Introdução
é comum que diversos de nossos conceitos e visões de mundo se cristalizem, e se tornem para nós como verdades absolutas. Muitas vezes, podemos jurar que boa parte desses conceitos vêm da Bíblia. o passar do tempo, é comum que diversos de nossos conceitos e visões de mundo se cristalizem, e se tornem para nós como verdades absolutas. Muitas vezes, podemos jurar que boa parte desses conceitos vêm da Bíblia.
Mas, nem sempre é o caso.
Há inúmeros conceitos que, por mais que sejam populares, não vêm da Bíblia. Em vários casos, são conceitos que podem até mesmo ser heresia à luz do Texto Sagrado.
Este artigo apresentará alguns dos mais comuns. Além de esclarecer o leitor, também objetiva abrir seus olhos, para que esteja disposto a sempre rever seus conceitos, buscando transformá-lo à luz do estudo das Escrituras.
I – A Voz do Povo é a Voz de Deus
Muita gente pensa que se a maioria entende algo de determinada maneira, isso significa que tal coisa é verdade. Daí o provérbio popular: “A voz do povo é a voz de Deus.”
O provérbio pode ser popular, mas não é bíblico. Pelo contrário, a Torá diz: “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.” (Shemôt/Êxodo 23:2)
Por diversas vezes, a voz da maioria na própria Bíblia foi negativa aos olhos do Eterno. Como, por exemplo, quando o povo de Israel queria matar Yehoshua` (Josué) e Kaleb (Calebe) por trazerem um relato de que a terra da promessa era boa (vide Nm. 14)
II – Impureza/Imundícia Cerimonial é Pecado
Na cultura politeísta, acreditava-se que os lugares altos e templos fossem literalmente casas onde os deuses repousassem. Da mesma forma que você sente repulsa de estar num lugar sujo, entendia-se que os deuses poderiam se afastar de tais lugares. Como isso era extremamente importante na cultura semita, era impossível que o culto ao Eterno não contemplasse isso.
Estar imundo na presença do Eterno era considerado um desrespeito gravíssimo. Como a Casa do Eterno, ou o seu arraial, era um local no qual se entendia que Ele habitava, os filhos de Israel ficariam temerosos de que a impureza pudesse afastar a presença do Criador.
No entanto, isso não tem a ver com pecado. Várias coisas corriqueiras poderiam causar impureza cerimonial, tais como a relação sexual de um casal (Lv. 11:32).
Há casos em que a Torá até mesmo ordena que se alguém se torne impuro. Como, por exemplo, em caso de morte de familiar próximo a um sacerdote:
“Depois disse ADONAY a Moshé: Fala aos sacerdotes, filhos de Aharon, e dize-lhes: O sacerdote não se contaminará por causa de um morto entre o seu povo, Salvo por seu parente mais chegado: por sua mãe, e por seu pai, e por seu filho, e por sua filha, e por seu irmão. E por sua irmã virgem, chegada a ele, que ainda não teve marido; por ela também se contaminará.” (Wayiqrá/Levítico 21:1-3)
O contato com mortos traz impureza. Contudo, se impureza fosse pecado, a Torá não ordenaria que um sacerdote ficasse impuro.
III – Salvação Espiritual
Embora esse seja um conceito extremamente importante dentro do Cristianismo, o conceito de salvação espiritual não existe no Judaísmo. Até aí, tudo normal, afinal estamos falando de religiões diferentes.
O problema é que, como o conceito cristão é culturalmente muito difundido, muitos passam a ler “salvação espiritual” todas as vezes em que a palavra “salvação” aparece no Tanakh (Bíblia Hebraica), que os cristãos chamam de “Velho Testamento”.
No hebraico, o radical yashá` (יָשַׁע), que costuma indicar salvação ou livramento, aparece mais de 350 vezes. Mas sempre, invariavelmente, no contexto de livramento da mão de inimigos, de situações perigosas ou angustiantes.
Por exemplo, o profeta diz: “Deveras em ADONAY nosso Elohim está a salvação de Israel.” (Yirmiyahu/Jeremias 3:23)
Muitos tomam isso como uma promessa de salvação espiritual. Quando, todavia, buscamos o contexto dos profetas, encontramos: “Naqueles dias andará a casa de Yehudá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.” (Yirmiyahu/Jeremias 3:18)
Em outras palavras, o contexto é a volta do exílio, o fim da angústia da opressão de seus inimigos. No pensamento israelita, não existia a ideia de salvação espiritual, porque os israelitas sempre confiaram que o Eterno seria justo e misericordioso no seu julgamento.
O objetivo deste artigo não é explorar as diferenças teológicas entre Judaísmo e Cristianismo, que são enormes. Até porque este é um site judaico, e não de debates interreligiosos.
Mas até um exegeta cristão certamente concordaria que ler “salvação espiritual” quando aparece a palavra “salvação” nos salmos ou nos profetas é distorcer o contexto da mensagem. Afinal, como poderiam os autores falar de algo inexistente em sua própria cultura?
IV – Dízimo é Mandamento
Há, o tão polêmico mandamento do dízimo. Que, na realidade, não existe. Dízimo, no hebraico ma`assar ou ma`asser (מעשר), na realidade significa “um décimo”. Em outras palavras, dízimo é uma medida, e não um mandamento.
Isso pode ser visto em passagens como, por exemplo: “Tereis balanças justas, efa justo e bato justo. O efa e o bato serão de uma mesma medida, de modo que o bato contenha a décima parte [ma`assar – מַעְשַׂר] do ômer, e o efa a décima parte do ômer; conforme o ômer será a sua medida.” (Ye’hezqel/Ezequiel 45:10-11)
Observe que no contexto acima, a mensagem do profeta é sobre não se fazer alternação nas balanças, e nas medidas usadas para enganar o povo. Não há qualquer referência aos mandamentos que usam um décimo como medida.
O que existem são mandamentos (no plural) que fazem uso da medida do dízimo. Por exemplo, o mandamento aos israelitas de darem a décima parte do que colherem e dos rebanhos (Lv. 27:30-32), o mandamento aos levitas de darem a décima parte do que receberam dos israelitas (Nm. 18:26). Ou ainda a décima-parte da colheita, a cada três anos, que deveria ser destinada a viúvas e pobres (Dt. 14:28-29)
Por que isso importa?
Porque muitos gananciosos tentam utilizar Gn. 14:20 para afirmar que, em suas palavras, “o mandamento do dízimo já existia antes do Sinai”. Ora, a única coisa que essa passagem diz é que a décima parte foi usada. Não há qualquer indicativo de um mandamento implícito à passagem, da mesma forma que o fato de Ye’hezqel (Ezequiel) fala da décima parte, sem qualquer referência a um mandamento.
V – Dízimo de Dinheiro
E por falar em dízimo, uma pergunta: O que cozinheiros, pedreiros, carpinteiros, pescadores, artesãos, ferreiros, escudeiros, oleiros, comerciantes e outros trabalhadores assalariados tinham em comum, nos tempos bíblicos?
Nenhum deles dava dízimo de seus rendimentos!
Os mandamentos dos dízimos (pois, como visto, são vários) não incidiam sobre pessoas, nem sobre dinheiro, e sim sobre a produção da terra (Lv. 27:30), e dos rebanhos (Lv. 27:32).
Se tais pessoas mencionadas no primeiro parágrafo tivessem suas próprias plantações e rebanhos, seria delas que viriam os dízimos. Se não tivessem, nada estariam obrigadas a dar no tocante aos dízimos.
A lógica era simples: A tribo de Levi não ganhou terras na partilha. Logo, não tinha condições de plantar e criar gato, para que pudessem se alimentar. Em troca, eles serviriam como juízes e mestres em Israel, além de trabalharem no Tabernáculo. O tempo que iriam gastar com plantio e com criação de gado poderia ser dedicado ao trabalho indicado.
Tanto o dízimo nunca foi dado sobre dinheiro, que a Torá chega a dizer: “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante ADONAY teu Elohim, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer a ADONAY teu Elohim todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher ADONAY teu Elohim para ali pôr o seu nome, quando teu Elohim te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher ADONAY teu Elohim; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante ADONAY teu Elohim, e alegra-te, tu e a tua casa; Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.” (Debarim/Deuteronômio 14:22-27)
Observe: Se a pessoa não pudesse levar os alimentos ao Templo, deveria vendê-los, e trocar por alimentos, mas não daria dinheiro aos sacerdotes. Antes, deveria fazer um banquete na presença do Eterno.
VI – O mundo está cada vez pior
A impressão de que o mundo está cada vez pior vem de duas coisas. A primeira: a maioria das pessoas tem uma vida mais fácil na infância, e a vida vai se complicando a partir da idade adulta. Logo, a pessoa está condicionada a achar que tudo que tudo tende a piorar.
A segunda: Vivemos em plena revolução das telecomunicações, e temos acesso a uma enormidade de informações das quais éramos poupados. Se uma pessoa não assistisse a um noticiário, ou lesse um jornal, poderia passar meses achando que tudo está perfeito. Mesmo se tivesse acesso aos noticiários, frequentemente eram apenas resumos simples, sem mostrar muitas imagens, e que se ocupavam apenas de coisas consideradas mais relevantes. Isso quando não era propositadamente censurado. Hoje, se uma pessoa joga um filhote de koala no rio lá na Austrália, ficamos sabendo em questões de minutos. Isso também gera uma sensação de que o mundo está pior.
A história, porém, não confirma essa impressão. Lembre-se que não muito tempo atrás, nas guerras mundiais, governos cometeram genocídios em massa, dizimando boa parte da população, com requintes de crueldade. E o que dizer da Idade Média? Ou do próprio Império Romano? Fato é que, pasme o leitor, na realidade, o mundo está melhor, e não pior. Muito do que era feito outrora a céu aberto, hoje geraria indignação.
Claro, você pode estar numa situação pior, ou um país pode ter uma fase pior (como a crise brasileira), mas quando se considera a humanidade como um todo, a coisa muda de figura.
Como se não bastasse o fato de que as estatísticas não confirmam essa impressão, ainda a própria Bíblia Hebraica diz, de maneira explícita:
“Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta.” (Qohelet/Eclesiastes 7:10)
Para bom entendedor, meia palavra basta.
VII – Deus não dá fardo maior do que podemos suportar
A ideia é linda. Pode até, dentro de certo contexto, fazer sentido. Mas, não é bíblica. Não existe na Bíblia Hebraica nenhum tipo de afirmação dessa natureza.
Imagine um pai, assistindo à morte de seus filhos num campo de concentração nazista. Acaso poderíamos dizer que “Deus não deu a ele fardo que não pudesse suportar?”
Essa ideia, na realidade, é uma grande heresia, porque pode acabar gerando nas pessoas as seguintes sensações:
1) A ideia de que tudo o que nos sobrevém é do Eterno. Na realidade, muitas vezes, o que vem a nós é fruto das escolhas da humanidade. Seja de terceiros, seja de parentes, ou seja de nós mesmos.
