"levanta-te e come!" - 1 Reis 19:5
O anjo não deu a Eliyahu uma visão, nem lhe explicou as Escrituras, nem fez algo notável: Disse a Eliyahu que fizesse a coisa mais simples do mundo - levantar-se e comer. Se nunca ficássemos deprimidos, não seríamos seres vivos; um cristal por exemplo nunca fica deprimido. Um ser humano é sujeito á depressão, do contrário não poderia receber a exaltação. Há coisas que são por natureza depressivas, coisas que se acham relacionadas a morte. E quando você fizer uma avaliação de si mesmo, leve sempre em conta a possibilidade de cair em depressão. Quando o Espirito de Elohim vem a nós, Ele não nos dá visões, Ele emite ordens muito simples. A depressão tende a nos desviar das coisas simples da criação de Elohim, mas sempre que Elohim vem a nós, nunca associaríamos a Elohim; mas quando a fazemos, descobrimos iniciativa contra a depressão; temos que fazer o que deve ser feito em alguma forma vencer a depressão, acabamos por intensificá-la, mas devemos fazer, e o fazemos, a depressão desaparece. Assim que nos levantamos e obedecemos, entramos em um plano de vida mais elevado!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Você esta pronto para ser oferecido sobre o altar?
"Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação." - 2 Timóteo 4:6
"Eu estou pronto para ser oferecido." É um ato da vontade e não do sentimento. Diga a Elohim que você está pronto para ser oferecido; e depois, sejam quais forem as consequências, não faça a mínima queixa, não qual seja a decisão de Elohim. Elohim nos faz passar por crises sozinhos; ninguém pode ajudar o outro. Exteriormente a vida pode ser a mesma; a diferença esta na vontade. Vença a crise na esfera da vontade e, depois, quando ela aparecer exteriormente, você nem pensará no preço. Se você não operar segundo a vontade de Elohim nessa área, acabará despertando em si autopiedade. "Atai a vítima da festa com cordas, e levai-a até aos ângulos do altar." O Altar significa fogo - que queima, purifica e isola - com um único objetivo; a destruição de toda afeição que não tenha sido gerada por Elohim e de todo apego que não tenha sido permitido por Ele. Não é você que os destrói, e sim Elohim. Amarre o seu holocausto ás pontas do altar mas cuidado para não ser entregar a autopiedade quando o fogo começar. Depois dessa passagem pelo fogo, não haverá mais nada que o oprima ou deprima. Quando surgir uma crise, você notará que as coisas não mais o aferam como antes. Como será a sua passagem pelo fogo? Diga a Elohim que está pronto para ser oferecido, e o próprio Elohim lhe mostrará que Ele é tudo que você sempre pensou que Ele fosse!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
As 10 Sefirotes de Hashem (Deus).
As 10 Declarações correspondem às Dez Sefirotes e são sua reflexão no mundo físico.
As Dez Declarações:
1. “Haja Luz” – B'reshit 1:3 – Cachamah – Sabedoria
2. “Haja um Firmamento” – 1:16 – Binah – Compreensão
3. “Que as águas se reúnam” – 1:9 – Chesed – Amor (Compaixão)
4. “Que a terra verdeje de verdura” - 1:11 – Gevurah – Força
5. “Haja luzeiros no firmamento” – 11:14 – Tiferet – Beleza
6. “Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos” – 1:20 – Netzah – Vitória
7. “Que a terra produza seres vivos” – 1:24 – Hod – Esplendor
8. Façamos o homem à nossa imagem” – 1:26 – Yesod – Fundação
9. “Dá-nos toda verdura” – 1:24 – Malchut – Reino
A Décima Declaração está contida no Primeiro Versículo: “No Princípio Deus criou o céu e a terra” e é correspondente a Kéter-Coroa, a primeira séfira.
