendários. Quarta-feira no calendário judeu é quarta-feira no Gregoriano.

DOIS SHABATOT NAQUELA MESMA SEMANA

Com uma simples comparação de textos, podemos provar que na semana da morte de Yeshua, houve dois Shabatot: O primeiro dia dos asmos, que caía no dia 15 de Nisãn e que neste caso, foi na quinta-feira e o Shabat do Eterno, o sétimo dia da semana. Para melhor entendermos, tomaremos um fato ocorrido neste período, ou seja, a compra de material e o preparo das especiarias, para se ungir o corpo de Yeshua. Vejamos quando isto ocorreu, segundo o relato de Lucas 23:54-56. "E era o dia da preparação, e amanhecia o Shabat. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galil, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando-as, prepararam especiarias e unguentos, e no Shabat repousaram conforme a mitzvah." Por esta passagem fica claro a ordem de acontecimento das coisas:
a) Já estava terminando o dia da preparação, com o pôr-do-sol, e começando o Shabat. Já não havia mais tempo para comprar e preparar as especiarias para ungir o corpo de Yeshua, pois já era Shabat.
b) O verso 54, no entanto, fala que elas, as mulheres, prepararam tudo antes do Shabat e que repousaram neste dia, conforme ordenava a mitzvah. Como entender isto? Se já estava iniciando o Shabat, como e quando elas compraram e fizeram os preparativos se o verso final nos prova que elas observaram o Shabat. Difícil, não? Comparemos agora o mesmo assunto com o descrito em Marcos 16:1 "E, passado o Shabat, Miryam Magdalah e Miryam mãe de Yaakov, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo." Este texto, parece complicar mais, todavia é aqui que se esclarecem os fatos, pois fala que as mulheres foram comprar as especiarias DEPOIS do Shabat. Lucas, no verso 54 nos disse que este preparo ocorreu antes do Shabat e Marcos disse que foi depois! Como harmonizar as coisas? A grande e esclarecedora verdade é que naquela semana houve dois Shabatot: Um cerimonial, ocorrido na quinta-feira, ou seja, o primeiro dia da grande festa dos asmos e o outro, o sétimo dia da semana, ou o Shabat citado pela quarta mitzvah da Tora Sagrada. Assim que Yeshua morreu no dia 14 de Nisãn, uma quarta-feira, também considerado o "dia da preparação"; foi sepultado no final deste dia, próximo ao pôr-do-sol, portanto já quase na virada para a quinta-feira, que por sua vez era o dia dos asmos, um Shabat cerimonial e festivo. Foi depois deste Shabat cerimonial ou quinta-feira, que as mulheres compraram e prepararam as especiarias, o que harmoniza com Marcos 16:1. Uma vez preparado o material para ungir o corpo de Yeshua, o que certamente se aprontou na sexta-feira, no Shabat do Eterno elas repousaram conforme o preceito da Tora (o que prova que os primitivos netzarim eram observantes do Shabat e que este dia não foi substituído pelo primeiro dia para ser guardado). E no primeiro dia da semana foram cedo para fazer a santa unção. Isto harmoniza também Lucas 23:54 e 24:1 com Marcos 16:1, 2. Portanto, fica claro que naquela semana houve dois Shabatot, dissipando-se assim quaisquer possíveis dúvidas no assunto.

OUTROS DIAS CHAMADOS "SHABATOT"

Observe-se que as Escrituras, fala de outros dias que não sendo o sétimo dia da semana, também recebem o nome de "Shabat". Por exemplo, encontramos um dia diferente chamado Shabat no seguinte versículo: "...fala aos filhos de Israel e diz-lhes: No sétimo mês, ao primeiro do mês tereis descanso (SHABAT), uma comemoração ao som de shofarot e uma santa convocação..." (Vayikra. 23:24) Se lermos o versículo 39 encontraremos mencionado outro Shabat: "Porém aos 15 dias do sétimo mês, quando tiverdes recolhido o fruto da terra, celebrareis a festa do Eterno por sete dias, o primeiro dia será descanso (SHABAT); descanso (SHABAT) será também o oitavo..." Um texto que em nossas versões esclarece melhor que os dias de descanso nas festas fixas, eram chamados Shabatot se acha em Vayikra. 23:32, ao dizer que o dia 10 do sétimo mês seria um Shabat para Israel: "Shabat de descanso vos será... aos nove do mês à tarde, duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso Shabat." Se esta era uma data fixa, é obvio que podia cair em qualquer dia da semana e que seria um Shabat, um Shabat cerimonial, integrante de determinada festa. Poderíamos ainda elucidar este assunto com uma passagem que menciona um Shabat denominado segundo-primeiro. Que seria isto? Certamente que este Shabat não era o semanal, sétimo dia, mas um Shabat cerimonial. Porque segundo-primeiro? Porque era um Shabat secundário (não o principal, o 7º dia semanal), mas que caia primeiro, na semana, antes do Shabat do Eterno. Ver Lucas 6:1. Assim é evidente e fácil de compreender que estas festas em datas fixas eram celebradas em qualquer dia da semana e que os dias em que não se trabalhavam eram considerados como "Shabatot". Quando verificamos algumas passagens do Tanach (BH), pertencentes à instituição da Pêssach e da festa dos pães sem fermento que vem em seguida, encontramos, porém, outro dia chamado Shabat e este é precisamente o SHABAT ou "grande dia" a que Yochanan se referiu no capítulo 19:31, citado anteriormente. Assim é indispensável determinar com que significado da palavra Shabat está sendo aplicada nas Escrituras, e de acordo com as Escrituras citadas pode-se ver que o Shabat que veio no dia seguinte ao que o Mashiach foi crucificado, não foi necessariamente o semanal dia de Shabat, de acordo com mitzvah.

