quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
HOMICIDAS NA CASA DE YAWHE
“Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. (RC)
“Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si”. (ARA)
Yochanan Alef 3: 15
Adjetivo terrível este: HOMICIDA! Autor de um homicídio, aquele que pratica a morte de outra pessoa.
É sempre bom buscar equilíbrio e direção espiritual quando fazemos este tipo de abordagem. É claro que de acordo com o texto sagrado, irmãos podem matar irmãos. Não só cremos nisto por ser uma verdade bíblica eterna, mas pelas experiências vividas ao longo de nossa carreira espiritual. A imprudência, a falta de espiritualidade e falta de discernimento de muitos cristãos professos, tem levado muitos outros crentes verdadeiros à morte. Sei que a pergunta lógica é: “mas isto é possível?”. Então adianto à resposta: CLARO QUE SIM! O apóstolo Yochanan não teria feito tais afirmações caso isto não ocorresse. Estamos falando de um homem com uma profunda comunhão com Yawhe, ao ponto de receber a maravilhosa revelação apocalíptica na Ilha de Patmos.
Com base nas duas traduções bíblicas acima, podemos afirmar que há homicidas, há assassinos na Casa de Yawhe! E a razão primária para isto seria o ódio, o aborrecimento ao próximo, a falta de amor. As conseqüências da falta de amor são ações nocivas aos que chamamos de irmãos, e a Palavra de Yawhe especifica várias dessas ações que levam estes irmãos a morte. Parecem pesadas as palavras do apóstolo Yochanan! A edição Almeida Revista e Atualizada da Bíblia Sagrada usa um termo ainda mais chocante: ASSASSINO! Esta é a palavra que designa aquele que odeia a seu irmão. Com base em nossa língua e definição jurídica, homicida soa ainda mais suave que assassino, já que um homicídio pode ser culposo, ou seja, sem intenção de matar (embora também possa ser doloso, onde há intenção de matar), enquanto o assassinato é definido como morte provocada traiçoeiramente, ou seja, de forma premeditada, fria e calculista.
Podemos matar nossos irmãos com palavras agressivas, com atos impensados ou pensados, com a calúnia, com a incompreensão,com o desprezo, com a falta de gentileza resultante no tratamento antipático, com a fofoca, o mexerico, a publicação de fraquezas particulares que se referem a eles e coisas do tipo. Há uma lista de atitudes antibíblicas que podemos tomar em detrimento dos filhos de Yawhe. Penso que seria o caso de atentarmos um pouco mais para estas coisas e adotarmos uma postura mais vigilante, cuidadosa e amorosa na convivência com aqueles que estão próximos a nós, e com os que estão mais distantes. A sentença resultante de tais práticas pecaminosas, pode levar-nos a conclusões assustadoras. Veja o que o apóstolo escreveu: “E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”. Além de matar nossos semelhantes podemos descobrir a desolação da ausência da vida eterna em nós. Que Yawhe nos guarde deste pecado horrendo... Que jamais matemos nossos irmãos que foi gerado no sangue de Yeshua por nós e que lutemos sempre para que eles sejam cada vez mais vivos e motivados espiritualmente! Você pode analisar mais cuidadosamente, os seguintes textos bíblicos:
Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. (Yochanan Alef 3: 14)
Nisto são manifestos os filhos de Elohim e os filhos do diabo; todo aquele que não pratica justiça não procede de Elohim, nem aquele que não ama a seu irmão. (Yochanan Alef 3:10)
Aquele que não ama não conhece a Elohim, pois Elohim é amor. (Yochanan Alef 4: 8)
Se alguém disser: Amo a Elohim, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Elohim, a quem não vê. (Yochanan Alef 4: 20)
... mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha MORTAL. Com ela bendizemos a Elohim e ABBA, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Elohim. (grifo meu) (Yaakov 3: 8)
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4: 29)
E sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição. (Colossenses 3: 14)
Yawhe nos livre de sermos HOMICIDAS EM SUA CASA!