Até mesmo Kéter-Coroa deve receber a Existência da Entidade Infinita que está acima desta séfira e, ainda que seja ela, Kéter-Coroa, o mais elevado elemento, é infinitamente inferior à Entidade Infinita. Como em todas as hipóstases o Logo aparece tanto como uma força (potência) tanto como uma Personificação. Assim, como temos Proximidade, temos Personificação. O conceito de Emanação é o de um processo no interior de D’us, segundo o qual o Universo se dá pela Vontade Dele. Mas é Kéter-Coroa que expressa essa Vontade. No processo de nossa compreensão vamos aderindo conceitos a conceitos que virão sempre recorrentes. Destarte, quando estabelecêramos o conceito de Yachid, o Único, cuidávamos de evidenciar a singularidade e simplicidade do Incriado. Kéter-Coroa é Vontade, mas é Kéter, tão só uma Séfira, que vai representar aquela Vontade que dá impulso inicial à Existência. Vejam, quando o texto afirma, peremptoriamente, que as Sefirotes são dez, não nove, isso confirma que é Kéter que é Vontade, pois se o Criador fosse Vontade (um atributo positivo, como pode?), Kéter-Coroa, que é uma Séfira, seria igual a D’us. E como ? E daí, só restariam nove sefirotes; mas elas são dez, não nove, não onze ! Como são dez, Kéter é, pois, tão só, uma Séfira, a da Vontade, uma séfira, Vontade, e não um atributo ao Divino. E, quando o texto reitera que é dez, e não onze, é para que não nos esqueçamos que D’us não é séfira, senão ter-se-ia onze Sefirotes: D’us mais dez Sefirotes ! Mas, valte então, também, a afirmação de que o Criador está fora do universo sefirótico, ainda que o emane e o manifeste, já que este universo está longe da Entidade Infinita, absolutamente longe! A Criação emana, imaterialmente, de um além da plenitude do Ser, na qual toda condensação, - supramente livre – não representa senão a superabundância, a pletora e a gratuidade Dele. Diríamos de Sua Graça.
Continua.
GLOSSÁRIO:
Keter – Primeira Séfira – Coroa
Mundo da Emanação, ou Mundo de Azilut, plano da Divindade, das idéias puras
Azilut – Mundo das Emanações, Luzes Divinas
Hipóstase - Em teologia, a Trindade com 3 pessoas distintas em uma só. Do grego Hipostase, o que é o ponto de baixo. Em Kabbalah refere-se a emanação como tal, ou descesso sefirótico.
Malchut – O Reino, a Realeza, o mundo físico
Binah – 3ª esfera, 3ª séfira, compreensão, entendimento na coluna da Forma. Ao contrário de Hochmah a 2ª Séfira, A Sabedoria, pura força, Binah representa a energia que se transforma em força. A forma em potencial.
Sizigias – Pares de deuses consortes (em egiptologia). O termo se aplica à polaridade das sefírote na Árvore da Vida, quando uma séfira se complementa com a outra.
domingo, 22 de dezembro de 2013
SALMO 121 EM HEBRAICO (TRANSLITERADO E TRADUZIDO)
Shir LaMa’aloth
Canção para a Ascenção
Essá Eynai el-HeHarim
Levanto meus olhos para os montes
MeAyin YaVô Ezr’i
De onde virá meu socorro?
Ezr’i Me’im HaShem
Meu socorro vem do Senhor
Ossê Shamayim Va’Aretz
Que fez os Céus e a Terra
Al-Yithen LaMot RagleKha
Não deixará teu pé tropeçar,
Al-YaNum ShomreKha
Não se omitirá aquele que te guarda
Hinê Lo-YaNum VeLo Yishan Shomer Yisrael
Eis que não se omitirá nem dormirá o Guardião de Israel
HaShem ShomreKha, HaShem Tzil’Kha
O Senhor te guardará, te cobrirá [com Sua sombra]
Al-Yad YemineKha
À tua direita.
Yoman HaShemesh Lo-YakeKha
De dia, o Sol não te molestará
VeYareach BaLaylah
Nem a Lua, à noite.