O SHABAT DA PÊSSACH

O Mashiach foi morto no dia 14 do primeiro mês hebreu, chamado Nisãn ou Abib (o mesmo dia no qual o cordeiro da Pêssach era sacrificado sob o Tanach – Leia: Sh’mot 12:1-6) e isto podia acontecer em qualquer dia da semana. O dia seguinte à morte do cordeiro da Pêssach, sempre era chamado de "Shabat". Isto determinamos com os seguintes versículos: "...No primeiro mês, aos quatorze do mês, pela tarde, é a Pêssach de Yawheh. E aos quinze deste mês é a festa dos asmos. No primeiro dia tereis santa convocação: nenhuma obra servil fareis..." (Vayikra. 23:5-7) Aqui o décimo quinto dia chama-se Shabat, e era "uma santa convocação", o qual contrasta com o versículo 24: "...ao primeiro do mês terei Shabat, uma comemoração ao som de shofarot". Uma santa convocação significa um descanso e dia de reunião. Era um tempo em que nenhum trabalho servil (ou trabalho de qualquer natureza) deveria ser feito. Isto era um Shabat, por isso se pode ver que o dia seguinte à crucificação do Mashiach, o qual Lucas chama "o Shabat" (Lucas 23:54), teria por necessidade que corresponder ao dia seguinte da Pêssach, de acordo com Vayikra 23, e sendo Shabat, não era o sétimo dia - o Shabat semanal. O dia da crucificação foi chamado de "a preparação" para o Shabat da Pêssach que imediatamente lhe seguia, e não foi necessariamente uma sexta-feira da semana. Neste ano particularmente, o dia da "preparação" foi quarta-feira. Yeshua morreu ao redor das 15:00 horas da tarde deste dia, e justamente antes do crepúsculo deste mesmo dia foi posto no túmulo. Setenta e duas horas mais tarde (ou três dias e três noites) cumpriram-se antes do crepúsculo do sétimo dia, Shabat semanal, o qual foi o tempo (de acordo com Mattiyahu 28:1) em que o anjo abriu o túmulo e disse: Não temais vós, porque eu sei que procurais a Yeshua, que foi crucificado. Não está aqui porque já ressuscitou, como disse. Venham, vede o lugar onde foi posto o Senhor (Yeshua)..." (versos 5,6)

O TEMPO QUE ESTARIA NO SEPULCRO

Agora prosseguiremos nosso estudo considerando alguns versículos relacionados com o tempo do sepultamento do Mashiach. Este tempo é referido nos Evangelhos de três modos diferentes, como segue:

1 - Yeshua "estaria três dias e três noites no coração da terra" (Mat. 12:40)
2 - Ele "ressuscitou ao terceiro dia" (Mat. 16:21 e ver também Mat. 17:23; 20:19; Luc. 9:22)
3 - Yeshua havia dito: "depois de três dias me levantarei outra vez" (Mat. 27:63 e Mar. 8:31)
Sabendo que a Bíblia é divinamente inspirada e sem contradição, deve existir completa harmonia entre estes três períodos de tempo designados, e especialmente entre os termos: "ao terceiro dia" e "depois de três dias". E aqui temos: A referência (nestes versículos) sobre o tempo que o Mashiach estaria no túmulo, de nenhuma maneira se põe em evidência ou contradiz a doutrina da crucificação na quarta-feira e a ressurreição no fim do Shabat (justamente antes do crepúsculo). Os versículos harmonizam com esta verdade de modo maravilhoso e mostram a exatidão da Palavra de Elohim.

"RESSUSCITADO AO TERCEIRO DIA"

Como pôde Yeshua ter estado no túmulo três dias e três noites e ressuscitar ao terceiro dia? Esta pergunta é facilmente respondida. Ele foi posto no túmulo numa quarta-feira (antes do crepúsculo). Vinte e quatro horas mais tarde se cumprem justamente antes do crepúsculo de quinta-feira, o qual marca o primeiro dia que estava no túmulo. Contando da mesma maneira, sexta-feira foi o segundo dia e o Shabat (antes do crepúsculo 72 horas mais tarde) foi o terceiro dia. Três dias completos de 24 horas que Ele esteve sepultado, para sair do sepulcro no Shabat semanal justamente antes do crepúsculo.

"DEPOIS DE TRÊS DIAS"

Outra vez: Como Yeshua poderia ter ressuscitado ao terceiro dia e ao mesmo tempo deixar o túmulo depois de três dias? Esta é a resposta: De acordo com Mattiyahu, o Mashiach deveria estar no túmulo três dias e três noites (72 horas). Assim cumprindo este período de tempo, diz depois, que ELE havia estado ali três dias. Ele não se levantou antes de que os três dias expirassem. Porém, sobrava um tempo de claridade ainda do dia, depois que passou o tempo especificado e o crepúsculo terminava, para que fizesse sua saída do túmulo e fizesse-a no terceiro dia. Portanto, achamos perfeita harmonia nas três definições de tempo, tudo em seu exato minuto, como sabemos que Elohim faz tudo. Louvado seja o Seu nome!

"O TERCEIRO DIA DESDE..."