Por exemplo, a Torá diz que se o povo de Israel andasse em rebeldia, o Eterno não os protegeria contra exércitos inimigos. O que, então ocorreria? “Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e por eles desfalecerão todo o dia; porém não haverá poder na tua mão.” (Debarim/Deuteronômio 28:32)
Aqui observamos a consequência das ações dos pais sobre seus próprios filhos. Da mesma forma que, se um de seus pais escolheu se entregar à bebedeira, talvez você tenha tido uma infância dificílima. Acaso ser agredido por um pai embriagado não é fardo pesado demais para ser suportado?
2) A falsa ideia de que tudo seja questão de perseverança. Muitas vezes, quando as coisas dão errado, é sinal de que o caminho está errado, e não de que você precise ter mais fé.
Por exemplo, vemos a história de Moshé (Moisés): “E aconteceu que, no outro dia, Moshé assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.” (Shemôt/Êxodo 18:13)
Sabemos pelo restante da narrativa que Moshé (Moisés) percebeu, através do sábio conselho de seu sogro, que estava fazendo errado de conversar com o povo um por um. Imagine se Moshé, ao invés de acatar o seu sogro, invocasse o chavão de que o Eterno não daria a ele fardo maior do que podia suportar? Moshé teria “perseverado” num caminho ruim, não por fé, mas por pura teimosia.
Além disso, existem dezenas de passagens nas quais as pessoas na Bíblia passam por fardos muito maiores do que poderiam suportar. Por exemplo, Dawid (Davi) chega a dizer, quando foi traído por uma pessoa próxima:
“Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido.” (Tehilim/Salmos 55:13) (55:12* em algumas versões).
Na verdade, quando entendemos que há fardos demasiadamente pesados para suportar, é nessas horas que entendemos que precisamos ainda mais do Eterno, ou mesmo do apoio de pessoas próximas, que nos ajudem a carregar tais coisas!
Conclusão
Como se pode ver, existem diversas ideias que, por mais que sejam populares, não necessariamente se fundamentam no Tanakh (Bíblia Hebraica).
É importante deixar que as Escrituras falem por si, ao invés de tentarmos encaixar nossas próprias percepções no texto bíblico.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
A Oração Muda o Coração de Yawheh?
Nossa oração muda o coração de Yawheh?
É comum ouvir no meio cristão que nossas orações tem poder para criar coisas, para mover ou mudar o coração de Yawheh e os Seus planos para as nossas vidas?
Será isso verdade? Para respondermos a esta pergunta, é necessário respondermos a uma outra pergunta. Como um ser imutável pode mudar de opinião ou mudar os seus planos?
A resposta para as duas questões é simplesmente um NÃO.
A oração não muda Yawheh e nem altera os Seus planos, também não pode criar ou mudar qualquer situação. Entretanto a oração muda o nosso coração e nos faz aproxima aproximarmos mais dEle e a também ficar no centro da sua vontade, ficando conforme a sua soberana vontade. Yawheh é imutável em sua natureza e em seu propósito final, isso não significa que Sua imutabilidade seja uma imobilidade, as obras de Yawheh permanecem interminavel e com muitas variações (Yochanan 5:17).
Os versos que falam sobre mudança ou arrependimento de Yawheh (Gn 6:6-7; Ex 32:14; I Sm 15:11,35; Jr 18:7-11) significa dizer que Yawheh abranda ou muda sua maneira de lidar com o homem, tudo dentro do seu propósito eterno.
Apesar de alguns textos bíblicos afirmar que Yawheh se "arrependeu", e isso se chama antropopatismo que é atribuir a Yawheh sentimentos e emoções humanas, prefiro o texto que diz: "Yawheh não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa" (Nm 23:19). Alguns argumentarão que os textos são contradizente, mas não é verdade, primeiro porque Yawheh é soberano sempre, o arrependimento de Yawheh, conforme um sentimento humano é contra os princípios da natureza divina, mas se pensarmos que os textos que falam sobre arrependimento, significa a ação da misericórdia de Yawheh, então este está de acordo com a natureza divina e soberana, não ferindo seus princípios.
De acordo com este artigo, não podemos mover o coração de Yawheh em nosso favor, ou mudar qualquer situação em nosso favor, seja através das orações ou de qualquer outra atividade humana. Crer que podemos mover Yawheh ou mudar as circunstância em nosso favor através da oração, é crer que Yawheh age em nosso favor, de acordo com nossas atitudes, e que somos livre para tomarmos as decisões que nos convém, de acordo com nossa vontade e desejos. Mas a bíblia diz que somos justificados gratuitamente pela graça de Yawheh (Rm 3:24) e que somos salvos pela graça através da fé, que não vem de nós, mas de Yawheh (Ef 2:8). A oração que move ou muda a Yawheh em nosso favor é um pensamento da Teologia Relacional (este tema merece um post), cujo Yawheh se torna mais humano, semelhante aos deuses gregos.
A oração tem um papel importante na vida do discípulo, ela é um meio de relacionamento entre o homem e Yawheh, mas acima de tudo a oração nos muda e nos transforma de acordo com a vontade do Criador. A oração do Pai Nosso é o modelo que devemos adotar em nossas orações, principalmente no quesito "Seja feita a Tua vontade na terra, assim como é feito a vontade do Pai nos céus". Esta é a oração que nos coloca no centro da vontade de Yawheh e que nos transforma para realizarmos os propósitos de Yawheh.
A oração confirma a intimidade e confiança que existe entre o discípulo e Yawheh. Quanto mais oramos a oração do Pai Nosso, mais estaremos no centro da Sua vontade, mais realizaremos os Seus desígnios que foram preparados para nós.
A minha oração é para que o Espírito de Santidade nos ajude a orar a vontade do Pai, para que sejamos um com Ele e que façamos aquilo para o qual fomos eleitos, sem atrapalhar ou atrasar a obra do Eterno.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Aliança condicional e Aliança incondicional
Existem dois tipos de alianças na Bíblia:
condicional e incondicional. A "condicional" significa que, para
Yawheh cumprir sua parte, a humanidade deve cumprir a sua primeiro. Já as
alianças "incondicionais" são aquelas que Yawheh cumpre com o
seu poder divino. Cada uma das oito principais alianças na Bíblia cai em uma
dessas duas categorias e opera dentro de "dispensações", ou períodos
de tempo específicos. Cada uma aborda um conjunto específico de participantes e
circunstâncias. 1. A Aliança Edênica (condicional) A Aliança Edênica é uma
condicional, encontrada no B'reshit 1:26-31, 2:16-17, que traça as
consequências do pecado de Adam e Havá no Jardim do Éden. Sua desobediência
determinou o destino de toda a humanidade. Na Aliança Edênica,
Yawheh promete a Adam que as bênçãos e maldições dependem da fidelidade da
humanidade. Por causa de seu pecado, a aliança prevê que o homem finalmente
terá uma morte física e espiritual. 2. A Aliança Adâmica (condicional) A
Aliança Adâmica é encontrada em B'reshit 3:16-19 e é uma aliança incondicional.
Embora só Yawheh e Adam sejam participantes dessa aliança, Adam é
considerado um representante de toda a humanidade, ou seja, a oferta ainda se
aplica nos dias de hoje. Na Aliança Adâmica, Yawheh diz a Adam que tipo de
dificuldades pode esperar na vida por causa de seu pecado. Muitos estudiosos
interpretam essa aliança de maneira a incluir a promessa de um redentor que virá
para resgatar os homens da consequência do pecado. Esta aliança determina a
vida do homem decaído, e marca condições que prevalecerão até a época do reino
eterno. "A própria criatura será liberada do cativeiro da correção para a
liberdade da Kavod dos filhos de Elohim '\ Rm 8.21. Os Elementos da Aliança
Adâmica, são os seguintes: 1. A Serpente, instrumento de Satanás, amaldiçoada;
2. A primeira promessa de um redentor, Gn 3.15; 3. A condição da Mulher mudada
em três sentidos, Gn 3.16: concepção multiplicada; maternidade ligada com
sofrimento; sujeição ao homem, Gn 1.26,27. 4. A Terra Amaldiçoada por causa do
homem, Gn 3.17; 5. O inevitável cansaço da vida, Gn 3.17; 6. O leve trabalho do
Éden, Gn 2.15; mudado para o serviço laborioso, Gn 3.18,19,e 7. A morte física,
Gn 3.19; Rm 5.12,2; para a Morte Espiritual (veja-se Gn. 2.17; Ef. 2.5).
Yawheh dá uma demonstração que sua atitude para com o Homem é sempre com o
intuito de fazê-lo compreender sua pequenez e dependência, mas jamais deixa de
prover". Aqui, duas Ofertas Diferentes: 1. Abel. Oferece sangue. Ele
mostrou penitência e desejo de aproximar-se de Yawheh. O sacrifício foi feito
pela Fé nos atributos que ele via em Yawheh, I Jo 3.12. Devemos observar que
havia uma grande diferença na conduta de Caim e Abel, que era um homem de fé e
obediente ao Eterno, Gn 4.4; Hb 11.4 e Caim, ofereceu dos frutos do campo que
cultivava, demonstrando um espírito de alta confiança, onde temos uma
"Oferta Sem Fé", movida pela rebelião e pelo desprezo ao Redentor.
Yawheh recebe a oferta de Abel e Caim revolta-se e mata seu irmão: "É
bom notar que a "primeira contenda" entre irmãos resultou em ódio,
separação e morte ". 2. Caim. Foi o primeiro a construir cidades e o
primeiro a glorificar o nome do homem, Gn 4.17. Edificou uma cidade e pôs o
nome de seu filho, Hanok. Sua Linhagem Ímpia: Lameque, Gn 4.19. Foi o
"primeiro polígamo", isto é, possuiu mais de uma mulher, Gn 4.23,24.
Brigou com um rapaz, saiu ferido e o matou. Jabal, um dos filhos de Lameque.
Distingue-se como o "primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma
vida nômade", habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento. Jubal,
outro filho de Lameque. Foi o "Inventor de Instrumentos Musicais". A
música é do Yawheh e haverá maravilhosa harmonia nos Céus. Tubal-Caim era
"fabricante de Artefatos de Ferro e Cobre". Possivelmente, foi o
primeiro homem a forjar armas bélicas Por causa desses materiais, Gn 6.13, é
"pois a terra está cheia de violência dos homens". Isso indica a
orgia de crimes, homicídios e obras iníquas. Esses homens: Jabal, Jubal e
Tubal-Caim eram ímpios, Gn 4.26. Depreendemos de Gn 4.25, que o assassinato de
Abel teve lugar pouco antes do nascimento de Sete, isto é, uns 130 anos depois
da criação do homem. Por isso não devemos pensar que Abel e Caim fossem os
únicos filhos de Adam e Havá. Em B'reshit 3.20, lemos: Havá, mãe de todos os
viventes; e Gn 5.4, registra que Adam e Havá tiveram filhos e filhas. A
tradição diz que foram 33 filhos e 27 filhas. Esses naturalmente tiveram
descendências. Por isso quando Abel morreu, provavelmente havia muito mais
gente no mundo do que se pensa. Yawheh coloca um sinal em Caim, Gn 4.15.