HaShem YiShmorKha Mi-Kol Rá
O Senhor te guardará de todo Mal
YiShmor eth-NafsheKha
Ele guaradará tua alma.
HaShem YiShmor TzethKha UVoeKha
O Senhor guardará tua entrada e tua saída,
MeAtah VeAd-Olahm
Desde agora e para sempre
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
A idolatria e as suas consequências.
Base para a leitura: Êxodo: 20: 2 ao 6
Definição de idolatria (infidelidade)
Introdução
A idolatria é usualmente definida como a prática de adoração a ídolos, valores e ideias em oposição à adoração a um Elohim monoteísta. A idolatria é considerada um dos maiores pecados nas religiões abraâmicas, de outro modo, em religiões onde esta atividade não é considerada como pecado. Quais imagens, ideias e objetos, constituem idolatria, e quais constituem uma adoração válida é um assunto de discussões por autoridades e grupos religiosos. É notável o conflito sobre o uso do termo no cristianismo, entre dois dos seus principais ramos, o catolicismo e o protestantismo. Um termo originalmente de cunho religioso, a idolatria foi duramente condenada por certas religiões cujos ritos não incluíam imagens de ídolos. A Bíblia, a Torah e o Alcorão são particularmente taxativos quanto à idolatria, comparando-a com alguns dos piores crimes e pecados concebíveis. Por conta desta condenação, o termo "idolatria" é atualmente adotado como forma pejorativa de referência a práticas religiosas não abraâmicas. Desobedecendo as leis de Elohim segundo os seus mandamentos.
Por que Elohim abomina a idolatria?
Pervertemos a verdadeira adoração quando substituímos Elohim por outra coisa e agimos em contrariedade às instruções de Elohim. Elohim não vai compartilhar o amor do seu povo com outro deus. A idolatria é infidelidade. Yirmeyahu a descreve como "adulterou, adorando pedras e árvores" (Yirmeyahu 3:9). É isso que Sha'ul frisa em sua discussão com os coríntios sobre o zelo divino e a devoção ao Mashiach (2 Coríntios 11:2-3). A irracionalidade (Atos 17: 16), o absurdo (Yeshayahu 44) e a tragédia (1 Reis 18) da idolatria também são temas frequentes nas Escrituras.
Para onde foram todos os ídolos?
Será que um mal antigo poderá se tornar uma ameaça em nossos dias? A nossa percepção se aprimora quando lemos a palavra de Sha'ul: "Avareza, que é idolatria" (Colossenses 3:5) e "avarento que é idólatra" (Efésios 5:5). Uma pessoa gananciosa não pode ir para a nova Yerehushalaym (1 Coríntios 6:10; 5:11). Qualquer preocupação exagerada se torna um deus. Quando o orgulho, o dinheiro, os bens, o emprego ou as realizações pessoais passam a rivalizar com Elohim, somos idólatras (Mattiyahu 6:24; Filipenses 3:19; Romanos 16:18)! Satanás é o "deus deste século" (2 Coríntios 4:4). Há forças da maldade que influenciam os homens a agir como se Elohim não fosse Elohim. O secularismo faz das conquistas do homem um deus. O humanismo nega a natureza espiritual do homem e como idolatria substitui o todo pela parte, adorando o fragmento. O comunismo, descrito por um discípulo desiludido como "o deus que fracassou", assassinou milhões e aprisiona um terço do mundo com uma interpretação econômica da história. Sim, o mundo moderno pode ser corretamente visto do modo em que Sha'ul via os atenienses, "idolatria dominante na cidade" (Atos 17:16). Ao refletirmos sobre esse mundo e perguntarmos se os crentes podem transformá-lo, há uma questão mais fundamental: "Será que sou idólatra?".
Se Elohim aborrece a idolatria, por que mandou Moshe levantar uma serpente de bronze?