Há mais uma referência no fator tempo, que está ligada a crucificação e ressurreição do Mashiach. Esta foi feita por um dos homens que iam caminhando para uma vila chamada Emaús, no dia seguinte da ressurreição, enquanto Yeshua (não O identificaram logo) juntou-se e andou com eles.
Iam, desconsolados, falando dos acontecimentos recentes que envolviam a morte e ressurreição de Yeshua, quando disse: "E nós esperávamos que fosse Ele que remisse Israel, mas agora, sobre tudo isso, hoje já é o terceiro dia que estas coisas aconteceram..." (Luc. 24:21) Notamos anteriormente que em vários versículos está relatado que Yeshua ressuscitaria no terceiro dia depois de sua crucificação e sepultamento. Se este terceiro dia mencionado por um dos discípulos que iam a Emaús era o terceiro dia depois de que o Mashiach foi posto no túmulo, a conclusão seria que a ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana. Isto apresenta uma direta contradição com os relatos que consideramos em outros versículos da Bíblia. Um deles, ao sinal de YONAH, e o outro: o relato feito por Mattiyahu de que o Mashiach não foi encontrado no túmulo no final do Shabat. Observaríamos ainda que este não é um relato contraditório feito em Lucas 24:21, como pode-se ver observando exatamente o que diz no versículo que estamos considerando. Quando o analisamos podemos ver que não somente NÃO É UMA CONTRADIÇÃO, mas que é impossível que o domingo tenha sido "o terceiro dia desde que...", o "depois" seguindo o dia da crucificação do Mashiach. Por quê? Porque se domingo foi o terceiro dia depois da crucificação, não teria acontecido na sexta-feira, deveria ter ocorrido na quinta-feira, porque se o domingo era o terceiro dia depois, então seguindo o raciocínio anterior, ou seja, contando para trás - o Shabat seria o segundo dia e a sexta o primeiro dia depois da crucificação, não o dia do acontecimento. Seria absurdo e fora de harmonia com o entendimento comum e a dicção gramatical, dizer que o dia em que o Mashiach foi crucificado era o primeiro dia depois (ou desde) que foi feito. Isto não tem sentido. Certo? Agora mostraremos, analisando o que o discípulo disse, que nem complica o assunto, nem o faz de modo nenhum contraditório aos relatos de outras partes das Sagradas Escrituras. Embora o versículo que citamos seja usado geralmente para fundamentar a crença de que o Mashiach ressuscitou no domingo, não o confirma. O discípulo não disse: "... hoje é o terceiro dia depois da crucificação e morte de Yeshua..."Ele disse assim: "...hoje é o terceiro dia que isto aconteceu..." De tal modo que primeiro é indispensável definir a que se refere: "que isso aconteceu". (Lucas 24:21) Aparentemente os homens estavam falando de outras coisas além da crucificação e sepultura de Yeshua, porque lemos no verso 14: "E iam falando entre si de todas aquelas coisas que tinham acontecido..." Isso havia incluído tudo o que havia sido feito em relação à morte e sepultamento de Yeshua. Algo que foi feito por último, consistiu no selamento da pedra que fechou o túmulo e o estabelecimento da guarda que cuidou do sepulcro com severa vigilância, e concluiu-se no dia seguinte de sua morte, que era quinta-feira (o selamento e a vigilância), como o comprova a leitura dos seguintes versos: "...E no dia seguinte, que é o dia seguinte depois da preparação, reuniram-se os príncipes e sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos de noite e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda, ide guardai-o como entenderdes. E, indo eles asseguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra". (Mattiyahu. 27:62-66) Assim, o tempo a contar dos dias posteriores, seria desde o dia em que a última coisa foi feita, relacionada com a crucificação, e esta era a que acabamos de assinalar: o selo do túmulo e o estabelecimento da guarda. Acontecimento ocorrido na quinta-feira. De tal maneira que a sexta-feira havia sido o primeiro dia depois: o Shabat o segundo dia depois e o domingo o terceiro dia depois de que "todas estas coisas aconteceram".

OUTRAS VERSÕES ESCLARECEM

Nem todos costumam aceitar as verdades da Bíblia sem alguma resistência. Na verdade, a grande maioria não aceita mesmo, ainda que se lhes prove com muitos argumentos. Assim, decidimos incorporar mais este pensamento, baseado em outras versões que, sem dúvida, serão um reforço a mais no assunto.

Lucas 24:21: "E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. (Versão Almeida Revista e Corrigida) Conforme já explicado, esta passagem, da forma em que foi traduzida e considerando-se os três dias e as três noites, poderiam nos levar a entender que Yeshua teria morrido na quinta-feira, pois aí sexta seria o primeiro dia; Shabat, o segundo e domingo, o terceiro dia. Todavia, vejamos o mesmo texto em outras versões:

"São agora três dias desde que estas coisas ocorreram..." (El Nuevo Testamento del Siglo Veinte)
"E eis aqui, três dias tem passado desde que todas estas coisas ocorreram..." (Versão Peshito Siríaca). Obs. Esta versão é considerada a mais antiga do mundo, antes mesmo que qualquer texto grego conhecido pelo homem.
"...Hoje (são) três dias desde que todas estas coisas aconteceram..." (The Curetonian Syriac) outro antigo manuscrito.
Conclusão: Nenhuma destas conceituadíssimas versões, dizem que aquele "domingo" fosse o terceiro dia, mas que já haviam se passado três dias, o que, sem dúvida, muda a situação.