Na V.B. lê-se: "Yawheh deu um Sinal a Caim'9. Não devemos entender
que ele fosse marcado, mas que Yawheh, de alguma maneira, assinalou a pretensão
divina. Uma pergunta freqüente é esta: "Com quem casou Caim? ". A
resposta, por uma suposição, é esta: com uma irmã dele. Você talvez vai ignorar
este casamento, mas não deve esquecer que a proibição de casamento com parente
próximo, veio só 2.500 anos depois, Lv 18.6. Sabemos que "tais
uniões", ilícitas para os Israelitas, eram praticadas por outros povos, Lv
18.24. 3. A Aliança Noética (condicional) Esta Dispensação durou 427 anos,
desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra,
Gn 10.35; 11. l O-19. O homem fracassou inteiramente e o julgamento do Dilúvio
marca o fim da Segunda Dispensação e o começo da Terceira. A declaração da
aliança com Noach sujeita a humanidade a uma prova: "o homem é
essencialmente responsável pelo governo do mundo, de acordo com a vontade de
Yawheh". Essa responsabilidade pesou sobre os yehudim e gentios, até que o
fracasso de Israel sobre a Aliança da Palestina, Dt 28-30.1-10, resultou no
julgamento dos cativos quando começaram "os tempos dos gentios", Lc
21.24. O governo do mundo passou definitivamente para os gentios, Dn 2.3 6-45;
At 15.14-17, e Israel, como os Gentios, tem governado para si e não para
Yawheh. Neste trecho de Noé e seus descendentes, contém alguns pontos que pedem
a nossa atenção: a bênção e a promessa de Yawheh', o pacto que fez com Noach e
com toda a alma vivente. O arco-íris, Gn 9.12,17. Alguns pensam que antes do
Dilúvio, nunca houve chuva, Gn 2.6. Ezequiel teve uma visão, Ez l .28:
"Como o aspecto do arco que aparece no dia da chuva, assim era o aspecto
do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da kavod do Yawheh; e,
vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava". Em Gn
9.21, lemos sobre a embriaguez, de Noach que nos faz ver que até um homem
ricamente abençoado por Yawheh pode ser vencido por pecados carnais. De
passagem, notamos o procedimento correio de Sem e Jafé, que em tempos remotos
tiveram um sentimento moral tão desenvolvido como o dos mais ilustrados de
hoje. Notamos também, como a maldição caiu sobre Canaã, o filho mais moço de
Cão, e não sobre seu pai, e desde então os Cananitas foram adversários do povo
de Yawheh, até serem totalmente extintos da Terra, Is 17.18. Se a Bíblia não
tivesse registrado: a embriaguez de Noé; o adultério de Davi e a mentira de
Pedro, estaríamos imaginando que os homens piedosos do passado eram diferentes
de nós mesmos, pois temos tido nossos lapsos na senda da retidão. Verificamos
que tal falha não nos autoriza cairmos no mesmo delito, porque deles já temos a
história e o aviso: "Olha, Não Caia). Quatro Raças originaram-se dos
quatro filhos de Cão. Essas por sua vez subdividiram depois, povoaram as terras
da África, da Arábia Oriental, da Costa Oriental do Mar Mediterrâneo e do
grande Vale dos rios Tigre e Eufrates. Descendentes de Noach: a) Jafé: zona
Norte das nações e as proximidades dos mares Negro e Cáspio: as raças
caucásicas da Europa e Ásia. b) Cão: zona Sul das nações, a Arábia Meridional e
Central, o Egito, a costa oriental do Mediterrâneo e a costa oriental da
África. (Canaã, filho de Cão). c) Sem: zona central das nações. Os semitas
incluíam os yehudim, assírios e sírios, na parte Norte do vale do Eufrates. A
Aliança com Noé, Gn 9.1-17: 1) Confirmação de que o homem seria relacionado à
terra, conforme a Aliança Adâmica, Gn8.21; 2) Confirmação da ordem da natureza,
Gn 8.22; 3) Estabelecimento do governo humano, Gn 9. l -6; 4) Garantia de que a
Terra não sofreria outro Dilúvio, Gn 8.21; 9.11; 5) Declaração profética de que
procederia de Cão uma posteridade inferior e serviçal, Gn9.24.25; 6) Declaração
profética de que haveria uma relação especial entre Yawheh e Sem,
Gn9.26.27, e 7) Declaração profética de que de JAFÉ procederiam as "raças
dilatadas ", Gn 9.27. Os governos, as ciências e as artes têm provido,
geralmente, de descendentes de Jafé; assim a História tem confirmado o exato
cumprimento dessas declarações. A Torre de Babel, Gn 11 Neste capítulo do
B'reshit encontramos o começo da confederação e do engrandecimento humano. E
Yawheh desaprovou essa confederação: impediu o projeto de se fazer uma
alta torre que tocasse no "céu". É interessante confrontar com este
começo o desenvolvimento de confederações humanas de hoje e a multiplicação de
nomes partidários. A Descendência de Sem. Vemos que a posteridade abençoada por
Yawheh nem sempre seguiu pela linha do primogênito. Arpachade era o
terceiro filho de Sem, Gn 10.22, e não o primeiro. Em Gn 5, vemos que as idades
dos patriarcas vão quase sempre diminuindo. Porventura seria licito entender
que os anos eram, no princípio, mais curtos do que atualmente 7 Somente assim
poderemos compreender o caso de um homem esperar uns 100 anos antes de
nascer-lhe um filho. 4. A Aliança Abraâmica (incondicional) A Aliança Abraâmica
é uma aliança incondicional em que Yawheh faz uma promessa a Avraham de
que ele seria pai de muitas nações diferentes e que iria prosperar e ser
abençoado. Através de Avraham, veio a raça dos yehudim, e o sinal da aliança é
a circuncisão. Os detalhes da aliança de Avraham pode ser encontrados em
B'reshit 12:1-4, 13:14-17, 15:1-7, 17:1-8. O alcance individual das bênçãos. A
Bíblia revela que Yawheh trata com pessoas e não apenas com nações. É o
que aprendemos com a vida de Avraham. Na Antiga Aliança, as bênçãos
contemplavam o presente, mas também apontavam para o porvir. Eram
circunstanciais, porém sinalizavam algo permanente. As bênçãos, portanto, eram
tanto temporais como eternas. Os temporais eram aqueles que diziam respeito à
realidade pessoal do patriarca; as eternas referiam-se às promessas que estavam
por se cumprir na plenitude dos tempos (Gl 4.4). Quando Yawheh chamou
Avram de Ur dos CalYawheh, o patriarca não partiu motivado por expectativas
materiais e financeiras, mas saiu para cumprir a vontade divina. Mas nem por
isso Avraham deixou de ser abençoado com bens materiais (Gn 24.35). Ele sabia
como lidar com o transitório, pois tinha a mente no eterno. A Aliança Abraâmica
é a precursora das Alianças redentoras e todas as bênçãos espirituais de
Yawheh partem dela (ver B'reshit 12.1-3,7; 13.14-17; 15.1-21; 17.1-21;
22.15-18). Essa Aliança representa uma questão fundamental na profecia bíblica,
no que diz respeito à ainda ser ou não válida para o povo de Israel. As três
principais promessas da Aliança Abraâmica estão relacionadas com terra, semente
(descendência) e uma bênção que se estenderá para todo o mundo (B'reshit
12.1-3). Enquanto Avraham e seus descendentes diretos – Israel – são os
principais envolvidos na promessa, os gentios também são incluídos como
participantes. A Aliança pode ser subdividida em 14 aspectos (a partir do texto
de B'reshit): 1. Uma grande nação surgiria de Avraham: Israel (12.2; 13.16;
15.5; 17.1-27; 22.17). 2. Ele recebeu a promessa de uma terra específica: a
terra de Canaã (12.1,5-7; 13.14-15,17; 15.18-21; 17.8). 3. O próprio Avraham
seria abençoado (12.2; 15.6; 22.15-17). 4. O nome de Avraham seria grande
(12.2). 5. Avraham seria uma benção para os outros (12.2). 6. Os que o
abençoassem seriam abençoados (12.3). 7. Os que o amaldiçoassem seriam
amaldiçoados (12.3). 8. Em Avraham todos os habitantes da terra seriam
abençoados já que era uma promessa que se estenderia aos gentios (12.3; 22.18).
9. Avraham teria um filho com sua esposa, Sara (15.1 -4; 17.1 ó-21). 10. Seus
descendentes seriam escravos no Egito (15.13-14). 11. Assim como Israel, outras
nações surgiriam de Avraham (17.3-4,6); os Estados árabes são algumas dessas
nações. 12. Seu nome seria mudado de Avram para Avraham (17.5). 13. O nome de
Sarai seria mudado para Sara (17.15). 14. Haveria um sinal da aliança – a
circuncisão (17.9-14). De acordo com a Aliança Abraâmica, a circuncisão era uma
identificação do que é ser judeu. As 14 promessas são distribuídas e se cumprem
nas três partes: 1. Avraham – 1,2,3,5,6,9,11,12,13 2. Israel, a semente –
1,2,5,6,7,10,14 3. Gentios – 6,7,8,11 Dessa maneira, pode-se dizer que as
promessas de terra da aliança abraâmica são desenvolvidas na aliança palestina,
as promessas de semente são desenvolvidas na aliança davídica e as promessas de
benção são desenvolvidas na nova aliança. Esta, então, determina todo o futuro
plano para a nação de Israel e é um fator de grande importância na escatologia
bíblica. O Caráter da Aliança Abraâmica Como a aliança abraâmica trata da posse
da Palestina por Israel, de sua continuidade como nação para possuir essa terra
e de sua redenção a fim de que possa gozar a benção na terra sob seu rei, é de
grande importância descobrir o método de cumprimento dessa aliança. Se é uma
aliança literal a ser cumprida literalmente, então Israel deve ser preservado,
convertido e restaurado. Se é uma aliança incondicional, esses acontecimentos
na vida nacional de Israel são inevitáveis. Elemento Condicional Enquanto
Avraham morava na casa de Terá, um idólatra (Js 24.2), Yawheh ordenou
que ele deixasse a terra de Ur, embora isso exigisse jornada a uma terra
estranha e desconhecida (Hb 11.8), e fez promessas específicas que de pendiam
desse ato de obediência. Avraham, em obediência parcial, visto que não quis
separar-se de sua família, viajou a Harã (Gn 11.31). Ele não recebeu nenhuma
das promessas ali. Apenas com a morte do pai (Gn 11.32) é que Avraham começa a
receber alguma parte da promessa de Avraham, pois somente depois desse fato é
que Yawheh o leva para a terra (Gn 12.4) e lhe reafirma a promessa
original (Gn 12.7). É importante observar a relação da obediência com o plano
da aliança. Quer Yawheh instituísse um plano de aliança com Avraham, quer
não, isso dependia do ato de obediência de Avraham em abandonar a terra.
Quando, por fim, esse ato foi cumprido e Avraham obedeceu a Yawheh,
Yawheh instituiu um plano irrevogável e incondicional. Essa obediência,
que se tornou a base da instituição do plano, é citada em B'reshit 22.18, em
que a oferta de Ytschak é apenas mais uma evidência da atitude de Avraham para
com Yawheh. A existência de um plano de aliança com Avraham dependia do ato de
obediência de Avraham. Quando ele obedeceu, a aliança instituída dependia não
da obediência continuada de Avraham, mas da promessa de quem a instituiu. O
fato da aliança dependia da obediência; o tipo de aliança inaugurada era
totalmente desvinculado da obediência continuada de Avraham ou de sua semente.
