quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
DEZESSETE BENÇÃOS ENCONTRADAS NO SALMO 23
1. REVELAÇÃO: O Yawheh é meu Pastor
2. FIDELIDADE: Ele não me faltará
3. SERENIDADE: Ele me faz repousar em pastos verdejantes
4. EMUNAH: Leva-me para junto das águas de descanso
5. SAÚDE: Refrigera-me a alma
6. DIREÇÃO: Guia-me pelas veredas de justiça
7. PROPÓSITO: Por amor do seu nome
8. PROVAÇÃO: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte
9. PROTEÇÃO: Não temerei mal nenhum
10. FIDELIDADE: Porque tu estás comigo
11. DISCIPLINA: O teu bordão e o teu cajado me consolam
12. ESPERANÇA: Preparas-me uma mesa na presença de meus adversários
13. CONSAGRAÇÃO: Unges-me a cabeça com óleo
14. ABUNDANCIA: Meu cálice transborda
15. BENÇÃO: Bondade e misericórdia, certamente me seguirão todos os dias da minha vida
16. SEGURANÇA: E habitarei na casa do Yawheh
17. ETERNIDADE: Para todo o sempre
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Você Não Está Sozinho
A porção Bamidbar é lida próxima da festa de Shavuot, o que é muito significativo já que serve como preparação efetiva para a festa. Bamidbar que quer dizer deserto, uma terra árida e improdutiva, mas a lição de Bamidbar é frutífera. A Torá foi nos dada no deserto em uma “terra de ninguém”. Ela não passou a ser propriedade de um único segmento, pois o objetivo de D’us é que a ela seja o código de conduta para toda a humanidade. Ela está ao alcance de cada um, desde que este se esforce com empenho para estudar, aprofundar-se e praticar suas diretrizes. A ideia de Bamidbar de um deserto vazio e solitário se assemelha aquele que ao ir em busca da Torá como seu guia deve estar preparado para um isolamento doloroso, sentir-se sozinho em sua opinião. Você se rebela contra injustiça, falsidade e hipocrisia? Você pode suportar a zombaria de seus amigos e colegas? É capaz de manter-se firme em suas convicções? Então você está pronto para a Torá. Bamidbar… O judeu é o único que conseguiu sobreviver no deserto da Galut. Sua sobrevivência não está condicionada apenas à Terra de Israel, mas na Torá de Israel. O nacionalismo de Israel não começou no dia em que pisamos no solo de Canaan, mas quando chegamos no Har inai. Então lemos “e agora, se ouvirem a Minha voz, então serão Meu povo escolhido.” A preservação de ambos, Israel e a Terra de Israel está condicionada à nossa fidelidade à Torá de Israel.
Por Rabino Shabsi Alpern
De Ouro – Por Dentro e Por Fora
"Pelo lado interno e pelo lado externo cobrirão [a
Arca]" (Sh'mot 25:11). A respeito deste versículo, o Talmud comenta:
"Qualquer erudito de Torá cujo interior não seja semelhante ao seu
exterior não é realmente um erudito de Torá" (Tratado de Talmud Yomá 72b). Nossos
rabinos nos ensinam que para ser considerado um verdadeiro talmid chacham, um
erudito e estudante da sagrada Torá de Hashem, seu ser por inteiro deve ser uma
representação consistente da Torá que ele estuda. Se ele se apresenta ao mundo
como uma pessoa honesta, dedicada e sincera, isso não deveria ser uma fachada
que ele construiu habilmente para ocultar seus traços de caráter indesejáveis,
mas sim um retrato preciso de seu verdadeiro eu, temente a D-us. Assim como a
Arca sagrada, símbolo da Torá nela contida, era revestida de ouro tanto por
dentro como por fora, assim também o caráter interior do talmid chacham deve
igualar sua disposição aparente e suas crenças professas.
O Talmud (Tratado Berachot 28a) relata que quando o grande Raban
Gamaliel era o príncipe e líder do povo judeu, emitiu uma proclamação dizendo
que qualquer estudante cujo íntimo não se assemelhasse com o seu exterior não
teria permissão de entrar no Beit Midrash. Ele sentia que os outros estudantes
que eram verdadeiramente sinceros não deveriam ser expostos à influência
negativa daqueles que estiveram estudando Torá por algum motivo dissimulado, ou
cujos traços de caráter não estivessem perfeitamente sintonizados com sua
erudição. Somente após a liderança ter passado para outra pessoa que o guarda à
entrada do beit midrash era removido e todos que desejavam estudar tinham
permissão de entrar. Pergunta-se então quem seria tão qualificado a ponto de preencher
a exigente incumbência de ser este guarda durante os dias de Raban Gamaliel.