PORQUE ESTE ESTUDO?

Porque estudamos este assunto com todos os detalhes? Faz realmente alguma diferença o dia em que o Mashiach foi crucificado e o dia em que ressuscitou? Não é certo que a coisa mais importante é crer que Yeshua morreu por nós e ressuscitou para que tenhamos vida eternamente? Sim, é verdade, o que Ele fez por nós é vital e importante, e, independente dos fatores incluídos, é de maior importância que o fator tempo. Porém, visto que outros fatores estão incluídos, o elemento tempo também é vital. Além disso, dá grande satisfação saber que cremos e ensinamos a verdade doutrinal, visto que outros fatores estão incluídos, o elemento tempo também é vital.

A OBSERVÂNCIA DO DOMINGO - UM FALSO ENSINAMENTO

Nós sustentamos que a observância do domingo como dia de repouso e adoração tem seu princípio derivado do ensinamento de que o Mashiach ressuscitou dos mortos num domingo, o qual deixa está doutrina sem base, quando vemos que as Escrituras dos Ketuvim Netzarim realmente trazem, o que diz respeito ao fator tempo na crucificação e ressurreição do Salvador. Quando lhes perguntamos porque observam o domingo como Shabat, a maioria responde: Porque Cristo ressuscitou nesse dia.
Esta é a causa que vemos das pessoas mudando o mandamento de Elohim e perdendo Sua Divina bênção por um mal entendido (ou falta de conhecimento da Palavra sobre o verdadeiro tempo da ressurreição), por isso achamos necessidade de preparar e publicar este estudo.
O profeta Daniel disse: "...haveria um poder (humano) que mudaria os tempos e a lei..." (Daniel 7:25) Uma prova disto é que o domingo substituiu o Shabat como dia de repouso do trabalho e se tornou dia de adoração. Esta mudança foi feita por homens porque não há mandamento escritural para a mudança. É perigoso adaptar nosso culto à Elohim de acordo com a doutrina humana e estabelecer nossa fé de acordo com os ensinamentos dos homens.
O Mashiach chamou isto de vã adoração. Ele disse: "Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas e mandamentos de homens..." (Mat. 15:9) Assim, se pudessem provar que Mashiach ressuscitou no domingo (o que não pode ser), isto não constituiria uma base para mudar o mandamento de observar o Shabat como dia de repouso, e estabelecer um novo dia para descanso e oração, porque não há nenhuma insinuação na Palavra de que o dia no qual o Mashiach ressuscitou seria consagrado, santo, sagrado ou dia santificado ou ainda um dia usado para culto público ou privado, ou para repouso. Não há a mínima insinuação escritural de que o dia da ressurreição do Mashiach fosse recordado ou celebrado de algum modo especial. Portanto, o tempo da ressurreição de Mashiach não dá nenhuma razão para guardar o domingo ao invés do Shabat.

A OBSERVÂNCIA DA CHAMADA "SEXTA-FEIRA SANTA"

Outro resultado do falso ensinamento sobre a crucificação e ressurreição de Mashiach é a "Sexta-feira Santa". Cada ano a maioria das religiões tem um serviço especial na sexta-feira anterior à chamada Páscoa Florida (domingo da ressurreição). Este dia é designado como "Sexta-feira Santa" e é lembrado como o dia da crucificação. Depois de ter lido até aqui neste tratado sobre este assunto, e havendo comparado cuidadosamente os relatos feitos com as Escrituras, não é difícil ver que não há fundamento escritural para a observância festiva deste dia. A "sexta-feira santa" é outra instituição dos homens. O Mashiach não foi crucificado na sexta-feira, como claramente mostramos (mas sim, na quarta-feira). De qualquer forma, isto não significa que a quarta-feira. é o dia que se deve observar sempre como o dia da sua crucificação. A data da crucificação é a mesma, porém o dia da semana em que cai é variável, assim como os aniversários caem em dias diferentes da semana em cada ano, da mesma maneira o aniversário da crucificação vem em dia diferente em cada ano.

SOBRE O DOMINGO DE PÁSCOA (OU DIA DA RESSURREIÇÃO)?

Visto que mostramos que o Mashiach não ressuscitou no domingo, não há razões bíblicas para a observância do domingo de PÁSCOA, embora pela tradição é um dos dias mais importantes e especiais na maioria das "igrejas cristãs". Demonstramos que Mashiach ressuscitou do túmulo antes do crepúsculo do Shabat, ou seja, o dia que precede o domingo. As cerimônias religiosas do domingo de Páscoa, efetuadas antes da saída do sol, são completamente antibíblicas. Não há exemplo, mandato ou ensinamento na Bíblia para a celebração da ressurreição do Mashiach e assim já o demonstramos.
Observar a Páscoa romana como um dia especial, sagrado, religioso e celebrá-lo (entre outras coisas), comendo ovos de chocolate e fazendo com que as crianças creiam que os coelhos botam ovos, é muito inconsistente, para dizer o mínimo. É engano e um infamante pecado.