Elemento Incondicional (visão pré-milenista) A questão de a aliança abraâmica
ser condicional ou incondicional é reconhecida como ponto crucial de toda a
discussão relacionada ao cumprimento da aliança abraâmica. Vários argumentos
têm sido apresentados para apoiar a proposta dos pré-milenistas quanto ao
caráter incondicional dessa aliança: 1) Todas as alianças de Israel são incondicionais,
com exceção da mosaica. A aliança abraâmica é expressamente declarada eterna e,
por consequência, incondicional em várias passagens (Gn 17.7,13,19; l Cr 16.17;
Sl 105.10). A aliança palestina também é declarada eterna (Ez 16.60). A aliança
davídica é apresentada da mesma forma (2Sm 7.13,16,19; l Cr 17.12; 22.10; Is
55.3; Ez 37.25). A nova aliança com Israel é igualmente eterna (Is 61.8; Jr
32.40; 50.5; Hb 13.20). 2) Com exceção da condição original de abandonar sua
terra natal e dirigir-se à terra prometida, a aliança é firmada sem condições.
3) A aliança abraâmica é confirmada repetidamente por reiteração e por
ampliação. Em nenhuma dessas ocasiões as promessas adicionadas se condicionam à
fé da semente ou do próprio Avraham; nada se diz sobre ela estar sujeita à fé
futura de Avraham ou de sua semente. 4) A aliança abraâmica é formalizada por
um ritual divinamente ordenado que simboliza o derramamento de sangue e a
passagem entre as partes do sacrifício (Gn 15.7-21; Jr 34.18). Essa cerimônia
foi dada a Avraham como garantia de que sua semente herdaria a terra nas mesmas
fronteiras dadas a ele em Gênesis 15.18-21. Nenhuma condição está conectada à
promessa nesse contexto. 5) Para distinguir os que herdariam as promessas como
indivíduos dos que eram apenas a semente física de Avraham, foi dado o sinal
visível da circuncisão (Gn 17.9-14). Os incircuncisos eram considerados não
alcançados pela bênção prometida. O cumprimento último da aliança abraâmica e a
posse da terra pela semente não dependiam, contudo, da fidelidade ao pacto de
circuncisão. Na verdade as promessas da terra fo ram concedidas antes que a
cerimônia fosse introduzida. 6) A aliança abraâmica foi confirmada pelo
nascimento de Isaque e de Jacó, os quais receberam repetições das promessas na
forma original (Gn 17.19; 28.12,13) 7) O fato notável é que as repetições da
aliança e o seu cumprimento parcial acontecem a despeito da desobediência. E
claro que em vários instantes Avraham se afastou da vontade de Elohim. No
próprio ato as promessas são repetidas a ele. 8) As confirmações posteriores da
aliança foram feitas em meio a apostasia. Muito importante é a promessa dada
por Yirmeyahu de que Israel continuaria como nação para sempre (Jr 31.36) 9) A
Brit Hadasha declara a aliança abraâmica imutável (Hb 6.13-18; cf. Gn 15.8-21).
Ela não foi apenas prometida, mas solenemente confirmada pelo juramento de Yawheh.
10) Toda a revelação das Escrituras a respeito de Israel e de seu futuro,
contida na Brit Hadasha e no Tanak, se interpretada literalmente, confirma e
sustenta o caráter incondicional das promessas feitas a Avraham. Argumentos
amilenistas contra o caráter incondicional da aliança Abraâmica Oswald T.
Allis, um dos principais defensores da posição amilenista, sistematiza o
pensamento dessa escola de interpretação. 1) "Deve-se observar que pode
haver uma condição numa ordem ou promessa sem estar especificamente declarada.
Exemplo disso é a carreira de Yonah. Yonah recebeu a ordem de pregar juízo
incondicional, sem nenhuma reserva: "Em quarenta dias, Nínive será
destruída" [...] A condição não declarada foi pressuposta no próprio
caráter de Yawheh como um Yawheh de misericórdia e compaixão [...] O juízo da
família de Eli (1 Sm 2.30) é exemplo notável desse princípio." Allis
argumenta que pode haver condições implícitas, não declaradas. Contra-argumento
Em resposta a esse argumento, podemos observar que Allis começa com uma
admissão desconcertante — não existem condições declaradas nas Escrituras nas
quais o amilenista possa buscar confirmação de sua defesa. Toda a sua posição
repousa no silêncio, em condições implícitas e não declaradas. No caso de Eli,
não existe nenhuma relação, pois Ele estava vivendo sob a economia mosaica,
condicional em seu caráter e sem relação com a aliança abraâmica. O fato de a
aliança mosaica ser condicional não significa que a aliança abraâmica também
precise ser. E, além disso, no que diz respeito a Yonah, devemos observar que
também não existe relação. A mensagem que Yonah pregou não constituía uma
aliança e não se relaciona de forma alguma à aliança abraâmica. Era um
princípio bem estabelecido das Escrituras (Jr 18.7-10; 26.12,13; Ez 33.14-19)
que o arrependimento afastaria o juízo. O povo se arrependeu e o juízo foi
retirado. Mas a pregação de Yonah, da qual é dada apenas uma declaração
resumida, de forma alguma altera o caráter da aliança abraâmica. 2) "É
verdade que, nos termos expressos da aliança abraâmica, a obediência não é
declarada como condição. Mas dois fatos indicam claramente que a obediência
estava pressuposta. Um, é que obediência é a pré-condição de bênção em todas as
circunstâncias. O segundo fato é que, no caso de Avraham, o dever da obediência
é particularmente salientado. Em Gênesis 18.17s. diz claramente que, da escolha
de Avraham, Yawheh propôs trazer à existência, por piedosa preparação, uma
semente justa que "guardaria o caminho do Senhor", para que em consequência
e recompensa de tal obediência "o Senhor cumpra a Avraham tudo o que a
respeito dele falou". Contra-argumento Mais uma vez, Allis reconhece que as
Escrituras não contêm, em parte alguma, nenhuma declaração de condições
estipuladas. Embora isso devesse ser suficiente em si mesmo, há outras
considerações concernentes a esse argumento. Primeiramente, é errado declarar
que a obediência é sempre uma condição para a bênção. Se isso fosse verdade de,
como poderia um pecador ser salvo? Mais uma vez, é importante observar que uma
aliança incondicional, que confere certeza ao plano pactual, pode conter
bênçãos condicionais. O plano será cumprido, mas o indivíduo recebe as bênçãos
relacionadas apenas por ajustar-se às condições das quais essas bênçãos
dependem. E o caso da aliança abraâmica. Além do mais, já foi dito que, embora
a instituição do plano pactual entre Yawheh e Avraham de pendesse do ato de
obediência deste em abandonar sua casa, uma vez inaugurada a aliança, ela não
impunha condição alguma. E, finalmente, a aliança é reafirmada e ampliada para Avraham
depois de atos defini dos de desobediência (Gn 12.10-20; 16.1-16). 3) "A
obediência foi vitalmente ligada à aliança abraâmica e isso é demonstrado com
clareza especial pelo fato de que havia um sinal, o rito da circuncisão, cuja
observância era de fundamental importância. A eliminação do povo da aliança era
a punição para quem não o observasse. O rito era em si um ato de obediência (1
Co 7.19)." Contra-argumento Em resposta a essa alegação, é suficiente
destacar que o rito da circuncisão, dado em Gênesis 17.9-14, veio muitos anos
após a instituição da aliança, e após repetidas reafirmações a Avraham (Gn
12.7; 13.14-17; 15.1-21). Que motivo há em exigir que um sinal siga a aliança
quando a aliança está claramente em vigor antes da instituição do sinal? Então,
novamente, a partir de um estudo do rito conclui-se que a circuncisão está
relacionada ao gozo das bençãos da aliança e não à sua instituição ou
continuidade. 4) "Os que insistem em que a aliança abraâmica foi
totalmente incondicional na verdade não a consideram como tal; isso também é
demonstrado pela grande importância que os dispensacionalistas atribuem ao fato
de Israel estar "na terra" como condição prévia da benção sob essa
aliança." 5) "Que os dispensacionalistas não consideram a aliança
abraâmica totalmente incondicional também se evidencia pelo fato de que jamais
os ouvimos falar sobre a reintegração de Ezav à terra de Canaã e à completa
bênção sob a aliança abraâmica. Mas, se a aliança abraâmica fosse
incondicional, por que Ezav foi excluído das bênçãos?" Contra-argumento
Esses dois argumentos podem ser respondidos juntos. Em cada caso, que o que se
tem em mente é o relacionamento com as bençãos, não o relacionamento com a
continuidade da aliança. Como se afirmou anteriormente, as bençãos eram
condicionadas à obediência, à permanência no lugar da bênção. Mas a aliança em
si vigorava quer estivessem na terra, quer fossem contemplados ou não com a
bênção. Por outro lado, se a desobediência e a retirada da terra anulassem a
aliança, não importaria se Ezav tivesse permanecido na terra ou não. Mas, já
que bênçãos cairiam sobre o povo da aliança, Ezav foi excluído porque não
estava qualificado para recebê-las, uma vez que não cria nas promessas.
Observamos que a primogenitura (Gn 25.27-34) desprezada por Ezav era a promessa
de que ele seria o herdeiro da aliança abraâmica. Já que essa se baseava na
integridade de Yawheh, Ezav deve ser visto como homem que não cria que Yawheh
pudesse cumprir ou cumprisse a Sua palavra. Da mesma forma, a bênção desprezada
(Gn 27) lhe pertencia sob a aliança, e dela Ezav foi privado por causa de sua
descrença manifesta no desdém em relação à primogenitura. A rejeição de Ezav
ilustra o fato de que a aliança era seletiva e deveria ser cumprida por meio da
linhagem escolhida por Yawheh. 6) "A certeza do cumprimento da aliança não
se baseia no fato de ser incondicional, nem seu cumprimento depende da
obediência imperfeita de homens pecadores. A certeza do cumprimento da aliança
e a segurança do crente sob ela, em última análise, dependem totalmente da
obediência a Yawheh." Contra-argumento É impossível deixar de notar a
mudança completa na linha de raciocínio nesse aspecto. Até aqui sustentou-se
que a aliança não será cumprida porque ela é uma aliança condicional. Agora se
afirma que a aliança será cumprida com base na obediência de Mashiach. Como
nossas bençãos espirituais são resultado dessa aliança (Gl 3), o amilenarista é
obrigado a reconhecer algum cumprimento. Se ela tivesse sido ab-rogada, Mashiach
jamais teria vindo. Se a segurança oferecida sob ela fosse condicional, não
haveria certeza de salvação. Conquanto concordemos largamente que todo cumprimento
se baseia na obediência de Mashiach, esse fato não altera o caráter essencial
da aliança que tornou necessária a vinda de Mashiach. Se Mashiach veio como
cumprimento parcial da aliança, sua segunda vinda promete um cumprimento
completo. 7) a) "Com respeito à semente, devemos observar que as mesmas
palavras que aparecem na aliança são usadas para a nação de Israel na época de Shelomo.