Como poderia alguém ser capaz de discernir com precisão quais os estudantes que
eram completamente sinceros e aqueles que não o eram? Foi sugerido que o "guarda" a que a Torá se refere não
era de forma alguma uma pessoa. Ao contrário, a porta do próprio beit midrash
servia de guarda, foi era mantida fechada e trancada, impedindo a entrada de
qualquer pessoa – a menos que fosse merecedora. Um aluno que fosse sincero e
desejasse verdadeiramente estudar Torá, acharia alguma forma – qualquer forma –
de passar pela entrada trancada. Qualquer outra pessoa que pudesse não estar
sinceramente motivada, seria intimidada pelo "guarda" ostensivo – a
porta que era mantida trancada. Estudar Torá em um ambiente de sala de aula é elogiável, mas
devemos transferir os ensinamentos que aprendemos, da sala de estudos ao mundo
real. Nossa meta deveria ser não somente a de ampliar nossos horizontes e
expandir nosso conhecimento; ao contrário, devemos aplicar as lições da Torá em
nossa vida diária, trasnsformando-nos em um verdadeiro mentsch. Se desejarmos
sinceramente melhorar, nada – nem mesmo a tranca em uma porta – poderá obstruir
nosso caminho.
By Michel
Alterman
domingo, 2 de fevereiro de 2020
Porque o Dilúvio como Castigo?
Elohim disse a Nôach: "Hei de
cobrir o mundo com uma terrível inundação. Tudo que se encontra abaixo do
firmamento será destruído." Elohim
poderia ter destruído o mundo enviando, ao invés do dilúvio, uma peste, animais
selvagens, um incêndio ou ainda qualquer outra força destrutiva.
Por que,
entre tantas outras formas de destruição, Ele escolheu justamente as águas? Uma das
respostas é explicada através da seguinte parábola:
O rei e as pessoas mudas
O rei
estava de bom humor. Anunciou a seu ministro: "Desejo
alegrar algumas pessoas desafortunadas. Convide ao meu palácio um grupo de
pessoas pobres e mudas. Trate-as generosamente! Dê-lhes comida requintada e
vista-as lindamente." O grupo de
pessoas mudas foi convidado e todos passaram um tempo muito agradável. Jamais
sonharam haver no mundo coisas tão prazerosas. Sua gratidão para com o rei não
tinha limites. As infelizes criaturas não podiam falar, mas quando o rei
passava, todos se levantavam e se curvavam, acenando com as mãos e mostravam a
ele, na linguagem dos sinais, o quanto apreciavam o que estava fazendo por
elas. Todas as manhãs, ao se levantarem, louvavam o rei na linguagem dos sinais. O rei
estava satisfeito por eles o honrarem deste modo. Estava tão contente que
chamou o ministro e deu-lhe algumas instruções: "Este
grupo de pessoas mudas desfrutou de uma longa e agradável estadia em meu
palácio. Despeça-os agora e convide em seu lugar um grupo de mendigos que
falem. Eles louvarão meus atos nobres com palavras e não apenas com gestos e
sentir-me-ei ainda mais honrado." Então, um
grupo de pessoas pobres e falantes foi convidado ao palácio e tratado com
deleites que nunca haviam experimentado. Os mendigos estavam tão ocupados em
divertir-se que esqueceram do rei a quem deviam sua boa sorte. Nenhum deles
pronunciou uma palavra sequer de agradecimento e, quando o rei passava por
eles, ignoravam-no completamente. Logo, os mendigos esperavam suas comodidades
com naturalidade e exigiam prazeres como se lhes coubesse por direito. Certo
dia, decidiram se apoderar do palácio e depor o rei. Enfurecido, este chamou o
ministro: "Expulse
estes mendigos de meu palácio," ordenou ele. "Faria melhor convidando
novamente os mudos; eles não podiam expressar sua gratidão com palavras, mas me
honravam da melhor maneira possível. Estas pessoas falantes, porém, que
poderiam me trazer tanta glória com o poder da fala, revoltam-se contra
mim!" A ordem do
rei foi cumprida.