CONCLUSÃO

Apresentamos a verdade relativa ao fator tempo na crucificação e ressurreição do Mashiach, porque pensamos que é importante. Yeshua para provar sua afirmação de ser o MESSIAS, colocou como sinal, o sinal de YONAH (Mat. 12:38-40), onde determinantemente Ele expressa que estaria no túmulo "três dias e três noites". Com o entendimento adquirido, conte você da tarde do dia de quarta-feira (hora em que o Mashiach já estava posto no túmulo) até a tarde de Shabat (hora em que Yeshua ressuscitou) e terá perfeitamente o cômputo do "sinal de YONAH: três dias e três noites". Que maravilhosa harmonia e completo cumprimento encontramos na Palavra de Elohim, quando temos o devido entendimento! Vocês estão convidados para fazer o que a Palavra nos diz das pessoas de um lugar chamado Beréia. Ela foram: "mais nobre que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda solicitude, esquadrinhando todos os dias as Escrituras, SE ESTAS COISAS ERAM ASSIM..." (Atos 17:11). Investigue as Escrituras, estude-a cuidadosamente, de modo que esteja pessoalmente convencido de que interpretamos corretamente a Palavra de Elohim. Há uma grande bênção em conhecer a verdade. Disse Yeshua: "...E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará..." (Yochanan 8:32) Finalizando: Não temos interesse em ficar discutindo este tema com quem quer que seja, que discorde de nossa opinião. Estamos tão somente propondo algo diferente do que está aí estabelecido como verdade e crido por muitos, sem levar a sério as palavras de Shaul HaShaliach: "Examinai tudo...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A Benção do Eterno Repousa Sobre Os Habitantes das Duas Casas de Israel

Neste mundo. Yeshua, (conjugado na primeira pessoa), sendo enviado para salvar Yisrael, usado pelo poder de יהוה, O Ruach Hakodesh. Uma visão clara da pluralidade de um. Isto é, a continuidade das Boas Novas. יהוה redimiu fisicamente a Yisrael muitas vezes, cujo fato se acha registrado na história; também, redimirá espiritualmente no final da era. Nações Efraimitas, nos últimos dias. Yeshua, pré-existente, expresso no pronome pessoal, na primeira pessoa do singular. Yeshua, o Nome que lhe foi dado bem antes do Seu nascimento, de acordo com Luka 2:21. 7 Ele é a Palavra de יהוה, mas afiado que uma espada de dois gumes. Yeshua esteve escondido no Pai, na eternidade passada, muito antes dEle ter nascido no mundo. O Servo aqui, na aplicação primária e literal, é Yeshua, conforme o texto nos revela, e não Yisrael, a nação. Esta declaração retrata Sua preocupação voltada para Yisrael (em que o título, se direciona ao Mashiach, uma vez que Ele é a personificação de tudo o que se chama Yisrael) que Ele pudesse falhar no Seu insignemente dado para Ele pelo Pai. Não criado, mas re-moldado como a Palavra enviada a Yaakov. O destemido Servo Sofredor, o Mashiach, Filho de Yosef, formado do âmago de יהוה, na eternidade passada, o qual, fora ordenado sofrer para levar as dez tribos para casa, e reuni-las com Yehuda que for crente. Para restaura a Yaakov. No Hebraico o termo aplicado é lashuv, expressando que Yaakov retornará. Profeticamente diz respeito ao próprio Mashiach, porque Yaakov não podia fazer com que a própria posteridade de Yaakov voltasse do exílio; além do mais, Yisrael não poderia morrer por causa dos pecados do próprio Yisrael, num sistema baseado na Torá, usando uma expiação vicária substitutiva do sangue redimidor. Sem o Mashiach, Yisrael não pode se reunificar. No sentido de vir à eretz (terra) e ser obediente. O Pai, יהוה, Lhe entregaria a missão e o poder para cumprir este ministério. Já que Yeshua tinha plena autoridade do Todo- Poderoso יהוה, de fato esta incumbência se tornaria uma pequena tarefa para Ele, a de reunir as 12 tribos de ambas as casas já divididas, levando-as a se tornarem o Yisrael unido. O que é impossível ao homem, é possível e fácil para יהוה. Todas as 12 tribos. O termo “preservados”, no Hebráico se escreve da seguinte forma: ve-notsire (vav, nun, tzamech, yud, resh, yud), que expressa “O Yisrael notsire”. Logo, os que fazem parte dos que hão de regressar, do contingente das 12 tribos, são cognominados por este nome. O trabalho de Yeshua é o de restaurar e fazer com que todas as 12 tribos retornem para se tornar uma família, igualmente como eram os Seus discípulos, e permanecerem como “os preservados” de Yisrael, tornando-se uma oliveira. Os crentes que se cognominam de ‘preservados’, de ambas as casas, ou seja, de todas as 12 tribos, já não serão mais referidos apenas como o Efrayim-Yisrael, ou como o Yisrael-Judaico, e sim, como Nazarenos de Yisrael. Aqui, no Hebraico o termo é Notsire Yisrael, ou os Nazarenos de Yisrael. Naturalmente que, os rabinos tradicionais desencaminhados, não desejam que alguém aceite o fato de que os Nazarenos sejam realmente Yisraelitas biológicos, antes, desejam que os vejam como pagãos. Por isso, em muitas Bíblias Judaicas, a exemplo da Stone English Edição Tanach, propositalmente deixaram de lado a correta pontuação vocálica, para provocar uma mudança na palavra, tomando-a diferente e, portanto, acrescentaram outro ponto para fazer distinção, resultando numa palavra não muito similar, com pontuação vocálica entre parênteses, e havendo uma mudança do yud para um vav. Evidentemente fizeram isso propositalmente, no intuito de que o leitor se tornasse incapaz de pronunciar a palavra notsire, como ela aparecia antes no texto, e mudaram-na para ‘netsuri’, ou seja, ‘ruínas’. O movimento das duas casas não ensina que as dez tribos do norte foram arruinadas. Em vez disso, nós ensinamos que sua preservação se tornou realidade; enfim, aconteceu, não enquanto nação ou reino, mas a nível individual, para os chamados “preservados de Yaakov”, conforme Yeshayahu 49:6. Quanto aos crentes primitivos, tanto em Yerushalayim, na Yahudah, como em Shomron (antiga capítal de Efrayim), eram todos chamados Notzrim, Notsraei, ou Netsarim Yisrael. Eles eram “Os preservados” de ambas as casas, tanto os do exílio, em 721 BCE, como os do exílio, em 586 BCE. Os crentes formam os poucos ramos que foram ‘preservados’, ou os notzrim da principal Vinha, nosso Mashiach Yeshua. A palavra no Hebráico para ramos é netsari, o mesmo termo é usado aqui para ‘preservados’. Portanto, nós somos ‘os ramos preservados’ de Yisrael. Em Yochanan 15, Yeshua chama todos os crentes de Nazarenos (indiferentemente de raça) ou ramos/netsarim. Em Yirmeyahu 31:6, também foi feita uma referência aos atalaias, ou seja, aos Notsirim que voltariam dos outeiros de Efrayim, a saber, os Notsirim que regressariam dos outeiros do norte, e por conseguinte יהוה se tornaria um Pai para todas as tribos ou clãs de Yisrael (Yirmeyahu 31:1).