Isso indicaria que a promessa foi considerada cumprida nesse aspecto na época
de ouro da monarquia." b) "Com respeito à terra, o domínio de Davi e
de Shelomo estendia-se do Eufrates ao rio do Egito. Israel tomou posse da terra
prometida aos patriarcas. Eles a possuíram, mas não “para sempre”. Aposse da
terra foi perdida pela desobediência ela pode ser considerada cumprida séculos
antes do primeiro advento…" Contra-argumento A aliança não terá
cumprimento futuro por que já foi cumprida historicamente. A história de
Israel, mesmo sob a glória dos reinados de Davi e de Shelomo, nunca realizou a
promessa feita a Avraham. Logo, à experiência histórica citada não podemos
atribuir cumprimento. Mais ainda, se a aliança fosse condicional, visto que
Israel esteve muitas vezes em desobediência entre a instituição da aliança e o
estabelecimento do trono de Davi, como explicar algum cumprimento? A
incredulidade que se seguiu à era de Davi não se diferenciava da que a
precedeu. Se a descrença posterior anulava a aliança, a descrença anterior
teria impedido qualquer espécie de cumprimento. Implicações Escatológicas da
Aliança Abraâmica O significado da Aliança Abraâmica para a profecia bíblica
está relacionado com a maneira de vermos como Yawheh está cumprindo as Suas
promessas. É consenso que Yeshua facilita o cumprimento de muitos aspectos da
aliança (Galatas 3.6-4,11). Amilenistas, pós-milenistas e teólogos aliancistas
normalmente crêem que a Kehilá se apossou de todas as promessas, enquanto a
nação de Israel foi posta de lado. Os pré-milenistas em geral acreditam que a Kehilá
é co-participante das bençãos espirituais da aliança (Carta aos israelitas em
Roma 15.27; Galatas 3.6-29). Eles concluem que no futuro Israel experimentará o
cumprimento das suas promessas nacionais, quando o povo voltar a ser reunido e
aceitar Yeshua como Messias. Assim, a Kehilá é vista como participante, através
de Avraham, das promessas e não como suplantadora daquilo que foi estipulado
para ser cumprido através da nação de Israel. Apenas o cumprimento literal de
todas as bençãos para Israel, para os gentios e para a Kehilá faz justiça ao
plano de Yawheh, conforme estabelecido na Bíblia. Uma vez verificado que a
aliança abraâmica é uma aliança incondicional feita com Israel, que consequentemente
não pode ser cumprida nem abolida por nenhum outro povo além da nação de
Israel, observamos que Israel tem promessas com respeito à terra e à
descendência que determinam o plano de Yawheh. Os termos terra e descendência,
juntamente com a palavra benção, resumem os aspectos essenciais da parte
escatológica da aliança. Um exame da promessa de Yawheh a Avraham mostrará a
dupla ênfase da promessa. "Darei à tua descendência esta terra (Gn 12.7).
Porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para
sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém
puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência (Gn
13.15,16). Naquele mesmo dia fez o Yawheh aliança com Avram, dizendo: À tua descendência
dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gn 15.18).
Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decur so
das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Yawheh e da tua
descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações,
toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Yawheh (Gn
17.7,8)" 5. A Aliança Mosaica (condicional) A Aliança Mosaica era uma
condicional que Yawheh fez entre Ele e Moshe. Encontrada em Êxodo 20:01 -
31:18, essa aliança contém os mandamentos que Yawheh deu aos israelitas por
eles descobrirem a vontade de Yawheh para governar o povo. A Dispensação da Lei
teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até a
"Crucificação de Mashiach". Para estudarmos este livro, onde começa a
Quinta Dispensação, vamos verificar de!, importantes revelações de Yawheh, a
saber: 1) O "Eu Serei”, na sarça ardente - Um Yawheh que mantém aliança;
2) As pragas - Um Yawheh de punição; 3) A Páscoa - Um Yawheh de redenção; 4) A
travessia do Mar Vermelho - Um Yawheh de poder; 5) A jornada até o Sinai - Um Yawheh
de provisão; 6) A Lei - Um Yawheh de santidade; 7) Tabernáculo, sacerdote,
ofertas - Um Yawheh de comunhão; 8) A punição devida do bezerro de ouro - Um Yawheh
de disciplina; 9) A Renovação da Aliança - Um Yawheh de graça; 10) A vinda da
glória - Um Yawheh de glória. "Porque a Lei foi dada por intermédio de Moshe;
a graça e verdade vieram por Yeshua Mashiach '\ Jo l. 17. É bom lembrar que está
Dispensação pode ser chamada de Dispensarão dos Israelitas. Devemos lembrar que
o cenário histórico data de 1440 a.C. aproximadamente. Sabemos que a data do
Êxodo foi por volta de 1445 a.C. Além desta outra data, também é defendida pelos
estudiosos do AT, a de 1290 a.C. O tema do livro: "Redenção e organização
de Israel como povo da Aliança". Em Gn 19.3 começa a Quinta Dispensação,
quando a Lei foi colocada em ênfase dos princípios de Yawheh. Israel chega ao
monte Sinai depois de 3 meses de uma longa viagem. Neste momento. Yawheh
chama-o a um Concerto mais sério, e passa-lhe uma no vá lição: 1. Mediante ao
mandamento aprendeu a Santidade de Yawheh; 2. Mediante ao seu próprio erro,
aprendeu a sua fraqueza pecaminosa; 3. Mediante a provisão do sacerdócio e do
sacrifício, aprendeu a Bondade de Yawheh. Em Gl 3.6-25, aprendemos a relação da
Lei para com a Aliança Abraãmica: 1. A Lei não pode anular esta aliança; 2. Foi
"acrescentada " para convencer do pecado; 3. Servia de pedagoga até a
vinda de Mashiach; 4. Era uma disciplina preparatória "até que viesse a semente
". A trajetória de Israel no deserto e em Canaã é uma longa história de
violação da Lei. A Lei foi dada de três maneiras: 1.) Verbalmente, Êx 20.1-17.
Isto era lei pura, sem nenhuma provisão de sacerdócio ou sacrifício, e foi
acompanhada das "Ordenanças", Ex 21.1-23.13, relativas às relações de
hebreus com hebreus; a isto foram acrescentadas, Ex 23.14- 49, direções
diferentes às três festas anuais, Êx 23.30-33, e inscrições sobre a conquista
de Canaã. Estas palavras Moshe comunicaram ao povo, Êx 24.3-8. Imediatamente,
na pessoa dos seus anciões, foram admitidos na presença de Yawheh, ÊX24.9-11.
2) Moshe foi então chamado ao monte para receber as tábuas de pedra, Êx
24.12-18. A história então se divide. Moshe no monte recebe instruções
referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No
entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moshe,
voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Yawheh, Êx 31.18; 32.16-19.
3°) As segundas tábuas são feitas e a Lei escrita novamente (por Moshe?) na
presença de Jeová, Êx 34.1,28,29. Os Dez Mandamentos A Aliança Mosaica foram dados
a Israel com três divisões, cada uma ligada às outras, e, conjuntamente,
formando a Aliança Mosaica. Os Dez Mandamentos, expressão da vontade de Yawheh
para seu povo, Ex 20.1- 26; Os Juízos, governo da vida social de Israel, Êx21.1
- 24.11; e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel, Êx 24.12 -
31.18. Estes três elementos formam a "LEI" como essa palavra se
emprega no NT, Mt 5.17,18. Os Mandamentos e Ordenanças formam um só sistema
religioso. Os mandamentos foram um "Ministério de Condenação) e de
"Morte)), II Co 3.7-9. Os Dez Mandamentos são: 1) Não terás outros Elohim
diante de mim; 2) Não farás para ti imagem de escultura; 3) Não tomarás o nome
do Eterno teu Yawheh em vão; 4) Lembra-te do dia de sábado para o santificar;
5) Honra a teu pai e a tua mãe; 6) Não matarás; 7) Não adulterarás; 8) Não
furtarás; 9) Não dirás falso testemunho; 10) Não cobiçarás. TABERNÁCULO
Passaremos à história do Tabernáculo, considerado a grande Tipologia do Plano
da Salvação, uma ordenança de Yawheh a Moshe para proteção e orientação do povo
de Yawheh. Vejamos alguns significados: 1. Tenda provisória onde Yawheh falava
ao seu povo, Êx 33.3-10; 2. Construção portátil em forma de tenda, Êx 25.8,9;
3. Recebeu o nome de habitação, Êx 25.9; 4. Onde estava depositada a tábua da
lei; 5. O tabernáculo do testemunho; 6. Denominado casa do Senhor, Êx 34.26; 7.
Sua planta foi dada pelo Senhor a Moshe, Êx 25.22. Verifique Sua Planta: PERDÃO
Pelo sacrifício do sangue PURIFICAÇÃO Pela limpeza PODER DE YAWHEH Pela
participação, percepção e oração PRESENÇA DE YAWHEH Pelo Sangue aspergido e
Obediência 1. O Tabernáculo simboliza: Israel aproximando-se de Yawheh; 2.
Tipificou a obra redentora de Mashiach para trazer os pecadores a Yawheh. 6. A
Aliança Israelita (condicional) Os detalhes da Aliança Israelita são dados em D’varim
30:1-10. Algumas pessoas têm se referido a essa aliança como a "Aliança
Palestina", no entanto, a Bíblia não se refere assim a ela. Aqui, Yawheh
faz uma promessa incondicional aos filhos de Israel de que ele vai dar-lhes uma
terra própria. Esse pacto também inclui uma disposição que, quando a terra for
dada para essa nação, as pessoas vão estar todas unidas mais uma vez servindo a
Yawheh, e seus inimigos serão destruídos. 7.A Aliança Davídica (incondicional)
A Aliança Davídica é a promessa incondicional de Yawheh a Davi de que ele teria
uma dinastia eterna. Encontradas em 2 Samuel 7:4-16 e 1 Crônicas 17:3-15, as
disposições da Aliança Davídica giram em torno de três componentes principais:
um trono eterno, Rei eterno (Yirmeyahu 32:21) e um reino eterno (Daniel 7:14).
O Cristianismo traça a linhagem de Davi a Yeshua Mashiach, que era descendente
de Davi a muitas gerações, e vê Mashiach como o legítimo herdeiro. 8. A Aliança
de Yawheh com Shelomo (condicional) Com Shelomo a aliança era incondicional em
relação ao reino eterno de Yawheh, mas condicional no que diz respeito aos
descendentes de Shelomo ocuparem o trono (1Rs 8.4,5; 2Cr 7.17,18). Mashiach não
pertence a linhagem de Shelomo, caso contrário sofreria a maldição imposta a
Conias(Jr22.30). Aliança salomônica (2Sm 7.12,15; 1Rs 8.4,5; 2Cr 7.11,22).
indiscutivelmente foi um dos Maiores reis do mundo antigo. Lendo 1Cron 22. 9,
ele era filho do rei Davi com Bate seba, o terceiro rei de Israel. 1Reis caps
1-11 e 2Cron 1-9, narram a sua história. Em 1Reis 3. 10-14) Yawheh lhe aparece
e faz faz promessas, Shelomo pede Sabedoria, não simplesmente inteligência.