A chave para a parábola
Quando Elohim
criou o mundo, encheu-o com água. A água não podia louvá-Lo com palavras, mas
fazia rolar suas ondas ruidosamente em alto e bom som, proclamando: "Como Elohim
é poderoso!" Elohim
então disse: "Se
até a água canta Meus louvores, imagine o que farão os seres humanos que podem
pensar e falar!" Então o
Criador removeu a água para os oceanos. Na terra seca, criou seres humanos
dotados de inteligência. Porém, ao invés de louvar a Elohim, revoltaram-se
contra Ele, cometendo pecados. Ao invés de usar o cérebro e o poder da fala
para objetivos positivos, tramavam atos maus, difamaram, insultaram e
injustiçaram-se uns aos outros. Todas as gerações depois de Adam foram
igualmente perversas. Elohim observou seus atos tornarem-se cada vez piores e
disse: "Vou
livrar-Me desta gente e trazer de volta a água que estava na terra no início da
Criação. A água não pode pensar e nem falar, mas louva-Me, enquanto que as
pessoas Me enfurecem com seus atos vis!" Por esta
razão, Elohim trouxe o dilúvio à Terra, eliminando os perversos.
Avram é Posto na Prisão
Nimrod mandou seus soldados prenderem Avram e trazê-lo ao palácio. Nimrod perguntou a Avram, com severidade: "Por que você quebrou os ídolos do seu pai?" "Não fui eu," respondeu Avram. "O maior quebrou os demais." "Vamos", repreendeu Nimrod. "Você realmente pensa que vou acreditar em tais histórias? Sei que os deuses não podem se quebrar uns aos outros; eles não se mexem." Avram censurou Nimrod na frente de todos seus servos: "Então por que os adora? Por que não serve a Elohim Que governa o mundo, que te criou, que vai fazê-lo morrer e que pode ressuscitá-lo? Ai de ti, rei perverso e bobo! Deverias mostrar o caminho certo para todos. Em vez disso, tu e teus servos fazem com que as pessoas pequem." "Não sabes que por causa de pecados como os seus, Elohim mandou o dilúvio para nossos antepassados? Se continuares servindo aos deuses, tu e todos que te seguirem também morrerão em vergonha e desgraça. Elohim irá castigá-los." "Chega!" - gritou Nimrod. "Para a prisão com ele!" Avram foi lançado na prisão e mantido lá por dez anos. Avram é jogado numa fornalha Depois de dez anos difíceis, Avram foi novamente trazido à presença de Nimrod, que ainda esperava convencê-lo a se curvar aos ídolos. "Agora vais te prostrar aos deuses?" - perguntou o rei para Avram. "Só me curvo perante o Criador do Mundo," respondeu Avram. "Eu sou o criador!" - afirmou Nimrod com orgulho. "Podes ordenar ao sol para nascer a oeste e se pôr a Leste?" - perguntou-lhe Avram. "Então acreditarei que você é o Criador." Nimrod se virou para os sábios e para os príncipes a sua volta. "Que castigo merece este homem?" - ele perguntou. "Julguem-no." Todos responderam: "O homem que despreza o rei e seus deuses deve ser queimado." Para tal, foi preparada uma enorme fornalha na cidade de Kasdim. Com grande júbilo, os oficiais do rei a esquentaram durante três dias e três noites. A notícia espalhou-se rapidamente. Chegou gente de todas as partes do mundo a Kasdim para presenciar o grande acontecimento. Frente a uma grande multidão de espectadores, Avram foi agarrado e jogado nas chamas. Elohim falou para os anjos: "Avram foi fiel a Mim. Eu Mesmo vou salvá-lo." O Criador então ordenou que as chamas não causassem mal algum a Avram, mas que apenas devorassem as cordas que o amarravam. Para a multidão que observava o acontecimento, tudo parecia correr conforme o planejado. As chamas da fornalha subiam aos céus. Era um fim apropriado para um traidor, murmurava o povo; logo, nada sobraria dele. A