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

POR QUE OS CÉUS IMPORTA?

“Já QUE fostes ressuscitados com O Mashiach, BUSCAI as coisas de cima, onde O Mashiach está assentado à direita de ELOHIM. Pensai nas coisas de cima e não nas que são da terra.” (Cl 3.1,2 – A21) Como netzarim nós temos uma esperança futura, uma promessa do próprio Elohim de que vamos ressuscitar e estar com ele para sempre. Na história de Elohim há um lugar de muita importância citado diversas vezes na Bíblia, mas pouco explorado e ensinado de forma consistente e correta – os CÉUS. Mas, afinal, o que é os céus? Ele, realmente, existe? Como ele é e onde fica? Quem está de fato lá? Falamos dos céus muitas vezes, mas não com propriedade porque sabemos pouco a respeito dele. As perguntas feitas acima serão respondidas neste estudo, mas é importante que tenhamos o coração aberto para mudanças radicais em nossos conceitos, após esse estudo aprofundado a respeito da Casa de Elohim.

A CASA DE ELOHIM

Uma Teologia da Habitação de Elohim
1. O plano de Elohim é habitar com o homem na terra “Então vi novos CÉUS e uma nova terra. Pois os primeiro CÉUS e a primeira terra já se foram, e o mar já não existe. Vi a cidade santa, a nova YEREHUSHALAYIM, que descia do CÉUS, da parte de ELOHIM, enfeitada como uma noiva preparada para seu noivo. E OUVI UMA forte voz, QUE vinha do trono e dizia: O tabernáculo de ELOHIM está entre os homens, pois [Elohim] habitará com eles. Eles serão o seu povo, e ELOHIM mesmo estará com eles.” (Ap 21.1-3 – A21) Essa passagem fala do plano último de Elohim, o alvo definitivo aonde ele quer chegar com seu plano. Trata-se do seu alvo final para a humanidade – seu tabernáculo entre os homens, a sua morada na Terra. “Eles serão o meu povo, e Serei o SEU ELOHIM” (Jr 24.7b – A21). Essa afirmação feita por Yrmeyahu é repetida na Bíblia mais de vinte vezes, e de formas variadas. Se a Bíblia fosse uma música esse seria certamente o seu refrão, que se repete para deixar claro o propósito de Elohim de ter um povo para si. Ele deseja ser o seu Elohim, e poder governar e reinar sobre ele e a criação. Esse povo foi separado e escolhido para adorá-lo e também para serem reis e sacerdotes do ELOHIM Altíssimo. Desde o início até o fim da história da humanidade, Elohim tem desejado estar conosco. Elohim é transcendente (muito maior e mais sublime do que toda a criação), mas também é imanente (interfere e está intimamente ligado e próximo da sua criação). Elohim tem o desejo ardente de estar com seu povo, reunido a ele no momento do maior clímax e desfecho da sua história – quando retornará para a Terra e ressuscitará os seus para a vida eterna ao seu lado. Este é o Elohim ETERNO, o Elohim conosco, cujo nome mostra seu desejo de um dia estar conosco em plenitude. 

ELOHIM QUER MORAR NA TERRA!

“Casa de Elohim” é os aqueles que me deste estejam comigo onde EU estiver, para que vejam a minha glória, a qual me deste, pois me amaste antes da fundação do MUNDO.” (Jo 17.24 – A21) A vontade de Yeshua é que você esteja com ele, que nós, o seu povo, estejamos perto dele. O culminar da história está exatamente na habitação de Elohim entre os homens, este momento da história no futuro onde a morada de Elohim será entre nós aqui na Terra. Esse aspecto tem que chamar a nossa atenção, pois ele é muito importante. Elohim quer que hospedemos a sua presença e essa verdade não se resume apenas ao Espírito Santo de Elohim habitando em nós no presente momento, mas fala de um dia quando estaremos junto dele; a sua presença tangível e o corpo ressurreto e glorificado de Yeshua estará aqui, em nosso meio, habitando na Terra. O motivo de ter criado o homem foi para poder ter comunhão com ele. “E disse ELOHIM: Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves dos CÉUS, sobre o gado, sobre os animais selvagens e sobre todo animal rastejante que se arrasta sobre a terra.” (Gn 1.26 – A21) Elohim fez sua criatura mais bela, conforme a sua imagem e semelhança. Essa característica foi dada ao homem para possibilitar o relacionamento, a comunhão e interação com Elohim, ou seja, proximidade e intimidade com o Criador. Ele nos criou dessa maneira porque quer se relacionar e estar próximo de nós. “Ao ouvirem a voz do YAWHEH ELOHIM, que andava pelo jardim no final da tarde, o homem e sua mulher esconderam-se da presença do YAWHEH ELOHIM, entre as árvores do jardim.” (Gn 3.8 – A21).