"O Conceito Hebraico de Sabedoria Sempre envolve a habilidade"(de
destingui entre o certo e o Errado). Yawheh respondeu com 3 Promessas
Incondicionais e uma Condicional. Foi garantido a Shelomo Sabedoria, riqueza e
honra. Foi lhe prometido vida longa" se andar nos meus Caminhos",
Promessas incondicionais também são dadas a nós. Ainda que algumas bençãos
Permaneçam Condicionadas à Nossa Obediência. Ele Reinou durante 40 anos em
Israel. Shelomo mantinha relações amistosas com o Egito e se casou com a filha
de Faraó. Durante o seu reinado ele dominava todas às terras conquistadas pelo
rei Davi (1 Reis.5. 4), e na Palestina subjugou todos os Povos que não era
Israelitas 1 Reis 9 .20-21. O Reinado de Shelomo foi um período de riqueza e
grandiosidade sem paralelo em Israel. Foi também um Período áureo para a
literatura. Associamos os Salmos a Davi. Mas Shelomo e sua época estão
relacionados com Provérbios. de acordo com a tradição., ele escreveu
Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos. Esses livros nos dão muitas informações do
Homem Shelomo, conhecido por sua sabedoria, mas que ainda assim teve um fim
trágico, pois na velhice desviou- se do Compromisso incondicional para com Yawheh.
Durante os longos anos de reinado de Shelomo foi de uma glória crescente em
Israel. Às Nações poderosas e tradicionais do Mundo antigo > os egípcios e
os hititas-e os Impérios ainda por surgir > Assíria e Babilônia-não atacaram
Israel no tempo de Davi e Shelomo. (DIPLOMAÇIA), Shelomo também desenvolveu
laços íntimos com Hirao 1, o rei feniçio de tiro=978-944 a.C.". No entanto
o Comercio uniu os dois Paises. Tiro contribuiu com os" cedros do
Líbano", e Israel com o fornecimento de trigo e outros produtos
alimentícios. ECONOMIAS". Shelomo, investiu em parcerias comerciais por terra
e por mar. E assim Yawheh não levou adiante aquela aliança com ele pois Shelomo
se desviou do propósito divino, além do fato de a aliança ser realizada em
caráter condicional. 9. A Nova Aliança (condicional) A Nova Aliança é aquela
mencionada muitas vezes em todo o Tanak, a promessa de uma futura Era
Messiânica. Os cristãos acreditam que Yeshua Mashiach é o Messias prometido que
preside a Nova Aliança. A principal referência da Nova Aliança é encontrada em Yirmeyahu
31:31-40. Essa é uma aliança incondicional que foi estabelecida entre Yawheh e
toda a humanidade que opta por participar de uma vida de obediência a uma nova
fonte de eterna salvação (Hb 5:09), vista no Cristianismo como a promessa de Mashiach.
Uma das disposições inclui a liberdade das leis dadas na Aliança Mosaica. Um
Superior Sacrifício pelo Pecado Dia após dia, um sacerdote levita entrava no
templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme
determinava a Lei de Moshe. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra
do que Yeshua iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. O Livro de
Hebreus ilustra de duas maneiras a ineficácia dos sacrifícios levíticos para
remover o pecado. Em primeiro lugar, se o sacrifício pelo pecado aperfeiçoasse
quem o oferecia em adoração, não haveria necessidade de repeti-lo (Hb 10.2). Em
segundo lugar, se os israelitas tivessem sido verdadeiramente purificados do
pecado através de sacrifícios de animais, “não mais teriam consciência [senso]
de pecados” (Hb 10.2). Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia
torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb 9.9). Por quê?
“Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb
10.4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação
ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial
(Hb 9.13). Através de um nítido contraste, o Livro de Hebreus explica como Yawheh
providenciou um sacrifício melhor para a redenção do homem. Yawheh Pai enviou
Seu Filho Yeshua para ser o sacrifício pelo pecado. Yeshua tomou parte na obra
da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total
envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Mashiach
entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem
fosse removido (Hb 10.5-10). A conclusão é óbvia: Yawheh revogou o primeiro
sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo
sacrifício, que dependia da morte de Mashiach. Qual a diferença entre o
sacerdócio de Mashiach e o sacerdócio dos levitas? Na Antiga Aliança, centenas
de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios inefetivos que
“nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10.11); mas o
sacrifício de Mashiach removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes
araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Mashiach
sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Mashiach
ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o
sacrifício de Mashiach removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o
sacrifício de Mashiach tem eficácia eterna. Assim, Mashiach está agora
assentado “à destra de Yawheh” (Hb 10.12; cf. Hb 1.3; 8.1; 12.2), o que
demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma
posição de poder e honra. Mashiach, o holocausto supremo e perpétuo, é o único
sacrifício pelo pecado que existe atualmente. Os que rejeitam o sacrifício de Mashiach
têm sobre sua cabeça três acusações: (1) Eles desprezam a Mashiach, calcando-O
sob seus pés; (2) consideram o sangue de Mashiach como profano (comum) e sem
valor; e (3) insultam o Espírito Santo, que procurou atraí-los para Mashiach
(Hb 10.29). Os que rejeitam Seu holocausto redentor são considerados
adversários. Na aliança mosaica, os adversários eram réus de juízo e morriam
sem misericórdia. Conseqüentemente, as pessoas que rejeitam a Mashiach aguardam
o horrível juízo de Yawheh (Hb 10.30-31). Por meio de Sua morte, Yeshua
inaugurou um “novo e vivo [vivificante] caminho” (Hb 10.20) para que a
humanidade possa chegar à presença de Yawheh com “intrepidez [confiança]” (Hb
10.19). Portanto, o que possibilita a existência de uma Nova Aliança é o
sacerdócio e o sacrifício superiores de Mashiach. Uma Aliança Superior Para os
Santos O Livro de Hebreus revela que Mashiach é o “Mediador de superior aliança
instituída com base em superiores promessas” (Hb 8.6). Ela é mais excelente
porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e
temporárias, enquanto as promessas da Brit Hadasha são incondicionais,
espirituais e eternas. Quais as diferenças entre o Tanak e o pacto abraâmico? Yawheh
estabeleceu a aliança mosaica (Tanak) com a nação de Israel, no Monte Sinai.
Esse pacto não foi o primeiro que Yawheh firmou com o homem, mas foi o primeiro
que Ele fez com Israel como nação. A aliança mosaica foi escrita 430 anos
depois da aliança abraâmica, e não alterou, não anulou, nem revogou as
cláusulas da primeira aliança, a abraâmica (Gl 3.17-19), que era incondicional,
irrevogável e eterna. Muitas pessoas, hoje em dia, confundem a aliança mosaica
com a abraâmica e afirmam que a Terra Prometida não pertence mais ao povo judeu
porque a nação perdeu seu direito em razão do pecado. Entretanto, Yawheh
garantiu a Israel a posse permanente da terra, não através da aliança mosaica,
mas da aliança abraâmica (Gn 15.7-21; 17.6-8; 28.10-14). As promessas do pacto
mosaico eram condicionais. O pré-requisito era que Israel obedecesse aos
mandamentos para que Yawheh cumprisse as promessas de bênçãos, estabelecidas no
pacto (Êx 19.5). Mas Israel não cumpriu as cláusulas do pacto. A falha não
estava na Lei, pois o mandamento era “santo, e justo e bom” (Rm 7.12), mas na
natureza pecaminosa do homem, que se rebelou contra as condições estipuladas no
pacto. Essa aliança tinha um poder limitado e não podia conceder vida
espiritual nem justificar os pecadores (Hb 8.7-9). Com quem Yawheh firmou a
Nova Aliança? A Escritura deixa claro que a Nova Aliança foi feita exclusivamente
com Israel (os descendentes de Jacó, pelo sangue) – e não com a Kehilá (Hb
8.10). Como alguns ensinam. Está claro na Escritura que as bênçãos nacionais,
espirituais e materiais prometidas na Nova Aliança serão cumpridas com o Israel
literal, no Reino Milenar (Jr 31.31-40). A Nova Aliança foi profetizada pela
primeira vez por Yirmeyahu, seis séculos antes do nascimento de Mashiach (Jr
31.31; cf. Hb 8.8). Ao falar do novo pacto, Yawheh usa os verbos no futuro
(“firmarei”, “imprimirei”, “inscreverei”, “serei”, “usarei”, “lembrarei”, veja
Hb 8.8,10,12), mostrando que cumprirá as cláusulas dessa aliança. Além disso, o
cumprimento depende unicamente da integridade de Yawheh, e não da fidelidade de
Israel. Se a Nova Aliança não foi firmada com a Kehilá, por que foi apresentada
em Hebreus 8? O escritor de Hebreus foi movido pelo Espírito Santo a citar a
Nova Aliança com o propósito de ressaltar o fracasso da aliança mosaica e
mostrar a Israel que as promessas reunidas num pacto melhor estavam disponíveis
através de Yeshua Mashiach. A Nova Aliança foi instituída na morte do Senhor
(Hb 9.16-17), e os discípulos ensinaram seus conceitos à nação de Israel (2 Co
3.6). O fato da nação de Israel ter rejeitado seu Messias resultou num
adiamento do cumprimento cabal do pacto, que só ocorrerá quando Israel receber
a Mashiach, na Sua Segunda Vinda. Quais são as promessas da Nova Aliança? Em
primeiro lugar, a Nova Aliança proporciona uma transformação interior da mente
e do coração, que só pode ser produzida através da regeneração espiritual. Yawheh
disse: “Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus
corações as inscreverei” (Hb 8.10). A Antiga Aliança era exterior, lavrada na
pedra (Êx 32. 15-16); a Nova Aliança é escrita “em tábuas de carne, isto é, nos
corações” (2 Co 3.3), através do ministério do Espírito Santo. Isso acontecerá
com Israel, como um todo, na Segunda Vinda de Mashiach, quando Yawheh derramará
o Seu Espírito sobre o povo judeu não-salvo, fazendo com que se arrependa de
seus pecados e aceite Yeshua como seu Messias (Zc 12.10; Rm 11.26). Em segundo
lugar, a aliança mosaica estipulava que os conceitos da Lei, com seus
complicados rituais e regimentos, só fossem ensinados pelos líderes religiosos.
Os que vivem sob os preceitos da Nova Aliança são ensinados pelo Yawheh, por
meio do Espírito Santo que habita em seu interior, e recebem poder para andar
nos caminhos do Senhor e guardar os Seus estatutos (Ez 36.27). Em terceiro
lugar, na Antiga Aliança, o pecado era lembrado sempre que um animal era
oferecido em sacrifício (Hb 10.3). Na Nova Aliança, Yeshua foi o Cordeiro do
sacrifício, que, de uma vez por todas, removeu o pecado (Hb 10.15-18) através
do Seu sangue. O Senhor disse: “Pois, para com as suas iniquidades usarei de
misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12; cf. Jr 31.34). A
palavra jamais é uma dupla negativa no texto grego, o que significa que “não,
nunca, sob nenhuma circunstância” Yawheh se lembrará dos pecados do Israel
redimido. Em quarto lugar, Mashiach é o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15-20).