multidão se dispersou, mas os servos de Nimrod ficaram perto da fornalha até que as chamas terminassem seu trabalho. De repente, soltaram uma exclamação de surpresa. Os olhos se arregalaram de terror. Os queixos caíram de espanto. Pois Avram estava milagrosamente vivo dentro da fornalha, caminhando lá dentro! As chamas haviam queimado apenas as cordas que o amarravam, mas não chamuscaram suas roupas ou o corpo. Agitados, os servos correram para informar o milagre ao Rei Nimrod. No começo, Nimrod não acreditou no que estava ouvindo, mas quando os servos confirmaram a notícia, Nimrod foi pessoalmente olhar dentro da fornalha. Era verdade! Avram estava andando dentro dela como se passeasse num jardim! "Saia, Avram," chamou Nimrod, com voz trêmula. "Prometo que não farei nenhum mal a você." Avram saiu da fornalha são e salvo. Tremendo, Nimrod e seus servos se inclinaram para Avram. Estavam convencidos de que ele deveria ser um deus! "Foi Elohim, o Criador do mundo Quem me salvou!" - explicou-lhes Avram. "Curvem-se perante Ele!" Haran, o irmão mais moço de Avram, estava indeciso se deveria ouvir Avram e crer em Elohim ou seguir o Rei Nimrod e se curvar perante os ídolos. Mas, quando Haran viu Avram sair vivo do fogo, anunciou confiante: "Eu também creio em Elohim!" Os oficiais do Rei Nimrod agarraram Haran e o jogaram nas chamas. Mas ele não mereceu o grande milagre de ser salvo como o tsadic Avram. Têrach, Avram e suas famílias mudam-se para Charan Apesar de Avram ter sido salvo diante dos olhos de Nimrod, Têrach percebeu que o perigo ainda não havia passado. O perverso Nimrod poderia decidir matar Avram outra vez. E quem poderia saber se Elohim realizaria outro milagre? "Vamos deixar esta terra," aconselhou Têrach a Avram. "Iremos para a terra de Canaã onde Nimrod não governa." Por que Têrach, de repente, achava que seu filho Avram deveria se pôr a salvo do Rei Nimrod? Não havia sido o próprio Têrach que pediu ao rei que castigasse Avram porque não ter acreditado nos ídolos? Mas, após presenciar o grande milagre que aconteceu a Avram, Têrach mudou de ideia. Começou a acreditar que Elohim era o Mestre do Mundo. Muitos anos depois, antes de morrer, Têrach abandonou definitivamente a adoração aos ídolos e fez completa teshuvá. Avram concordou com a sugestão do pai de se mudar para a terra de Canaã. Têrach, Avram e suas famílias partiram para Canaã. No caminho, passaram por um lugar chamado Charan. Têrach viu que lá estariam a salvo, pois aquele lugar estava fora dos domínios de Nimrod. Por isso Têrach decidiu: "Vamos ficar aqui!"
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
A RÉPLICA NA TERRA - parte 1
O TABERNÁCULO DE MOSHE
1. Convergência: a premissa da réplica. Elohim estabeleceu um padrão de adoração nos céus e deseja
que este seja replicado na terra. A casa de Elohim na terra é, então, a réplica da adoração e da ética que acontecem nos céus agora. “QUE construam um santuário para mim, para QUE EU possa habitar entre eles. De acordo com tudo QUE EU vou mostrar a você, como o padrão do tabernáculo e o padrão de todos os SEUS móveis, só assim você deve construí-LO.” (Êx 25.8,9 – NASB) A manifestação da presença de Elohim, que desceu de forma gloriosa e inigualável (Sh'mot 40), aconteceu como consequência da construção de um santuário no padrão que Elohim havia estabelecido e mostrado a Moshe. Elohim havia estabelecido e mostrado a Moshe. Moshe acessou a sala do trono de Elohim no topo do monte Sinai, onde viu o piso dela e os pés de Elohim. O Sinai se tornou a intersecção entre céus e terra por alguns dias.
MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
Houve acesso à realidade do céu quando no alto monte (onde Yeshua e os discípulos estavam) Yeshua foi transfigurado; fez-se, então, a convergência entre céus e terra. “Seis dias depois, YESHUA tomou consigo Kefa, Yaakov e Yochanan, irmão deste, e os levou em particular a um alto monte; e foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandeceu como o sol, e suas roupas tornaram-se brancas como a LUZ. Então apareceram diante deles Moshe e Eliyahu, falando com ele. Tomando a palavra, Kefa disse a YESHUA: Senhor, é bom estarmos aqui; se Quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, Outra para Moshe e Outra para Eliyahu. Ele ainda estava falando quando uma Nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; a ele ouvi. ouvindo isso, os discípulos caíram com o rosto em terra e ficaram com Muito medo. Então, YESHUA aproximou-se e, tocando-os, disse: Levantai-vos e não temais. E, erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém senão YESHUA. Enquanto desciam do monte, YESHUA lhes ordenou: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.” (Mt 17.1-9 –A21).
Os nomes e títulos dados ao tabernáculo
No Tanakh encontramos muitos nomes diferentes para designar o tabernáculo de Moshe. Cada um deles revela um aspecto particular, assim como os vários nomes dados à Comunidade na brit hadasha falam de diferentes aspectos dela.
a. Tabernáculo “Eles me farão um santuário para que eu habite no meio deles. E fareis conforme tudo o que eu te mostrar como modelo do tabernáculo e de todos os seus utensílios.” (Êx 25.8,9 – A21)
A palavra “tabernáculo” significa, literalmente, “tenda” OU “morada”. O tabernáculo era o LUGAR de habitação do Altíssimo.
b. Santuário “Eles me farão um santuário para que eu habite no meio deles.” (Êx 25.8 – A21) A palavra “santuário” significa “lugar santo” ou “lugar separado”. O santuário era um lugar separado para a habitação do ELOHIM santo.
c. Tenda do Testemunho “No dia em que o tabernáculo foi levantado, a Nuvem o cobriu, isto é, a própria tenda do testemunho; e havia algo parecido com fogo sobre o tabernáculo, desde a tarde até a manhã Seguinte.” (Nm 9.15 – A21) “E Moshe colocou as varas diante do YAWHEH, na tenda do testemunho.” (Nm 17.7 – A21) “Faz QUE também teus irmãos se aproximem, a tribo de Levi. A tribo de teu pai, para que se Juntem a ti e te sirvam; mas tu e teus filhos estareis diante da tenda do testemunho.” (Nm 18.2 – A21) “Ali virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar para os israelitas.” (Êx 25.22 – A21) “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e levarás a arca do testemunho para dentro do véu. Este véu fará separação entre o LUGAR santo e o LUGAR santíssimo. Porás o propiciatório sobre a arca do testemunho no LUGAR santíssimo.” (Êx 26.33,34 – A21). O tabernáculo recebeu este título “tenda do testemunho” porque nele estava a arca da aliança a qual continha as tábuas da Torá, consideradas o “testemunho” de um Elohim santo e que determinavam seu padrão moral para o Israel redimido.
d. Casa de Elohim “Levarás à casa do YAWHEH teu ELOHIM o melhor dos primeiros Frutos da tua terra.” (Êx 34.26a – A21) “Não trarás o salário da prostituta nem o pagamento do prostituto para a casa do YAWHEH, teu ELOHIM, para pagar voto algum, pois essas duas coisas são abominação para o YAWHEH, teu ELOHIM.” (D’varim 23.18 – A21). “Agora, sois malditos, e entre vós nunca deixará de haver escravos, lenhadores e tiradores de água para a casa do meu ELOHIM.” (Js 9.23 – A21) Esta era a casa de Elohim na qual ele é o Yawheh.
e. Tenda do Encontro “Então a Nuvem COBRIU a Tenda do Encontro, e a Kavod do Yawheh ENCHEU O tabernáculo. Moshe não podia entrar na Tenda do Encontro, PORQUE a Nuvem estava sobre ela, e a glória do Yawheh enchia o tabernáculo.” (Êx 40.34,35 – NVI) Este era o lugar onde todos se reuniam para os dias festivos e para a adoração. Da mesma forma como eles se reuniam junto à porta da Tenda do Encontro, nós nos aproximamos da Porta – o Senhor Yeshua Hamashiach. Ele mesmo declarou: “EU SEREI a porta. Se ALGUÉM entrar por mim, será salvo. Entrará e sairá, e achará pastagem.” (Jo 10.9 – A21).