sábado, 17 de novembro de 2018
UM DOS VERSÍCULOS MAIS MAL TRADUZIDOS PELO CRISTIANISMO. ROMANOS 10:4
Em Romanos 10:4 encontramos escrito na maioria das versões bíblicas que “o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4, Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
O vocábulo “fim” não tem o sentido de “término, extinção”, mas sim de “finalidade, objetivo”. E esta conclusão se extrai ao se analisar os textos em grego e em aramaico de Rm 10:4, respectivamente:
τελος γαρ νομου χριστος εις δικαιοσυνην παντι τω πιστευοντι
סָכֵה גֵּיר דּנָמוּסָא משִׁיחָא הוּ לכאִנוּתָא לכֻל דַּמהַימֵן
Em grego foi usada a palavra telos (τελος) e em aramaico sake (סָכֵה), sendo que ambas denotam finalidade, objetivo. Então, em Romanos 10: 4, Sha’ul [Paulo] quer dizer que o objetivo da Torá (Instrução Divina/Lei) é nos levar ao Mashiach, e não que a Torá foi abolida por Yeshua.
A palavra FIM vem do grego TELOS, que significa OBJETIVO, finalidade. Não significa término ou extinção, como a bíblia em português traduz. O vocábulo grego "telos", em português, significa "objetivo, propósito, meta", e não "término ou extinção". O Messias não trouxe o fim da Torá (Instrução Divina), muito pelo contrário, pois o objetivo da Torá é nos levar ao Mashiach.
A tradução Romana distorceu este versículo para dizer que não existe mais Lei e as pessoas não precisam obedecer Mandamentos. A melhor maneira de não estar sujeito à Lei é dizer que a Lei acabou. Este versículo foi traduzido errado para basear a doutrina falsa de que a graça anulou a Lei. A tradução correta desmascara a teologia errada. No versículo traduzido correto Yeshua está dizendo para as pessoas salvas que elas precisam observar os Mandamentos. Afinal nós fomos salvos não para viver numa anarquia, mas para viver uma vida de acordo com a vontade do ETERNO, que está na TORÁ (Instrução Divina/Mandamentos). Essa distorção acontece para manter a falsa teologia da anulação da Lei.
Tradução correta:
“Porque a finalidade (alvo ou propósito) da Torá (Instrução Divina) é o Messias, que oferece justiça a todo que deposita sua confiança (dá crédito as suas palavras e ao seu testemunho)”. Assim jamais o Messias acabou com a Torá, pois estaria em contradição com o texto de Mateus 5:17 que diz que Yeshua não veio anular a Torá.
Leia o texto original de Mattyahu/Mateus 5:16-17:
“Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas; não vim destruir, mas tornar pleno (cumprir, plenificar, completar). Porque em verdade vos digo que, até que os céus e a terra passem, nenhum jota (yod – menor letra hebraica semelhante a um apóstrofo) ou um til (pequenos traços dos quais constituem as letras hebraicas), se omitirá da Lei sem que tudo venha a existência (seja cumprido). Qualquer, pois, que violar (tornar nulo, declarar ilegal) um destes menores Mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no reino dos céus. Aquele, porém, que os observar (fazer, obedecer) e ensinar, será chamado grande no reino dos céus.”
Leia o texto original de Mattyahu/Mateus 7:21-23:
“Nem todo o que me diz: Adon, Adon (Senhor, Senhor) entrará no Reino dos Céus, mas o que faz a vontade (observa os Mandamentos), do meu Pai nos céus. Naquele dia muitos (numerosos) dirão a mim: Adon, Adon (Senhor, Senhor), não profetizamos em teu nome? E também em teu nome expulsamos os demônios. E em teu nome fizemos numerosas demonstrações de poder (milagres). Então eu [Yeshua] lhes direi abertamente na cara: Nunca conheci vocês! Apartai-vos de mim, vós que praticais ANOMOS [obras contrárias à Torá].” Mattyahu/Mateus 7:21-23.