Nada do que Elohim fez ou faz Ele o realiza sem propósito, uma das perguntas mais frequentes entre que vejo os idolatras fazerem é justamente esta, mas o que me impressiona são pessoas que não conhecem a Palavra de Elohim e isto porque não conhecem o Espirito de Elohim que é quem nos revela a palavra, porem este é um texto que não é necessário uma revelação, mas ter o conhecimento necessário bíblico. Elohim manda Moshe erguer uma serpente por conta da murmuração do povo e as serpentes começam a surgir nos desertos e picar os murmuradores os levando a morte, então Moshe recebe autorização do alto para erguer uma serpente para que ela tipificasse o Mashiach sendo levantado na Estaca, mas a serpente não era um símbolo do Mashiach, mas de pecado e assim como hoje qualquer que se arrepender e olhar para o Mashiach através da sua estava de execução recebe perdão e cura, assim foi com a serpente todo o que olhasse para ela receberia a cura e o perdão, visto que através de uma serpente a morte entrou no mundo e foi vencida na estaca por Yeshua, assim a serpente de bronze chamada Neusta “pedaço de bronze” foi um símbolo de morte causada pelo afastamento de Israel do Elohim vivo, e tudo através da murmuração. (Bamdbar 21: 5). Más esta mesma serpente quando passou a servir de adoração entre o povo ela foi destruída. (2 Reis 18:4)!
A idolatria “gospel”
As vezes fico pensando sobre o que Moshe faria se estivesse vivo hoje. Se ele se irou contra um bezerro de ouro fico pensando no ataque do coração que ele teria com os vários bezerros de ouro que existem hoje, que inclusive falam e cantam. Bem piores que aquele do Êxodo. Na verdade, a idolatria e os bezerros evoluem junto com a sociedade. Esse é o pecado base dos outros. Esse é o pecado que vive como uma espécie de hospedeiro e se desenvolve junto com a gente. Por isso as primeiras linhas dos grandes mandamentos são contra a idolatria. E ainda bem que Yeshua pagou o preço desse nosso pecado, porque não temos respeitado os princípios básicos da Tora do Yawheh. Estamos colocando alguém no lugar de Elohim. E sem perceber, principalmente na música, estamos colocando artistas num altar que só pertence a Yawheh. Nesses dias de Jornada Mundial da Juventude lemos muito sobre a idolatria papal da igreja católica romana. Os evangélicos estão sempre lembrando da idolatria deles, e com razão. Considero a figura do papa como um bezerro de ouro. Um dos vários que essa igreja tem construído. Mas o assunto é sobre os cristãos protestantes. Se não temos um papa isso significa que não negociam o lugar e a perfeição de Yeshua com ninguém. Nenhum outro intermediador, nenhuma outra verdade, nada além de Yeshua e sua palavra. Verdade? Na teoria sim. Na prática de muitos não. Eles tem construído os seus papas e bezerros. O mercado gospel da música tem se tornado um altar de imagens que cantam, pulam e em alguns casos falam besteiras enormes.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
613 mandamentos
Os 613 mandamentos ou 613 mitzvot (do hebraico:תרי"ג מצוות ou Taryag mitzvot sendo TaRYaG um acrônimo do valor numérico "613") é o nome dado ao conjunto de todos os mandamentos que, de acordo com o judaísmo, constam na Torá (os cinco livros de Moisés).1 De uma forma geral, a expressão "A Lei de Moshe" (em hebraico Tora Moshé תורת משה) também é utilizada em referência ao corpo legal judaico.
Apesar de que houve muitas tentativas de codificar e enumerar os mandamentos contidos na Torá, a visão tradicional é baseada na enumeração de Maimônides. De acordo com essa tradição, estes 613 mandamentos estão divididos em "mandamentos positivos", no sentido de realizar determinadas ações (mitzvot assê, mandamentos do tipo "faça!", obrigações1 ) e "mandamentos negativos", na qual se deve abster de certas ações (mitzvot ló taassê, mandamentos do tipo "não faça!", proibições1 ). Existem 365 mandamentos negativos, correspondendo ao número de dias no ano solar, que é como se cada dia dissesse à pessoa "Não cometa uma transgressão hoje";1 e 248 mandamentos positivos, relacionado ao número de ossos ou órgãos importantes no corpo humano,2 isto é, como se cada membro dissesse à pessoa: "Cumpra um preceito comigo".1 Apesar de que o número 613 é mencionado no Talmud, sua significância real cresceu na literatura rabínica medieval tardia, incluindo muitos trabalhos listados ou arranjados pelas mitzvot.