Réplica estrutural:
Moshe usa estrutura dos céus como modelo no tabernáculo
OS MÓVEIS DO TABERNÁCULO
Moshe fez uma réplica estrutural, ou seja, replicou a estrutura que viu nos céus na construção do tabernáculo. A divisão em três espaços (Átrio, Santo Lugar e Santo dos Santos) e também os móveis não foram uma invenção de Moshe. Em Sh'mot fica claro que lhe foi dado um modelo, um padrão, do que realmente existia nos céus. Vejamos alguns dos seus móveis e utensílios: a. A arca “Também farão UMA arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o SEU comprimento, de um côvado e meio, a largura, e de um côvado e meio, a altura.” (Êx 25.10 – ARA) “ABRIU-SE, então, o santuário de ELOHIM, que se acha nos céus, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.” (Ap 11.19 – ARA) A arca era uma caixa, mas funcionava como uma espécie de trono. Nos céus existe uma arca da aliança, e a arca da terra foi uma réplica dela.
b. O altar de incenso “Farás também um altar para queimares nele o incenso; de madeira de acácia o farás.” (Êx 30.1 – ARA) “Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de Ouro, e foi-lhe dado muio incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de Ouro que se acha diante do trono.” (Ap 8.3 – ARA) Diante do trono de Elohim nos céus há um altar de incenso, assim como o que havia no tabernáculo.
c. Candelabro “Também farás um candelabro de ouro puro e batido, tanto no seu pedestal como na sua haste. Os seus copos, os seus cálices e os seus botões formarão com ele uma só peça. E de seus lados sairão seis braços: três de um lado e três do outro. Em um braço haverá três copos em forma de flor de amêndoa, com cálice e botão; também no outro braço, três copos em forma de flor de amêndoa, com cálice e botão. Assim serão feitos os seis braços que saem do cande- labro. Mas na haste central haverá Quatro copos em forma de flor de amêndoa, com seus cálices e botões” (Êx 25.31-34 – A21) “Voltei-me para ver QUEM falava comigo. Voltando-me, vi sete candelabros de Ouro” Apocalipse 1:12
d. Altar de bronze “Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o seu comprimento, e de cinco, a largura (será quadrado o altar), e de três côvados, a altura. Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres, os quais formarão UMA só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.” (Êx 27.1,2 – ARA) “ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Yawheh ELOHIM, Todo-Poderoso, verdadeiros e Justos são os teus juízos.” (Ap 16.7 – ARA) O bronze na Bíblia representa juízo. Existe um altar nos céus de onde é liberada uma palavra de juízo.
e. Incensário “Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do YAWHEH, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu.” (Lv 16.12 – ARA) “E o anjo tomou o incensário, ENCHEU-O do fogo do altar e o atirou à terra. E Houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.” (Ap 8.5 – ARA) O anjo tem um incensário semelhante aos que os sacerdotes do tabernáculo usavam.
f. Vestes sacerdotais “Farás vestes sagradas para Aharon, teu irmão, para kavod e ornamento. Falarás também a todos os homens hábeis a QUEM enchi do espírito de sabedoria, que façam vestes para Aharon para consagrá-lo, para que me ministre o ofício sacerdotal. As vestes, pois, que farão são estas: Um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada, mitra e cinto. Falarão vestes sagradas para Aharon, teu irmão, e para seus filhos, para me oficiarem como sacerdotes.” (Êx 28.2-4 – ARA) Yochanan viu Yeshua com uma vestimenta semelhante à dos Kohen Gadol. “Voltei-me para ver QUEM falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com UMA cinta de Ouro.” (Ap 1.12,13 – ARA) Moshe replicou (imitou) o que estava nos céus, e as realidades que construiu já existiam originalmente nele. O próprio tabernáculo com sua estrutura dividida em três partes (Átrio, Santo Lugar, Santo dos Santos) faz referência ao primeiro, segundo e terceiro céus.