Leia o texto original de Mattyahu/Mateus 7:24-27:
“Todo aquele que escuta meus ensinamentos e os pratica (fazer a vontade do Pai e observar e cumprir os Mandamentos segundo a exortação do versículo anterior) se assemelha a um sábio que construiu sua casa sobre um penhasco. Caiu à chuva, veio inundações, sopraram ventos tempestuosos e atingiram aquela casa, mas ela não caiu, pois os seus fundamentos foram implantados no penhasco. Mas, todo aquele que ouve meus ensinamentos e não coloca em prática se assemelha a um homem tolo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu à chuva, veio inundações, sopraram ventos tempestuosos e bateram contra aquela casa e ela desabou. Grande foi a sua queda! (esta expressão pode ser aplicada individualmente, mas também faz referência da queda da babilônia, do sistema religioso romano que desprezou a Torá e considerou nulos muitos dos seus preceitos).
Leia o texto original de Mattyahu/Mateus 7:13-14
“Entrem através do portão estreito, porque amplo é o portão e espaçoso o caminho que leva em direção a destruição e muitos (numerosos) são os que entram através dele. Porque estreito é o portão e apertado o caminho (espremido, contém aflições e pressões) que conduz a vida e poucos são os que o encontram.”
O caminho para a maldição é aparentemente fácil e muito atrativo, mas o seu fim é a dor e o sofrimento. Yeshua ensinou isto, e disse que são poucos os que acertam o caminho que leva ao Reino dos Céus, mas numerosos os que optam pelo caminho largo, o caminho da destruição. Em outras palavras, ele ensinou que em todas as gerações a maioria sempre está errada, e apenas uma porção, um remanescente, uma minoria estará determinada a trilhar o caminho verdadeiro, o caminho que leva ao Reino Vindouro, ao Reino dos Céus.
Afirmou Yeshua: “Respondeu e disse-lhes: A DOUTRINA QUE OUVISTES NÃO É MINHA, MAS DO PAI QUE ME ENVIOU...” (Yochanam/João 7:16)
Bem, se a doutrina que Yeshua ensinou é do Pai, o Eterno, qual seria a doutrina do Eterno?
A Torá!!!
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, A PALAVRA QUE OUVISTES NÃO É MINHA, MAS DO PAI QUE ME ENVIOU. Santifica-os na tua verdade; A TUA PALAVRA É A VERDADE. E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é D'us. Se queres, porém, entrar na vida, GUARDA OS MANDAMENTOS.” (Yochanam/João 14:21,25 - 17:17 - Mattyahu/Mateus 19:17)
“Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas O MANDAMENTO ANTIGO, que desde o princípio tivestes. ESTE MANDAMENTO ANTIGO É A PALAVRA QUE DESDE O PRINCÍPIO OUVISTES.” (Yochanan Álef/1 João 2:7)
Qual é a mensagem antiga que os israelitas já tinham ouvido desde o princípio? A Torá. Yochanan (João) pregou a obediência aos Mandamentos da Torá.
“Bem-aventurados aqueles que GUARDAM OS SEUS MANDAMENTOS, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Guilyana/Apocalipse 22:14)
“A maneira de certificarmo-nos de que o conhecemos é a obediência a seus mandamentos. Qualquer um que diga: ‘Eu o conheço’, mas não obedece a seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. (Yochanan Álef/1ª João 2:3-7)
Se alguém diz que conhece o Eterno, mas transgride seus preceitos, é reputado mentiroso. Em contrapartida, os verdadeiros discípulos de Yeshua guardam a Torá.
“Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os Mandamentos do Eterno e a fé em Yeshua.” (Guilyana/Apocalipse 14:12)
Os santos de YHWH, no Apocalipse, são retratados como sendo aqueles que obedecem aos Mandamentos do Eterno [a Torá] e dão o testemunho de Yeshua.
A VERDADEIRA mensagem das Boas Novas mostra que uma vida de amor ao Eterno é uma vida de OBEDIÊNCIA aos seus MANDAMENTOS. O testemunho em Yeshua nada tem a ver com uma vida de desobediência e rebeldia aos Mandamentos do Eterno.
Tudo o que Yeshua ensinou é a Torá devidamente plena e interpretada pelo Mashiach, aperfeiçoada para o estabelecimento Brit Hadashah com Israel.
Yeshua nunca praticou e ensinou nada fora da Torá, Ele nunca ensinou ou viveu segundo a interpretação dos fariseus hipócritas e legalistas.