O TERMO “CASA DE ELOHIM” PODE SIGNIFICAR:
Em B’reshit 28.17,22 = Bethel (Casa de Elohim) Em Juízes 1, 2 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Salmos (beth ha-'elohim), uma designação do santuário = "casa de Yahweh" (do tabernáculo, Juízes 18.31; 20.18,26, do templo, 1 Crônicas 9.11, 24.5a, 2 Crônicas 5.14, Salmos 42.4, Yeshayahu 2.3, do segundo templo, Esdras 5.8,15; Neemias 6.10, 13.11; compare com Mattityahu 12.4). Espiritualmente, na Brit Hadasha, a "casa de ELOHIM" (oikos theou) é a comunidade dos crentes (1 Timóteo 3.15; Hebreus 10.21; 1 Kefá 4.17; compare 1 Coríntios 3.9,16,17; 1 Kefá 2.5). (Definição retirada do International Standard Bible Encyclopedia).

DEFINIÇÃO DE “CASA DE ELOHIM”
Casa de Elohim quer dizer habitação de Elohim entre os homens. É a conclusão do plano de Elohim, onde Ele mesmo toma o que lhe é por direito na sua criação, e habita entre nós. Céus e Terra ligados novamente. Elohim tendo um povo para si (reino de sacerdotes) e sendo nosso Elohim (reinando sobre nós), sua morada celestial se fixando permanentemente na Terra de uma vez por todas para toda a eternidade. Apesar do aspecto negativo desse texto, quando os efeitos da queda já estão acontecendo, Elohim costumava vir para encontrar-se com o homem. O homem habitava num jardim plantado pelo próprio Elohim, e sua presença se fazia manifesta de forma perceptível e física – Elohim andava no jardim. A queda impossibilitou isso de acontecer mais vezes, mas podemos perceber em Apocalipse que Elohim irá restaurar essa realidade, quando o seu tabernáculo for colocado novamente no meio dos homens. Elohim, então, poderá andar em nosso meio novamente, sua presença estará junto de nós.


A habitação de Elohim na terra é uma réplica de sua
habitação nos céus.
a. Se pudéssemos resumir o plano de Elohim em uma frase, seria: “na terra como nos CÉUS”. “venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como nos CÉUS” (Mt 6.10 – A21) Yeshua orou ao Pai pedindo que sua vontade e seu reino fossem realizados na terra, assim como são realizados nos CÉUS. Elohim deseja que o ápice da sua vontade esteja na plenitude de seu reino concreto na terra, assim como já é nos CÉUS. O padrão que Elohim quer na edificação da sua casa na Terra tem que ser o reflexo dela nos CÉUS, onde ele tem um reino, uma ordem e um padrão perfeitos, pois está harmonizado com quem ele é. Por isso, a morada de Elohim na terra precisa refletir a harmonia que há ao redor do trono de Elohim nos CÉUS.