Outros paralelos entre o tabernáculo e o jardim:
Metais preciosos e pedras preciosas são usados em ambos: “Do Éden saía um rio que regava o jardim; ele se dividia dali, formando Quatro braços. O nome do primeiro é Pisom: este é o que contorna toda a terra de Havilá, onde há Ouro; o Ouro dessa terra é bom; ali existem o bdélio e a pedra de berilo.” (Gn 2.10-12 – A21) Leia também: Sh'mot 25.7-31. Elohim andou em ambos: “Ao Ouvirem a voz do YAWHEH ELOHIM, que andava pelo jardim no final da tarde, o homem e sua mulher esconderam-se da presença do YAWHEH ELOHIM, entre as árvores do jardim.” (Gn 3.8 – A21) “Estabelecerei o meu tabernáculo no meio de vós, e não sereis UMA abominação para mim. Andarei no meio de vós e serei o vosso ELOHIM, e vós sereis o MEU povo.” (Lv 26.11,12 – A21)
“PORQUE o YAWHEH, teu ELOHIM, anda no meio do TEU acampamento, para te livrar e para te entregar os inimigos; por isso, TEU acampamento será santo, para QUE ele não veja coisa Impura em ti e se afaste de ti.” (Dt 23.14 – A21)
2. Aplicação geral do princípio da réplica
A aplicação geral do princípio da réplica refere-se aos elementos dos movimentos de Elohim na história bíblica, os quais espelham o design original da Cidade Santa na Terra; e também à história
de Elohim restaurando um remanescente da humanidade para ser um povo sacerdotal.
a. A morada de Elohim – uma cidade em forma de montanha Elohim mora na Nova Yerehushalayim, a qual é um monte. A cidade principal durante a história da humanidade é Yerehushalayim, e Elohim fala que deseja morar nela. Podemos dizer, então, que o centro (o palco) da história da redenção é a
cidade de Yerehushalayim, com o seu monte e um templo no topo dele. Esse é o alvo de Elohim, ele quer fazer uma réplica dos céus na terra.
b. A história do sacerdócio Elohim também está trabalhando para que o seu remanescente seja um povo sacerdotal, separado para si. Um povo que o tem como Elohim e o adora assim como é adorado incessantemente nos céus, um povo que legislará e governará junto com ele. Eles serão ministros do Elohim vivo que representarão a sua santidade, sua justiça e sua glória na terra. Réplica litúrgica: Moshe usa a liturgia dos céus como modelo no Tabernáculo, as características do Templo Celestial (reveladas em Yeshayahu 6 e Revelação 4 e 5) foram replicadas na história do tabernáculo e do templo de Israel A Adoração do Santuário, assim como Elohim é adorado nos céus, ele deseja ser adorado na terra. Observando o que acontece nos céus e, especificamente, no santuário celestial, vemos que há um padrão de adoração que nós, na terra, devemos nos basear.
Princípios litúrgicos de adoração celestial:
a. Universal
Todos nos céus adoram a Elohim, e ele deseja ser adorado por todos na terra. “Então olhei e também OUVI a voz de Muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos cujo número era de milhares de milhares e de milhões de milhões. Eles proclamavam em alta voz: O Cordeiro que foi morto é digno de receber o poder, a Riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o LOUVOR. Também OUVI todas as criaturas que estão nos céus, na terra, debaixo da terra, no mar e tudo que neles existe, dizerem: Ao que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o LOUVOR, a honra, a kavod e o domínio pelos SÉCULOS dos SÉCULOS! E os quatro seres viventes diziam: Amém. Os anciãos também se prostraram e adoraram.” (Ap 5.11-14 – A21)
b. Exclusiva
Somente Elohim é adorado nos céus, pois ali ele é o centro. Por causa de sua kavod, todos os olhos estão voltados para ele. “Diante do trono também havia algo parecido com um mar de vidro, claro como cristal. No meio e ao redor do trono havia quatro seres viventes cheios de olhos, na frente e atrás. O primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo, semelhante a um touro; o terceiro tinha rosto de homem e o quarto era semelhante a uma águia voando. Cada UM dos seres viventes tinha seis asas que estavam cheias de olhos em volta e por baixo.” (Ap 4.6-8a – A21)
c. Incessante
A adoração é contínua, nunca acaba. “De dia e de noite eles diziam sem cessar: Santo, Santo, Santo é o Yawheh ELOHIM, o Todo poderoso, AQUELE QUE era, QUE é e QUE há de vir. Sempre que os seres viventes davam kavod e honra e ações de benevolência ao QUE estava assentado no trono, ao QUE vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado no trono, adoravam o que vive pelos séculos dos Séculos e lançavam suas coroas diante do trono, dizendo: Nosso Yawheh e nosso ELOHIM, tu és digno de receber a kavod, a honra e o poder, porque tu criaste todas as coisas e, por tua vontade, elas existiram e foram cria- das.” (Ap 4.8b-11 – A21)