A Torá, a Lei do Mashiach é a Lei de YHWH, a Torá dada a Israel. O que aconteceu no Ministério de Yeshua confirmava o estabelecimento da Brit Hadashah = escrever a Torá nos corações, interiorizar a Lei de YHWH através da Fé no Mashiach. E para que isso fosse possível, a Torá, em muitos aspectos, deveria ser plenificada = "plenificar" significa "completar, tornar pleno, completo", e só o Mashiach fez isto durante o Seu Ministério.
Todos sabemos da superioridade da Aliança Renovada sobre a Antiga, porém, a Nova nunca substituiu a Antiga, nem a invalidou. A Antiga Aliança permanece de forma plena e aperfeiçoada na Nova Aliança, por causa do Mashiach.
O Mashiach é o Mediador, O Sumo Sacerdote, O Cordeiro Sacrificial, Aquele que trouxe a Torá de uma forma que ninguém jamais ouviu, Aquele que obedeceu a YHWH através da Torá de maneira que ninguém jamais obedeceu.
Yeshua é o nosso maior exemplo, devemos crer e seguir Seus ensinamentos em seu contexto original, de acordo com o idioma original que Yeshua falava. O Messias nem os seus discípulos jamais vieram para acabar com a Lei.
A função do Messias é resgatar as almas perdidas da Casa de Israel que se misturaram com as nações, devolvendo a elas a alma judia e também pessoas das nações que se convertem ao Eterno de forma sincera. Yeshua é para nós que estávamos atolados no pecado e comendo com os porcos, mas voltamos para casa. Que éramos idólatras, mas fomos libertos. Yeshua disse que não veio para os justos, mas para os que estavam presos no pecado (em transgressão da Torá). Quem se converte ao Eterno pela mediação de Yeshua é alguém que vivia em transgressão a Torá e se arrependeu de forma sincera, aceitando a Torá como referencial sobre sua vida.
Se converter ao Eterno pela mediação de Yeshua é muito significativo e de grande responsabilidade, porque a Torá representa Yeshua, Ele é a Palavra de YHWH, o verbo que se fez carne.
O objetivo da Torá é o Mashiach, está escrito em Rm 10:4. Logo, seguir a Yeshua significa também tornar-se um estudioso da Torá (Talmud Torá).
“Portanto ide, fazei TALMIDIM (DISCÍPULOS, SEGUIDORES) de todas as nações (goyim, gentios, não judeus)...
ENSINANDO-AS a GUARDAR (obedecer, praticar) TUDO que eu vos tenho MANDADO; e eis que EU estou convosco TODOS os DIAS, até a CONSUMAÇÃO dos SÉCULOS. Amen.” (Matityahu/Mateus 28:19-20)
Saia da babilônia, rompendo com o domingo, com o espírito de anomia (desprezo dos Mandamentos do Eterno) e volte-se para o Shabat, para a fé em YHWH, para a aceitação de Yeshua como Messias, estude a Torá diligentemente e coloque em prática através da obediência as Mitzvot (Mandamentos). Ore o Shemá toda a manhã e a noite, bendiga o Eterno durante o dia, agradeça antes e após as refeições, faça tzedaká (atos de bondade, ajude os outros), evite transgredir os preceitos proibitivos, estude a Torá e/ou outros escritos relacionados todos os dias, guarde o Shabat e as Festas Bíblicas estabelecidas pelo Eterno e faça sempre teshuvá (arrependimento sincero e retorno a YHWH) quando errar. Além disto, existem todos os outros Mandamentos, que pouco a pouco você pode colocar em prática.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
O Apocalipse de Pedro
O Apocalipse de Pedro é também um dos apócrifos encontrados em Nag Hammadi. Existe
um outro livro com o mesmo nome, conservado em etíope. O primeiro está em grego.
Apocalipse de Pedro conta três visões que Pedro teve sobre a crucifixão e ressurreição de
Yeshua. Além de travar uma polêmica com os opositores do pensamento gnóstico, Apocalipse
de Pedro tem a intenção de oferecer uma reta interpretação da paixão de Jesus, bem como
a de animar o seleto grupo de cristãos gnósticos, que tinha Pedro como o fundamento de
fé. Pedro no Apocalipse Pedro é o verdadeiro gnóstico, que sabe distinguir entre o falso e o
verdadeiro. Ele é diferente do Pedro dos “eclesiásticos”, os quais recebem duras críticas dos
gnósticos.