Três dos mandamentos negativos envolvem yehareg ve'al ya'avor, o que significa que "uma pessoa deve se deixar ser morta ao invés de violar este mandamento negativo", são eles o assassinato, idolatria e relações proibidas.3
Muitas das mitzvot não podem ser observadas a partir da destruição do Segundo Templo (70 E.C.), apesar que elas ainda mantém grande significância religiosa. De acordo com um entendimento padrão, há 77 mandamentos negativos e 194 positivos que podem ser observados hoje. Há 26 mandamentos que se aplicam somente dentro da Terra de Israel.4 Além disso, existem alguns mandamentos baseados em tempo das quais a mulher está isenta (exemplos incluem shofar, sucá, lulav, tzitzit e tefilin5 ). Alguns dependem de um status especial da pessoa no judaísmo (como cohanim), enquanto outros se aplicam apenas aos homens e outros apenas às mulheres.
De acordo com o Talmud,6 um verso bíblico afirma que Moisés transmitiu a "Torá" de Elohim para o povo judeu: "Moshe nos mandou a Torá como uma herança para a comunidade de Yaakov".7
O Talmud relata que o valor numérico hebraico (guematria) da palavra "Torá" é 611, e combinando os 611 mandamentos de Moshe com os dois recebidos diretamente de Elohim somam 613. Os dois mandamentos que Elohim entregou diretamente aos judeus foram os dois primeiros dos Dez Mandamentos: isso pode ser visto a partir do fato destes estarem escritos na primeira pessoa. O Talmud atribui o número 613 ao Rabino Simlai, mas outros sábios clássicos que sustentam essa visão incluem o Rabino Shimon ben Azai8 e o Rabino Eleazar ben Yossi, o Galileu.9 Isso é citado nos Midrashim Shemot Rabá,10 Bamidbar Rabá11 e o Talmud Babilônico.12
Muitos filosófos e místicos judaicos (como o Baal HaTurim, o Maharal de Praga e líderes do judaísmo hassídico) encontram alusões e cálculos inspirados na relação com o número de mandamentos.
Os tzitziot ("franjas com nós") do talit ("xale [de orações]") estão conectadas aos 613 mandamentos por interpretação: o principal comentarista da Torá, Rashi, baseia o número de nós em uma guematria: a palavra tzitzit (hebraico: ציצת (bíblico), ציצית, como soletrado na Mishná) tem o valor 600. Cada nó tem oito fios (quando dobrados) e cinco jogos de nós, totalizando 13. A soma de todos os números é 613. Isso reflete o conceito de que a utilização de uma vestimenta com tzitzit lembra seu usuário de todos os mandamentos da Torá.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
As Pedras Preciosas da Placa Peitoral
Elohim ordenou
que se pusessem doze pedras preciosas engastadas sobre o material tecido do
peitoral. Sobre cada pedra estava escrito o nome de uma das doze tribos. Além
desses nomes as pedras possuíam também as seguintes palavras na placa peitoral:
"Avraham, Yitschac, Yacov, Shivtê Yeshurun." Estas palavras
adicionais estavam distribuídas sobre todas as gemas, de tal maneira que cada
pedra tinha o total de seis letras. Assim, todas as letras do Alef-bet estavam
incluídas na placa. Porque a placa deveria conter todas as letras possíveis?