Modelos litúrgicos de adoração nos céus:
a. Oração
Há oração nos céus. Os anjos oferecem a Elohim o incenso que são as orações dos santos. “Veio outro anjo e colocou-se junto ao altar, segurando um incensário de ouro; foi-lhe dado muito incenso
para que ele o oferecesse sobre o altar de Ouro que está diante do trono, juntamente com as orações
de todos os santos. Da mão do anjo SUBIU, diante de ELOHIM, a fumaça do incenso junto com as orações dos santos.” (Ap 8.3,4 – A21)
b. Canto antifonal
Vemos nos céus uma adoração responsiva, ou antifonal, que consiste na alternância de vozes e repetições. Nela os anjos respondem uns aos outros sobre a glória de Elohim, numa espécie de diálogo de adoração. “E não vos embriagues com vinho, que leva à devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Yawheh no coração, e sempre dando graças por tudo a ELOHIM, o Pai, em nome de nosso Yawheh YESHUA HAMASHIACH” (Ef 5.18-20 – A21) “E, acima de tudo, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. A paz do Mashiach, para a qual também fostes chamados em um só corpo, domine em vossos corações, e sede agradecidos. A palavra do Mashiach habite ricamente em vós, em toda a sabedoria; ensinai e aconselhai uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a ELOHIM com gratidão no coração. E tudo quanto fizerdes, quer por palavras, quer por ações, fazei em nome do Yawheh, dando graças por ele a ELOHIM Pai.” (Cl 3.14-17 – A21)
c. Música
A música é parte central da adoração nos céus, e não somente da terra. Vemos na adoração celestial cânticos e instrumentos musicais. “Logo que pegou O livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: TU és digno de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto, e com o téu SANGUE compraste para ELOHIM homens de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.8,9 – A21) Tipos de adoração.
Adoração incessante
“No ano em que morreu O rei Uzias, eu vi o Yawheh assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de seu manto enchiam o templo. Acima dele havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. E clamavam uns aos outros: Santo, santo, santo é o YAWHEH dos Exércitos; toda a terra está cheia da SUA glória.” (Is 6.1-3 – A21)
“Cada um dos seres viventes tinha seis asas que estavam cheias de olhos em volta e por baixo. De dia e de noite eles diziam sem cessar: Santo, Santo, Santo é o Yawheh ELOHIM, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” (Ap 4.8 – A21) Duas épocas diferentes, uma no passado e outra no futuro. Muitos anos depois os anjos ainda estão cantando que Elohim é Santo. Elohim está levantando um movimento de adoração incessante ao redor da terra.
b. Adoração musical
Adoração não é música em si, mas Elohim decidiu que a adoração que acontece nos céus vai ser expressa em forma de música também. A música sempre fez parte da história do povo de Elohim porque Elohim é o criador da música, e os céus é a terra natal de toda a musicalidade. O movimento que Elohim está levantando de oração e adoração contínua será extremamente musical. Ele está levantando novos músicos e cantores que vão se erguer nessa geração para cantar o cântico do Yawheh. Essa adoração musical também é orante e vai envolver os intercessores que Elohim está levantando para fazer a réplica da liturgia dos céus. “E cantavam UM cântico novo, dizendo: TU és digno de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto, e com o teu SANGUE compraste para ELOHIM homens de toda tribo, língua, povo e nação; e os constituíste reino e sacerdotes para nosso ELOHIM; e assim reinarão sobre a terra.” (Ap 5.9,10 – A21) “Orai sem cessar.” (1 Ts 5.17 – A21)
c. Adoração antifonal
A adoração celeste é antifonal, ou responsiva, assim como Yeshayahu viu no capítulo 6 quando a adoração celeste estava acontecendo ao redor do trono. Os anjos declaravam que Elohim é Santo e diziam isso uns para os outros em forma de declarações e respostas. As- sim como o sentido da palavra “amém” é uma resposta significando “que assim seja”, nos céus a concordância em resposta às declarações acontece o tempo todo na adoração. Os seres viventes declaram algo a respeito de Elohim e outro anjo, ou ser celestial, ouve e responde em concordância.
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