O texto que segue é a tradução do Apocalipse de Pedro encontrado em Nag Hammadi,
publicado em: PIÑERO, Antonio; TORRENTES, José Montserrat; BAZÁN, Francisco
Garcia. Textos gnósticos: Apocalipsis y otros escritos. Biblioteca de Nag Hammadi, III.
Madrid: Trotta, 2000, p. 59-69. O que está entre parêntesis não faz parte do original. São
interpretações que ajudam compreensão, às vezes, confusa do texto. Este texto está também
publicado e comentado em parte no nosso livro: O outro Pedro e a outra Madalena segundo
os apócrifos. Petrópolis: Vozes, 2004.
Introdução
Quando o Salvador estava sentado no Templo, no tricentésimo ano da edificação e no
mês construção da décima coluna, satisfeito com a grandeza da Majestade vivente e
incorruptível, ele me disse:
PRIMEIRA VISÃO
- Pedro, bem-aventurados os de cima que pertencem ao Pai, que através de mim há revelado
a vida para aqueles que são da vida, pois eu os recordei, aqueles que estão edificados sobre
a sólida base, que ouçam minhas palavras e que distingam as palavras da injustiça e a
transgressão da Torá das palavras da justiça. Com efeito, eles procedem do alto, de cada palavra da Plenitude da verdade e tem sido iluminados com benevolência por Aquele, a
quem as potestades buscaram, mas não encontraram. Aquele que nem foi mencionado pelas
em nenhuma geração dos profetas.
Este apareceu agora entre aqueles, naquele no qual se é aparecido, no Filho do Homem,
exaltado no alto dos céus, revelado com temor dos homens de essência semelhante. Mas tu,
Pedro, sê perfeito segundo o nome que eu te coloquei (Pedra), pois eu ti escolhi, e fiz de ti
um princípio para o resto, a quem eu chamei para o conhecimento. Sê forte até que venha o
imitador da justiça, o imitador daquele que foi o primeiro a chamar-te.
De fato, ele te chamou para que o conheça de um modo digno, por causa da rejeição de
que foi alvo. Você pode reconhecê-lo nos tendões de suas mãos e de seus pés, no coroamento
realizado por aqueles que vivem na região do meio, no corpo luminoso que eles (os Arcontes,
aqueles que pregam os falsos ensinamentos sobre Yeshua) apresentaram na esperança de
estarem cumprindo um serviço de honrosa recompensa, quando ele ia recriminar-te três
vezes naquela noite”.
O Salvador disse estas coisas, enquanto eu estava vendo um dos sacerdotes e o povo que
corriam até nós com pedras para nos matar. Apavorei-me, pensando que íamos morrer. E
Ele me disse:
– Pedro, eu te disse diversas vezes que estes são cegos sem guias. Se queres conhecer sua
cegueira, coloca as tuas mãos sobre os olhos de seu corpo, e diga o que vês. Quando eu lhe
disse que não via nada, Ele me disse: - Não és possível que não veja nada!
Ele me disse novamente:
- Faça o mesmo outra vez.
E em mim se produziu medo e alegria ao mesmo tempo, pois vi uma luz nova, maior que a
luz do dia. Logo, a luz desceu sobre o Salvador, e eu lhe contei o que havia visto. E ele me
disse de novo:
- Levanta tuas mãos e escuta o que dizem os sacerdotes e o povo.
Eu ouvi os sacerdotes, enquanto estavam sentados com os escribas. As multidões gritavam
aos brados. Quando o Salvador escutou essas coisas de mim, ele me disse:
- Apura os teus ouvido e ouça o que estão dizendo.
E escutei de novo. Enquanto estava sentado, te louvam. Quando eu disse estas coisas, o
Salvador disse:
- “Te disse que estes são cegos e surdos. Escuta, pois, agora as que estão dizendo de forma
misteriosa e conservá-as. Não as diga aos filhos deste mundo, pois eles blasfemariam contra
ti neste mundo, já que eles não te conhecem, mas louvar-te-ão assim que te conhecerem”.