b. Para que a presença de Elohim se manifeste de forma mais plena na terra e provemos sua habitação, é necessário fazer tudo conforme ele nos mostrar para a sua habitação. “E me farão um santuário, para que EU possa habitar no meio deles. segundo tudo o que EU te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os SEUS móveis, assim mesmo o fareis.” (Êx 25.8,9 – ARA) O Yawheh diz para Moshe que deveriam fazer um santuário para que ele pudesse habitar no meio deles, mas para isso deveria ser construído segundo o modelo que Elohim iria mostrar. Sim! Elohim tem um modelo. Qual é o modelo ou o padrão de Elohim? Infelizmente, muitos de nós vão tentar imitar aquilo que vê, taxando-o como modelo, seja uma referência ministerial ou algum rito litúrgico da comunidade ocidental pós-moderna, que não necessariamente é bíblico. A maneira como fazemos a comunidade hoje não é antibíblica, mas não é exatamente como funcionava na Bíblia; muitas coisas foram acrescentadas à dinâmica da comunidade do primeiro século e a liturgia passou por modificações e acréscimos. Portanto, se olharmos em Atos a comunidade do primeiro século, vamos
perceber as diferenças dela com a comunidade como conhecemos hoje.
c. Elohim tem um modelo e esse modelo é os céus. Por isso, precisamos entender os céus, pois só a partir de entendê-lo nós poderemos cooperar na construção da “casa de Elohim”; caso contrário, sofreremos o prejuízo. “porque somos cooperadores de ELOHIM, e dele sois lavoura e edifício. segundo a graça de ELOHIM que me foi dada, lancei o alicerce como sábio construtor, e outro constrói sobre ele. Mas cada um veja como constrói. porque ninguém pode lançar outro alicerce, além do que já está posto, o qual é YESHUA O Mashiach. E, se o que alguém constrói sobre esse alicerce é Ouro, prata, pedra preciosa, madeira, feno ou palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada pelo fogo, e o fogo testará a obra de cada um. Se a obra que alguém construiu permanecer, este receberá alguém que passa pelo fogo. Não sabeis que sois santuário de ELOHIM e que o seu Espírito habita em vós? Se alguém destruir o santuário de ELOHIM, este o destruirá; pois o santuário de ELOHIM, que sois vós, é sagrado.” (1 Co 3.9-17 – A21) Segundo Sha’ul, a comunidade de Corinto era profeticamente ou metaforicamente um edifício espiritual e ele era cooperador na edificação dele. Devemos tomar posição de cooperadores, entendendo isso como um chamado pessoal nesta era, de cooperarmos com aquilo que Elohim está edificando neste momento. Sha’ul chama a comunidade toda de santuário de ELOHIM, e os irmãos que cooperam na edificação (usando materiais puros e de boa qualidade que são alicerce e fundamento da edificação espiritual, isso é Yeshua O Mashiach) estão alinhados com aquilo que Elohim deseja. Somos advertidos de sofrer punição ou prejuízo, caso algum outro fundamento ou material seja usado. Elohim é quem iniciou a obra, mas somos todos participantes ativos nela, cooperando com Elohim, até mesmo em coisas muito pequenas e aparentemente sem valor. Mas qual é a obra que Elohim está edificando? Essa obra é a habitação do seu Espírito. “Assim, não sois mais estrangeiros, nem imigrantes; pelo contrário, sois concidadãos dos santos e membros da família de ELOHIM, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio O Mashiach YESHUA a principal pedra de esquina. Nele, o edifício inteiro, bem Ajustado, cresce para ser templo santo no Yawheh, no QUAL também vós, Juntos, sois edificados para morada de ELOHIM no Espírito.” (Ef 2.19-22 – A21). O apóstolo Sha’ul está falando sobre uma morada de Elohim não somente em seu coração como indivíduo, mas na comunidade como um todo, pois ela está sendo edificada para se tornar a morada de Elohim no Espírito.

3. Os céus é o ponto de partida para compreender a realidade.
a. A resposta também não está necessariamente na dinâmica da comunidade de Atos, não basta apenas copiar o que aconteceu na comunidade primitiva e replicar aquelas atividades nos dias de hoje. Nossa tendência quando vamos construir algo é compará-lo com o que já existe. Por isso, sobre a edificação da casa de Elohim, nós a comparamos com a comunidade ocidental pós-moderna. Porém, o padrão de Elohim vem muito antes da comunidade do primeiro século ou da comunidade no seu estado atual, o padrão original de Elohim vem dos próprios céus! Por detrás daquilo que a comunidade apostólica fez no primeiro século, e de tudo o que foi feito na Bíblia, havia um motivo. A casa de Elohim está por trás de toda a história, nos CÉUS.

b. Se nós desejamos cooperar com a construção da casa de Elohim devemos entender que é nosso papel replicarmos aqui na terra a realidade e a harmonia que há nos CÉUS. O modelo perfeito e
original de Elohim, está no céu.

VERSÍCULOS QUE MOSTRAM QUE OS CÉUS É REAL
“Pois O Mashiach não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos Céus, para agora se apresentar diante de Elohim em nosso favor” (Hb 9.24) Ap 2.7 – Mt 28.18 – Mt 24.36 – Mc 12.25 – Mt 6.9 – Mt 5.11,12 – Lc 23.43 Lc 15.7 – Sl 115.3 – Sl 19.1 – Sl 103.19 – Sl 11.4 – Cl 3.2 – Sl 73.25,26 2 Co 12.1-4 2 Co 5.1 Ap 21.21-27 – Ap 21.3,4 – 1 Rs 8.27 – Is 66.1 – 1 Co 2 Mt 6.20,21 – Jo 14.2 – Fp 3.20,21 – At 1.9 – 2 Tm 4.18.

A casa de Elohim nos CÉUS é um lugar de adoração, lugar que centraliza a pessoa de Elohim. A liturgia dos céus é o padrão original de Elohim; o modelo perfeito é celeste (onde a adoração perfeita está acontecendo). Por isso, a adoração que acontece nos CÉUS (na casa de Elohim) pode e deve ser o nosso padrão.

c. Se nós desejamos cooperar com a construção da casa de Elohim hoje, aqui na terra, devemos entender que ela é uma casa de oração. A casa de Elohim é uma casa de oração e a intercessão deve ser direcionada ao trono de Elohim que está nos CÉUS. Somente tendo um entendimento claro da soberania de Elohim nos céus é que vamos praticar uma intercessão agradável e eficaz diante dele. O nosso chamado principal – sermos sacerdotes – é embasado e construído segundo o modelo (padrão) que acontece na casa de ELOHIM nos CÉUS.

CONCLUSÃO
Os céus é real e importa O que Elohim quer fazer na Terra tem a ver com o que ele já fez nos CÉUS. Apesar de quase nunca falarmos nos CÉUS ou pensarmos nele de forma etérea (sem vida e vazia), vemos que biblicamente ele é o lugar onde Elohim habita. Se ele afirma que deseja habitar na terra e nós, como comunidade, estamos empenhados em preparar um lugar para que Elohim possa realizar o seu desejo de habitar entre nós, precisamos entender o padrão dos céus.