O mediador atua como um intermediário entre duas partes que desejam estabelecer
um acordo entre si. Os mediadores põem seus próprios interesses de lado pelo
bem das partes envolvidas no acordo. Um mediador precisa ser digno de
confiança, aceitável pelas partes e capaz de assegurar o cumprimento do pacto.
Através de Sua morte, Mashiach tornou-se o Mediador da Nova Aliança, e
possibilitou a reconciliação de todos aqueles que confiam em Sua obra
redentora. A mediação de Mashiach também se estende aos santos que viveram
debaixo da Antiga Aliança, bem como aos que virão a crer, no futuro. Mashiach
concede uma herança eterna a todos os crentes, através da Nova Aliança. Um
beneficiário só pode entrar na posse legal da herança com a morte do testador.
Para que a Nova Aliança tivesse efeito e, legalmente, pudesse conceder a
salvação aos pecadores, Mashiach tinha que morrer (Hb 9.15-17). Até mesmo a
aliança mosaica teve de ser inaugurada com sangue para ter efeito legal. Moshe
mediou o primeiro pacto tomando o livro da Lei, lendo-o diante dos filhos de
Israel – que concordaram em guardar os seus preceitos – e, depois, aspergindo o
livro e o povo com sangue (Hb 9.19-20). O fato de o Tanak ter sido firmado com
sangue mostrou que era necessária a morte de uma vítima inocente para consagrar
e estabelecer uma aliança. Aquele pacto era apenas um tipo e uma sombra que
apontava para o dia em que Mashiach consagraria e firmaria uma Aliança Renovada,
através do derramamento de Seu próprio sangue. Somente Ele poderia mediar a
Nova Aliança entre Yawheh e a humanidade (1 Tm 2.5). A Nova Aliança, ao
contrário da aliança mosaica, é eterna. O Senhor disse: “Farei com eles aliança
de paz; será aliança perpétua” (Ez 37.26). Depois de servir ao seu propósito, o
pacto mosaico tornou-se sem efeito. As palavras “antiquado” e “envelhecido” (Hb
8.13) mostram que o pacto mosaico estava esgotado, perdendo as forças e prestes
a ser dissolvido. Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com
a Kehilá, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar
certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Mashiach derramou
Seu sangue na cruz. Hoje, a Kehilá usufrui das bênçãos espirituais da salvação,
estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas da Brit Hadasha serão
cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Mashiach são “ministros de
uma nova aliança [testamento, pacto]” (2 Co 3.6) e foram chamados para divulgar
a mensagem da salvação. Na aliança com Davi, Yawheh promete a Davi que o seu
reino, seria um reino que duraria para sempre. (2 Sm 7. 16). Como foi com Avraham,
assim Yawheh foi com Davi. A promessa seria cumprida em seu descendente (2 Sm
7.12). O descendente que levantaria de Davi, quando ele estivesse morto, é Yeshua
Mashiach. Atos 2. 22 -32. Já todas as demais alianças mencionadas neste estudo,
foram feitas por Yawheh a cada um de seus servos, e a Israel em caráter
condicional e iria depender em muito da maneira como cada um deles se
mantivessem diante do Yawheh. Da mesma forma, as promessas realizadas por Yawheh através de Yeshua e do seu Espírito Santo para cada um de nós em muito irá
depender da nossa perseverança até o fim quando então receberemos a coroa da
vitória. Estejamos todos firmados com Yawheh neste concerto pois, por certo, o Yawheh
haverá de nos recompensar de acordo com as nossas obras em nome de Yeshua,
amém!
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Você está pronto para começar a fazer o que Yawheh lhe ordenou?
Temos a ilusão que, se tivermos que enfrentar uma grande crise, somos capazes de vencê-la; mas a crise apenas revelará se temos fibra ou não; ela não colocará nada dentro de nós. Você diz: "se Yawheh me chamar, naturalmente estarei pronto para agir." Mas o fato é que não estará, a menos que esteja "agindo" no dia-a-dia, e esteja vivendo diante de Yawheh como se deve viver. Se você não estiver fazendo o serviço que sta ao seu alcance, embora sabendo que foi Yawheh quem o planejou, quando a crise surgir, em vez de revelar-se apto, exporá sua ineficiência. A crise sempre revela o caráter. Para se ter aptidão e necessário o relacionamento intimo de adoração a Yawheh. Chega a hora que não é mais possível permanecer "debaixo da figueira", em que você tem que sair da "sombra" e enfrentar o calor e o labor; e se lá dentro do seu lar, em situação favorável, não estava adorando, não vai está apto para o serviço la fora. Aprenda a adorar a Yawheh nos momentos a sós com ele, e assim, quando ele o deixar sair, você estará preparado, porque na vida particular, que ninguém vê senão Yawheh, você se tornou perfeitamente apto, e Yawheh poderá confiar em você na hora da provação. "Não se pode esperar que eu viva uma vida santificada nas circunstâncias em que eu me encontro; não sobra tempo para orar, nem para meditar na Bíblia; minha oportunidade ainda não chegou, mas quando ela chegar, certamente estarei preparado." NÃO; não estará. Se você não estiver cultuando a Yawheh na situação presente, quando entrar no serviço de Adonai não só será inútil, como também se tornará um tremendo estorvo para seus colegas de ministério. O "paiol" das munições do missionário é a vida oculta, pessoal de adoração a Yawheh.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
O Mal Destrutivo da Pornografia
Uma pesquisa neurológica revelou que o efeito da pornografia na internet sobre o cérebro humano é tão potente — se não mais — do que substâncias químicas que viciam, tais como cocaína e heroína.
Para piorar as coisas, existem 1,9 milhões de usuários de cocaína, e 2 milhões de usuários de heroína, nos Estados Unidos, comparado a 40 milhões de usuários regulares de pornografia online.
Aqui está o porquê do poder viciante da pornografia poder ser pior:
Cocaína é considerada um estimulante que aumenta os níveis de dopamina no cérebro. Dopamina é o principal neurotransmissor que as substâncias mais viciantes liberam, enquanto causa uma “alta” e um subsequente desejo por uma repetição da alta, ao invés de uma sensação posterior de satisfação por meio de endorfinas.
Heroína, por outro lado, é preparada com ópio, que tem um efeito relaxante. Ambas as drogas provocam tolerância química, que requer quantidades cada vez mais altas da droga para atingir a mesma intensidade de efeito.
Pornografia, ao fazer ambos o despertar (o efeito de “alta” via dopamina) e causar um orgasmo (o efeito “relaxante” via ópio), é um tipo de “polidroga” que provoca ambos os tipos de substâncias químicas viciantes no cérebro de uma vez, aumentando sua tendência viciante.
Mas, Bennett diz, “pornografia na internet faz mais do que apenas aumentar significativamente o nível de dopamina no cérebro por uma sensação de prazer. Ela literalmente altera a matéria física dentro do cérebro para que novos caminhos neurológicos necessitem de material pornográfico, a fim de provocar a sensação de recompensa desejada.”
Imagine o cérebro como uma floresta onde trilhas são desgastadas por caminhantes que caminham pelo mesmo caminho de novo e de novo, dia após dia. A exposição a imagens pornográficas cria caminhos nervosos parecidos que, com o tempo, se tornam mais e mais “bem pavimentados” conforme eles são repetidamente trafegados com cada exposição a pornografia. Aqueles caminhos neurológicos eventualmente se tornam a trilha na floresta do cérebro pela qual cada interação sexual é enviada. Portanto, o usuário de pornografia, seja homem ou mulher, “criou inconscientemente um circuito neurológico” que faz sua perspectiva padrão em relação as matérias sexuais dominada pelas normas e expectativas da pornografia.
Esses caminhos viciantes não somente nos fazem filtrar todo estímulo sexual através do filtro pornográfico; eles despertam o desejo por “mais conteúdo pornográfico como mais prática de tabus sexuais, pornografia infantil, ou pornografia sadomasoquista.”
E isso piora:
Outro aspecto do vício em pornografia que supera as características viciantes e nocivas do abuso de substâncias químicas é sua permanência. Enquanto substâncias podem ser metabolizadas para fora do corpo, imagens pornográficas não podem ser metabolizadas para fora do cérebro, porque imagens pornográficas são armazenadas na memória do cérebro.
“Em resumo,” Bennett escreve, “pesquisas no cérebro confirmam o fato crítico que a pornografia é um sistema de distribuição de droga que tem um efeito distinto e poderoso sobre o cérebro humano e o sistema nervoso.”
Nada disso pega Deus de surpresa. Ele projetou a interação entre o cérebro e a alma. Descobertas de dimensões físicas para a realidade espiritual não anulam a realidade espiritual.
Quando Jesus disse, “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:28), ele viu com clareza cristalina — da maneira que um inventor vê sua invenção — que o olho físico tinha profundos efeitos no “coração” espiritual.
E quando o sábio do Velho Testamento disse em Provérbios 23:7, literalmente, “Como imagina em sua alma, assim ele é,” ele viu com clareza similar que os atos da alma criam realidades. Pensar na alma corresponde a “ser.” E esse “ser” inclui o corpo.
Em outras palavras, funciona em ambos os sentidos. A realidade física afeta o coração. E o coração afeta a realidade física (o cérebro). Portanto, essas notícias horríveis da pesquisa do cérebro sobre o poder escravizador da pornografia não é a palavra final. Yawheh tem a palavra final. O Espírito Santo tem o maior poder. Não somos meras vítimas dos nossos olhos e dos nossos cérebros. Eu sei disso de ambas, Escrituras e experiência.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Lembraremos na nova Jeresusalem o que passamos na terra?
Sim, a Bíblia apresenta muitas evidências de que continuaremos a ser as pessoas que fomos na terra, obviamente ressuscitados ou transformados, mas com nossa individualidade preservada. Portanto nos lembraremos de pessoas e eventos de nossa vida aqui, mas é preciso lembrar que faremos isto com uma mente perfeita, e não mais sujeita às apreensões, medos, remorsos, tristezas etc.
Em Revelação 6:9-11 os mártires se lembram muito bem do que aconteceu na terra e do sofrimento que passaram. O que ocorre é uma mudança de perspectiva no modo como enxergamos as coisas, mas não sofreremos uma lavagem cerebral que venha a apagar nossas memórias.
Revelação 6:9-11 Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Elohim e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Yawheh, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.
Quando Bavel é julgada e destruída, a grande meretriz de Apocalipse, que representa o sistema religioso que virá a perseguir e martirizar os santos terrenos durante a grande tribulação, encontramos um clamor para que os santos, apóstolos e profetas exultassem por causa da queda daquela que teria afligido os santos. Eu tenho certeza de que os que foram perseguidos e estiverem no céu naquele momento não vão dizer "Bavel? Quem é essa?! Nunca ouvi falar...", mas irão exultar com sua destruição.
Revelação 18:20 Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Elohim contra ela julgou a vossa causa.
Revelação 19:1-4 Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Elohim, porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. Segunda vez disseram: Halleluyah! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a ELOHIM, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Halleluyah!