Heresias em torno ao grupo. Primeiro conjunto de adversários: gnósticos desviados da
verdade originária
Na verdade, muitos, no início, acolherão as nossas palavras, mas logo se distanciarão delas,
por vontade do pai de seu erro, porque terão feito o que ele quis. Mas Deus lhes revelará em
juízo, quer dizer, aos servidores da Palavra. No entanto, os que se ajuntarem a eles serão
seus prisioneiros, porque estão privados de conhecimento.
Aquele que é inocente, bom e puro, é por eles entregue ao carrasco e ao reino daqueles que
louvam o Messias restaurado. Eles louvam os homens que propagam a mentira, aqueles que
virão depois de ti. Eles se aderirão ao nome de um morto, pensando que serão purificados
por esse nome. Ao contrário, ficarão impuros e cairão em nome do erro em mãos de um
homem malvado e astuto, em dogmas multiformes, e serão governados na heresia.
Outro grupo gnóstico
Acontecerá que alguns deles blasfemarão da verdade e proclamarão uma doutrina falsa.
E dirão coisas más uns contra os outros. Alguns desses serão chamados de “aqueles que
estão sob o poder dos arcontes”, os que procedem de um homem e uma mulher nua, de uma
multidão de formas e grande variedade de sofrimento.
E acontecerá que os que dizem estas coisas explorarão os sonhos. E se afirmam que um
sonho tem sua procedência de um demônio, digno de seu erro, então receberão a perdição
em vez da incorrupção.Com efeito, o mal não pode produzir um fruto bom. Uma vez que do
lugar de onde vem, cada um atrai o que a si se assemelha, pois nem toda alma é da verdade
ou da imortalidade. Cada alma deste mundo tem como destino a morte, segundo a nossa
opinião, porque é sempre uma escrava, visto que foi criada para servir a seus desejos, e o
seu papel é a destruição eterna: nela se encontra e dela deriva. As almas amam as criaturas
da matéria, vindas à existência com elas.
Mas as almas imortais não se assemelham a estas, ó Pedro. E quando ainda não é chegada
a hora da morte, acontecerá que a alma imortal se parecerá com uma mortal. Mas ela não
revelará a sua natureza, que é somente imortal, mas pensa na imortalidade. Tenha fé e
deseja abandonara estas coisas.
Em verdade, quem é inteligente não colhe figos de cardos ou espinhos, nem uvas de plantas
espinhosas. Certamente, o que se produz sempre está dentro daquilo que produz. O que
procede do que não é bom, resulta ser para a alma destruição e morte. Mas esta, a alma que chega a ser no Eterno, se encontra na Vida, e na imortalidade da vida, a qual se assemelha. Portanto, tudo o que existe não se dissolverá no que não existe. A surdez e
cegueira se unem somente com os seus semelhantes.
Também outro grupo gnóstico
Outros, no entanto, converter-se-ão das palavras más e dos mistérios que extraviam.
Alguns que não entendem os mistérios, falam de coisas que não entendem. Gabam-se de
ser os únicos que conhecem o mistério da Verdade, e, cheios de orgulhos, agarram-se
à insolência, invejando a alma imortal, que se tornou entretanto uma garantia. Já que
toda potestade, dominação e poder dos eons desejam estar eles (as almas imortais dos
gnósticos) na criação do mundo, de modo que aqueles (as potestades/forças) que não são,
esquecidas pelas que são (as almas imortais), os louvem, embora não tenham sido salvas
pelas potestades, nem levadas ao caminho (saída do mundo), desejando sempre chegar a ser
imortais. Porque quando a alma imortal se fortalece com o poder de um espírito intelectual
(um gnóstico), eles (as potestades/forças), imediatamente, fazem com que a alma imortal
torne-se semelhante a um dos extraviados (da doutrina gnóstica).