Quando o povo de Israel precisava consultar Elohim sobre assuntos importantes,
essas letras se iluminavam, formando sentenças, a fim de transmitir a resposta
de Elohim. A placa portava os nomes de nossos patriarcas e das tribos, para
servir como lembrete do mérito de nossos grandes antepassados e o das tribos.
As quatro colunas aludem ao mérito de nossas quatro matriarcas. Esses méritos
auxiliavam o Sumo Sacerdote a obter expiação para o povo judeu. Enquanto o Sumo
Sacerdote usava a placa, não podia em nenhum momento esquecer o povo judeu.
Tinha-os presentes (simbolizados pelos nomes das tribos) enquanto cumpria o
serviço Divino. Ao orar, pedia a Elohim que os ajudasse e os abençoasse. Como
as Pedras Foram Cortadas As duas pedras preciosas das alças do avental e as
doze pedras preciosas da placa deviam ser cortadas de um certo tamanho. Porém Elohim
proibiu que se usasse uma faca ou qualquer outro instrumento de metal para
cortar essas pedras. As pedras incrustadas deveriam ser perfeitas, sem que
faltasse a menor lasquinha sequer. Portanto, as letras sobre as gemas não
poderiam ser gravadas através de instrumentos ou ferramentas, pois isto faria
com que as gemas ficassem ligeiramente lascadas. Como então, poderiam ser
cortadas? Moshê sabia que Elohim havia criado na véspera do primeiro Shabat dos
seis dias da Criação um inseto, pequeno como um grão de cevada, que possuía a
maravilhosa habilidade de cortar qualquer material, inclusive a mais dura
rocha, simplesmente passando por cima. Este inseto surpreendente se chamava
shamir. Moshê ordenou que se trouxesse o shamir. Os nomes das tribos foram
escritos à tinta sobre as gemas. O shamir foi passado pelas pedras preciosas, e
estas se cortaram exatamente sobre a linha marcada pelo artesão. Quando o
Templo Sagrado foi destruído, o shamir desapareceu. Urim Vetumim, o Pergaminho
Contendo o Nome de Elohim Embutido na Placa. Como mencionamos anteriormente, a
placa peitoral foi feita de tal modo que era dobrada ao meio, formando um
bolso. Neste bolso Moshê inseriu um pergaminho sobre o qual escreveu o Nome
Indizível de Elohim composto de setenta e duas letras. Este nome fazia com que
certas letras gravadas sobre as pedras preciosas se acendessem em resposta às
questões que lhe eram perguntadas. O nome urim vetumim significa: Urim - as
letras se acendiam (da raiz 'or', luz) Tumim - sua resposta era final e inalterável
(derivado de 'tam', perfeito) Por isso, a placa peitoral além de ser chamada
simplesmente de chôshen era também conhecida como 'Chôshen Mishpat' (mishpat -
sentença), uma vez que a decisão final sobre cada assunto duvidoso era
alcançada através da iluminação das pedras. Apenas assuntos referentes ao rei,
ao tribunal ou ao povo judeu como um povo poderiam ser consultados através das
pedras. Não era permitido questioná-las para propósitos particulares. O
questionador costumava ir ao Sumo Sacerdote, que portava os urim vetumim. O
Sumo Sacerdote voltava sua face em direção a arca (sobre a qual a Divindade
pairava), e o inquiridor, de pé atrás dele, tinha de perguntar a questão em voz
baixa, no tom de quem está rezando. O Sumo Sacerdote era então inspirado pelo
espírito Divino. Ao olhar para as letras da placa que se acendiam, podia
combiná-las corretamente e decifrar a resposta de D'us. Os urim vetumim foram
consultados pelo povo de Israel durante o período bíblico. Pararam de funcionar
com a destruição do primeiro Templo Sagrado. Aharon recebeu o privilégio de
portar o nome Divino sobre seu coração como recompensa por sua felicidade, ao
ouvir que seu irmão menor Moshê fora escolhido como líder para redimir o povo
judeu. Elohim disse: "Que o coração que não sentiu inveja porte a placa
contendo o Meu Nome!”.
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