Quando o Senhor Yeshua voltar, com todos os santos que então estiverem com ele nos céus, tanto os que ressuscitaram quanto os que foram arrebatados, seria absurdo pensar naquela imensa multidão descendo para a batalha contra a besta e os reis da terra e ignorando a razão de tudo aquilo. Você não seria capaz de imaginar-se perguntando ao santo ao seu lado algo como: "Aonde nós vamos?", "Terra? Que terra?", "O que aconteceu lá para merecerem esse juízo?", "Que besta é essa?", "De que falso profeta estão falando?".
Revelação 19:11-19 Vi os céus aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça... e seguiam-no os exércitos que há nos céus, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do ELOHIM Todo-Poderoso.
Quando vemos Moshe e Eliyahu no monte da transfiguração, conversando com Yeshua sobre as coisas que iriam acontecer em Yerehushalaym (a saber, a crucificação), eles não estão nem um pouco alheios aos acontecimentos da terra e nem precisarão ver algum telejornal celeste para saber das coisas. E quando voltassem para os céus logo depois é evidente que não teriam apagadas da memória a lembrança daqueles momentos que passaram com o Senhor no monte da transfiguração.
Luc 9:30-31 Eis que dois varões falavam com ele: Moshe e Eliyahu, os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Yerehushalaym.
Quando Yochanan, no capítulo 4 de Apocalipse, é arrebatado aos céus, fica claro que ele passa a assistir de camarote aos eventos que se desenrolam na terra. Os céus não é um lugar alheio aos acontecimentos da terra, porque tudo o que acontece aqui tem consequências eternas e serão registradas para sempre nos céus. O simples fato de encontrarmos as multidões celestiais adorando o Cordeiro que havia sido morto demonstra que todos ali têm clara consciência da morte de Yeshua e da razão disso.
Na história do rico e Lázaro a vida na terra continua na memória de quem já morreu e o rico pede até que Lázaro seja mandado para avisar seus irmãos, ou seja, ele se lembra deles. Seria estranho pensar que o rico, no hades, tivesse conhecimento de coisas na terra que estivessem vedadas à memória de quem já estivesse no céu. Além disso, Lázaro é confortado estando no céu, e não faria sentido ele ser confortado se não soubesse de que estaria sendo confortado, ou o rico atormentado sem ter consciência do que o levou ali.
Luc 16:25 Disse, porém, Avraham: Filho, LEMBRA-TE de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.
E se aqueles nos céus estivessem alheios aos acontecimentos da terra, como poderia haver "maior júbilo nos céus por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento"? (Lc 15:7). Embora seja válido pensar que os anjos de Elohim se alegrem com cada conversão, o texto vai além ao afirmar que "há júbilo diante dos anjos de Elohim por um pecador que se arrepende" (Lc 15:10), o que significa que não está falando diretamente dos anjos, mas daqueles que estão diante dos anjos, ou seja, os santos redimidos. E como eles poderiam se regozijar se ignorassem quem são aqueles que se arrependem na terra, de quê estão arrependidos e como puderam chegar ao arrependimento?
Seria muito estranho aplicar 2 Coríntios 5:10 a pessoas que fossem pegas de surpresa, indagando, "Como assim? De que bem ele está falando? Qual foi o mal que fiz?". O Tribunal do Mashiach para os salvos não tem um caráter de julgamento da pessoa, mas de suas obras apenas (porque os salvos já foram julgados no Mashiach na estaca de execução), mas para os perdidos haverá condenação com base nas mesmas obras más que praticaram em vida.
1Co 3:12-15 Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.
2Co 5:10 Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal do Mashiach, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
Mat 12:36-37 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Os atos de justiça dos santos praticados na terra serão a matéria prima do tecido de linho finíssimo do vestido de noiva que vemos em Revelação nas bodas do Cordeiro. Também é dito que as obras dos que morrem salvos os acompanham.
Apo 19:7-8 Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.
Revelação. 14:13 Então, ouvi uma voz dos céus, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Mashiach. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.
Existe uma diferença entre ter consciência de pecados pendentes e ter consciência de pecados pagos. Acredito que teremos plena consciência de onde fomos tirados, ou não saberemos a razão de estarmos ali e nem fará sentido louvarmos o Cordeiro. Quando você tem uma dívida paga por um amigo, você se lembra da dívida, do pagamento e do amigo. Você já não é mais afligido pela pendência e pela dívida, mas pode descansar no fato de ter sido paga e vive com um sentimento de gratidão àquele que pagou.
Na nova Yerehushalaym não seremos diferentes do fomos na terra, no sentido de nossa individualidade. É claro que estaremos todos transformados e vivendo em um corpo glorificado como o do Senhor Yeshua, com sentimentos puros, livres de todo pecado, malícia e engano. Mas seremos as mesmas pessoas, no sentido de quem somos e reconheceremos as pessoas ali, não apenas as que amamos na terra, mas as que nos eram desconhecidas. Lembre-se de que os três discípulos que subiram com Yeshua ao monte da transfiguração imediatamente reconheceram Moshe e Eliyahu, que tinham vivido séculos antes deles. Naquele tempo ainda não existia fotografia ou qualquer referência visível para eles poderem se apoiar.
1 Co 13:12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
Tendo isto em mente podemos entender melhor o versículo em Yeshayahu 65:16-17 que diz: "...porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos. Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão". Mesmo assim, nessa terra restaurada e com pessoas de carne e ossos (não ressuscitadas) vivendo nela Elohim promete que serão "esquecidas as angústias passadas... e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão".
É evidente que ele não está falando de passar uma borracha nas mentes das pessoas, transformando-as em recém nascidos que não sabem sequer como usar as mãos, mas está se referindo à angústias, isto é, aos sentimentos. É fácil compreender o sentido quando pensamos numa mãe que foi muito maltratada por um filho, e um dia ele volta para casa arrependido e sua mãe o perdoa de tudo. Pergunto: Será que essa mãe irá alguma vez trazer à memória as angústias passadas? Não, ela colocou uma pedra em cima daquilo e elas nem se comparam ao prazer de ter seu filho de volta e transformado em um filho exemplar. "O amor cobre todos os pecados" Pv 10:12.
O mesmo entendimento podemos ter da passagem que diz: "porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados" Jr 31:34. Aqui é também no sentido de dívida paga. As dívidas que você tinha com o banco continuam lá, mas em um arquivo morto e com um grande carimbo de "PAGO".
domingo, 15 de março de 2015
Por que o Eterno permite que pessoas inocentes sofram?
Esta é uma das questões mais difíceis para um discípulo responder. Esta evidência é tão forte que, como diz a Bíblia, " Diz o néscio no seu coração: Não há Elohim" (Tehillim. 14:1).
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Muitos ateus, portanto, sem qualquer evidência objetiva sobre quê basear sua fé na inexistência de Elohim, finalmente recorrem a objeções filosóficas. E o problema do sofrimento é a maior destas.
Isto é _ dizem _ como pode um Elohim de amor permitir coisas como guerras, doenças, dor e morte em seu mundo, especialmente quando seus efeitos são freqüentemente mais intensos contra pessoas que são aparentemente inocentes? Ou Ele não é um Elohim de amor e é indiferente ao sofrimento humano, ou não é um Elohim de poder e é inútil para fazer algo a respeito. Em qualquer dos casos, o Elohim da Bíblia, que é supostamente um Elohim de poder absoluto e de amor perfeito, se transforma num anacronismo impossível. Ou é isso que eles dizem!
Esta é uma grande dificuldade, porém, o ateísmo, certamente, não é a solução, e tampouco o agnosticismo. Mesmo havendo muita coisa má no mundo, existem muito mais coisas boas. Isto é provado pelo simples fato de que as pessoas normalmente tentam agarrar- se à vida o quanto podem. Além disso, todos reconhecem instintivamente a superioridade do “bem” contra o “mal”.
Precisamos reconhecer também que as nossas próprias mentes foram criadas por Elohim. Nós só podemos usá-las até onde Ele nos permite, e é, portanto, altamente presunçoso de nossa parte usá-las para questionar a Ele e aos seus motivos.
"Não fará justiça o juiz de toda a terra?" (B'reshit 18:25).
"Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?" (Carta aos Israelitas em Roma 9:20).
Não somos nós que traçamos o padrão do que é certo, mas apenas o Criador de tudo. Precisamos ter em nossas mentes e corações que, quer entendamos ou não, tudo o que Elohim faz é, por definição, certo.
Tendo aceitado isto pela emunah, somos libertos para pensar em como podemos crescer espiritualmente com os sofrimentos e bênçãos da vida. Ao considerarmos tais assuntos, é útil cativar em nossas mentes as grandes verdades seguintes:
Não existem “inocentes” sofrimento.
Desde que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Elohim" (Carta aos Israelitas em Roma 3:23), não existe ninguém que tenha o direito de escapar da ira de Elohim com base em sua própria inocência.
No que concerne aos bebês e outras pessoas que são impossibilitadas mentalmente de distinguir entre certo e errado, é claro, tanto pela Escritura quanto pela experiência universal, que eles são pecadores por natureza, e, por isso, serão, inevitavelmente, pecadores voluntários tão logo possam fazê-lo.
O mundo está agora sob a maldição de Elohim (B'reshit 3:17) devido à rebelião do homem contra a palavra de Elohim.
Este “cativeiro da corrupção” ligado ao fato de que "toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto " (Carta aos Israelitas em Roma 8:21, 22) é universal, afetando todas as pessoas em toda parte. Elohim não criou o mundo assim, e um dia Ele restaurará todas as coisas. Nesse dia, "Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor…" (Revelação 21:4).
O Senhor Yeshua Hamashiach, foi o único verdadeiro “inocente” e “justo” em toda a história humana, todavia sofreu mais que qualquer um.
E Ele fez isso por nós! "O Mashiach morreu por nossos pecados" (I Coríntios 15:3). Ele sofreu e morreu para finalmente libertar o mundo da maldição e para que, mesmo agora, Ele pudesse salvar do pecado e da escravidão deste todos os que O receberem pela emunah como Senhor e Salvador pessoal. Esta grande libertação da pena do pecado herdado, bem como dos pecados que cometemos, muito possivelmente também assegura a salvação daqueles que morreram antes de atingir uma idade de consciente escolha do errado sobre o certo.
Com toda a nossa emunah na bondade de Elohim e na redenção do Mashiach, podemos reconhecer que o nosso sofrimento atual pode ser transformado para a Sua glória e para o nosso bem.
Os sofrimentos das pessoas que ainda não foram salvas são freqüentemente usados pelo Espírito Santo para levá-las a perceber que precisam de salvação e que precisam voltar-se para o Mashiach em arrependimento e emunah. Os sofrimentos dos nazarenos devem ser sempre um meio de desenvolver uma mais forte dependência de Elohim e um caráter mais semelhante ao do Mashiach, se neles eles forem “exercitados” (Carta aos Yehudim Israelitas 12:11).
Assim, Elohim é amor e é misericordioso mesmo que “no presente” Ele permita que provações e sofrimentos entrem em nossas vidas.
"E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Elohim, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Carta aos Israelitas em Roma 8:28).
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