Outro grupo gnóstico
Pois muitos, que se opõem à verdade e são os mensageiros do erro, conspiram com seu erro
e sua lei contra estes pensamentos puros que provêm de mim, partindo do ponto de vista, a
saber, que o bem e o mal procedem da mesma raiz. Eles fazem negócio com a minha palavra,
e anunciam um duro Destino: a raça das almas imortais caminhão em vão, até a minha
parusia. Por conseguinte, do meio deles sairão (pessoas que não seguem a minha palavra).
E o perdão de seus pecados, nos quais caíram por culpa de seus adversários, os quais
eu resgatei da escravidão a que se encontravam, dando-lhes a liberdade. E eles agem de
modo a criar uma imitação do verdadeiro perdão, em nome de um defunto, Hermas1, dos
primogênitos injustiça (Satanás), para que a luz existente não seja vista pelos pequenos
(os verdadeiros). No entanto, os que pertencem a esse gênero de pessoas serão
lançados nas trevas exteriores, longe dos filhos da luz. Por conseguinte, nem eles entrarão,
nem tampouco permitem aos que querem receber a sua libertação.
Outro grupo.
Também gnósticos, também errados
E ainda outros deles, que sofrem, pensam que conseguirão a perfeição da vivência
comunitária (ser Igreja) que realmente existe, a saber, a união espiritual com os que estão
em comunhão, através da qual se revelará o matrimônio da imortalidade (igualdade da
essência com o Salvador). Mas, em vez disso, se manifestará uma fraternidade feminina
(falsa e imperfeita) como imitação. Estes são os que oprimem os seus irmãos, dizendo-lhes:
“Por meio disso (sua doutrina), nosso Deus tenha piedade, pois a salvação chega a nós
somente por isso”. E eles não conhecem o castigo daqueles que se alegram por aqueles que
fizeram isto aos pequenos (os verdadeiros), que vieram (outros que também agem em
nome de Yeshua) e fizeram prisioneiros (os gnósticos).
Outro grupo de adversários: os eclesiásticos
E existem também outros, que não dos nossos, que se chamam a si mesmos de bispos e
também diáconos, como se tivessem recebido essa autoridade de Deus. Eles são julgados por
ocuparem os primeiros lugares na assembléia. Essa gente, eles são canais vazios.
Mas eu disse:
- “Diante do que me disseste, eu tenho medo, a saber, que são poucos, como veremos, os que
estão fora do erro, enquanto muitos viventes serão induzidos ao erro e ficarão divididos. E
quando pronunciarem o seu nome, serão considerados dignos de fé”.
E o Salvador disse:
- “Governarão sobre os (gnósticos) por um tempo para eles determinado, em
proporção ao erro deles. E depois que se complete o tempo de seu erro, o tempo que nunca
envelhece renovará o pensamento imortal; E os pequenos governarão sobre os que agora
governam sobre eles. E o tempo que não envelhece extirpará o erro deles pela raiz e expô-loá
à vergonha. E se revelará a desvergonha que ela (a classe dos eclesiásticos) teve sobre si. E acontecerá que os pequenos serão imutáveis, ò Pedro. Eia, vamos! Cumpramos a vontade
do Pai incorruptível. Com efeito, eles verão a sentença contra eles (os eclesiásticos), os quais
ficaram cairão em desgraça. Mas, quanto a mim, eles não poderão tocar-me. Mas tu, ò
Pedro, estarás no meio deles. Não temas por causa da covardia deles. A inteligência deles
será limitada, pois o Invisível lhes fará oposição.”
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
J E R U S A L E M - A capital eterna e indivisível do povo Judeu.
A cidade, palco de disputas e controvérsias, foi destruída 2 vezes, 23 vezes cercada, 52 vezes atacada e 44 vezes capturada.
Entre 1580 e 1918, foi parte do império Turco Otomano porém não era considerado capital de nenhuma província, pois Damasco tinha mais relevância econômica e estratégica.
Quando o império Otomano perde a primeira guerra mundial, o território que tinha sob seu comando é dividido em mandatos francês e inglês, os vencedores da guerra.
Jerusalém passa então a ser controlado pelos ingleses. Em 1937 e em 1947 duas propostas de divisões foram feitas pela comunidade internacional, ambas tinham Jerusalém como zona internacional e ambas as propostas foram rejeitadas pelos árabes.
Em 1948 quando Israel declara independência, 5 países árabes invadem seu estreito território. Após 1 ano de guerra o estado judeu sobrevive e controla a parte ocidental da cidade, enquanto a Jordânia ocupou ilegalmente a Cisjordânia incluindo a cidade velha de Jerusalém.
Nesta guerra, os jordanianos limparam etnicamente a cidade de judeus, expulsando-os da cidade sagrada, destruindo mais de 60 sinagogas e transformando o muro das lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, em um depósito de lixo.
Judeus não podiam visitar o seu local sagrado entre 1948 e 1967, quando então, na guerra dos 6 dias, Israel conquistou toda a Cisjordânia da Jordânia, incluindo Jerusalém antiga em uma guerra defensiva, iniciada pelo Egito.
Imediatamente após a conquista por Israel, todas as religiões passaram a ter livre acesso aos seus locais sagrados. Nenhuma Mesquita ou igreja foi destruída. Desde 1967, Jerusalém é considerada uma cidade com livre culto e turismo de qualquer pessoa, independente da religião.
Jerusalém oriental, ou seja, a parte leste da cidade municipal, criada por Israel após 1980 na lei Jerusalém, feita para dar aos árabes em volta da cidade velha, direito à cidadania e/ou residência permanente, é a parte que os palestinos reivindicam como sendo sua capital, de um país que jamais existiu e ainda não existe, muito menos o domínio árabe palestino sobre a região.
O status de Jerusalém precisa ser discutido pelas partes envolvidas no conflito. A parte em disputa é apenas a cidade oriental, deixando de fora a parte ocidental. É justamente na parte ocidental onde estão todos os escritórios públicos de Israel, o parlamento, suprema corte, ministérios e residências oficiais.
Portanto, seguindo o Google, não há de haver problema nem polêmica que qualquer país do mundo tenha a sua embaixada na capital de Israel.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Tehillim (salmos) 121 cantado em hebraico.
Uma das mais belas canções na língua hebraica, este Tehillim (Salmo) que é lindo, conhecido como um dos 15 canticos da subida, aonde os yehudim tinham por tradição cantar na subida de cada um dos 15 degraus um salmo em louvor e gratidão a Yawheh!
Os ensinamentos de Yeshua a comunidade da sua epoca!
A Igreja surge num contexto diferente ao de Yeshua. Ela existe fora de Israel, em meio à
comunidade gentia, imperial e pagã. Não dentro do judaísmo. Então a missão mais importante da
Igreja foi como ganhar os pagãos para a nova fé. E com o objetivo de tornar tal esforço mais sofrível e
conhecido, agregaram os ditos e ensinamentos de Yeshua, que eram judeus, à linguagem e cultura
dos pagãos. O resultado foi a distorção da mensagem judaica a respeito do Messias judeu. (grifo
nosso)
[...] Então o que conhecemos hoje como a mensagem cristã não necessariamente foi a mensagem
original de Jesus, ou seja, de Yeshua.
[...] Suas palavras foram entendidas e explicadas à luz da filosofia helenista e do paganismo, não à luz
do Judaísmo. E o resultado deste feito foi o surgimento da Igreja Cristã, ou seja, o Cristianismo
Católico tem muito pouco de sua essência original, ainda que guarde muitas de suas formas externas,
mas fundamentadas em dois fatos chaves: transferência seletiva e substituição absoluta.
[...] Significa que a Igreja Católica, fundamentada em uma série de ensinamentos que já vinham sendo
dados por alguns líderes cristãos, obviamente não judeus, a partir do segundo século, como por
exemplo, Inácio de Antioquia, quem afirmou que Israel havia deixado de ser o povo escolhido e
substituído pelos cristãos, desenvolve uma teologia de substituição, ou seja, ela é agora um novo
Israel, o novo povo de Elohim, os judeus foram rejeitados e substituídos pelos cristãos e fora isso, uma teologia de transferência seletiva, ou seja, as bênçãos que inicialmente haviam sido dadas para Israel, agora são passadas ou transferidas para a Igreja, mas as maldições creditadas aos judeus rejeitados por Elohim. (Ler Efésios 2:11-22 e Romanos 11:17-20).
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