segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
terça-feira, 12 de novembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Vencendo o Pecado da Imoralidade Sexual.
Ao criar o sexo Elohim também estabeleceu um padrão para que pudéssemos desfrutá-lo da melhor forma. No entanto, como seres contaminados pelo pecado acreditamos que podemos encontrar maneiras “melhores” de usar o sexo e obter mais prazer. Acreditamos na mentira da serpente de que há algo melhor além do arco-íris; algo do qual Elohim está nos privando porque Ele não quer que sejamos plenamente felizes. Contudo, é justamente por desejar que tenhamos gozo eterno que Elohim estabeleceu limites seguros para nós. A obediência a esses limites é o primeiro passo para desfrutarmos da sexualidade com verdadeira alegria e contentamento. A Escritura classifica os pecados de ordem sexual em uma única categoria: imoralidade sexual. Em suma, a imoralidade sexual se refere a toda prática sexual fora do padrão de santificação que Elohim estabeleceu. Não haverá prazer verdadeiro nem alegria verdadeira a menos que obedeçamos a esse padrão. Sendo assim, podemos afirmar que a obediência é o primeiro passo para uma sexualidade bíblica – conforme o padrão de Elohim. Fé e Incredulidade
O que fé e incredulidade têm a ver com sexualidade? Muito mais do que podemos imaginar. Viver nossa sexualidade conforme o padrão que Elohim estabeleceu implica em crermos que a despeito das diversas proposições que o mundo possa nos apresentar, o caminho de Elohim é sempre o melhor. Isso é fé. Se apegar fielmente às promessas de Elohim, crendo que nosso sacrifício, renúncia e submissão têm um propósito muito maior que nossa existência neste mundo também é fé. Portanto, uma sexualidade bíblica só é possível por meio de uma fé alicerçada em Yeshua. Por outro lado, todo o pecado está intimamente ligado à incredulidade, em seu cerne está a desobediência à Palavra Elohim; o que é a desobediência senão um ato de incredulidade? Deixamos de crer na Palavra do ETERNO e em suas promessas e depositamos nossa fé nas coisas criadas.“Fé é o poder que corta a raiz do pecado. O pecado tem poder por causa das promessas que faz a nós. Ele fala assim: ‘Se você mentir na sua declaração de imposto de renda, você terá dinheiro extra para conseguir aquilo que lhe fará mais feliz. Se você olhar esta pornografia, você terá uma onda de prazer que é melhor do que a alegria de uma consciência limpa.’ Ninguém peca por obrigação. Nós pecamos porque acreditamos [depositamos nossa fé] nas promessas enganosas que o pecado faz. As promessas do pecado são mentiras. Lutar contra a incredulidade e pela fé na graça futura significa que combatemos fogo com fogo. Nós lançamos as promessas de Elohim contra as promessas do pecado. Nós mortificamos os feitos pecaminosos antes que eles aconteçam, quando cortamos a raiz que lhe sustenta: as mentiras do pecado.
Resumindo, a luta contra o pecado é, antes de tudo, uma batalha contra a incredulidade, e a incredulidade, por sua vez, está atrelada ao nosso coração, fonte de todos os nossos ídolos.
A raiz do problema
Quando pensamos em pecado tendemos a considerar somente o seu aspecto externo; se tratando de pecados sexuais, nos referimos à pornografia, masturbação, fornicação, adultério. No entanto, geralmente, deixamos de lado a face oculta do pecado, sua origem, suas motivações, o solo onde ele cresce até que seus frutos se tornem visíveis. Em Mattiyahu 5:28 Yeshua disse: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”. O que Yeshua estava dizendo? Como é possível cometer adultério sem ter qualquer tipo de relação com outra pessoa? Como é possível ser adúltera diante da tela de um computador? Ou ao cobiçar um colega de trabalho? E ao desejar, bem lá no íntimo, ter me casado com o marido de minha amiga? Como é possível cometer tão grave pecado sem sequer externa-lo? Às vezes por medo ou falsa moralidade não chegamos a cometer determinados pecados externamente e isso nos traz um falso senso de dignidade, algo que a Bíblia chama de hipocrisia (Mat 23.25), mas Yeshua vai até a raiz do problema mostrando que não importa o quão limpo nosso copo esteja por fora, a questão crucial é o quão limpo ele está por dentro. O fato de nossos pecados não serem externados ou vistos não significa que eles não existam. Se, de fato perscrutarmos nossos corações veremos que há muito mais pecados do que ousamos reconhecer. As coisas que alimentamos em nossas mentes e corações, embora não tenhamos coragem de realizar são tão pecaminosas quanto aquelas que chegamos a realizar.
Não cobiçarás
Se analisarmos minuciosamente os últimos mandamentos descritos em Sh'mot 20.13 – 16: não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho contra o teu próximo (Êx 20.13 – 16), veremos que no cerne de cada pecado há um forte sentimento de cobiça. A cobiça é a causa do assassinato, do adultério, do furto, do falso testemunho. Se você não cobiçar a mulher do seu próximo, não cairá em adultério, se não cobiçar as coisas do teu próximo, não furtará, se não cobiçar a reputação do seu próximo, não dará falso testemunho contra ele. Em outras palavras, devemos fugir da cobiça para que ela não nos leve a pecar. “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem [cobiçarás] seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem [cobiçarás] coisa alguma que lhe pertença” (Sh'mot 20.17).
“Algum tempo depois, a mulher do seu senhor começou a cobiçar Yossef. E um dia ela o convidou: Vem e deita-te comigo!’” (Gn 39.7)
“Um dia, após o almoço, Davi levantou-se depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio real. Do terraço avistou uma mulher que banhava-se. E notou que era uma mulher muito bonita.” (2 Sm 11.2)
“Não cobices no teu coração ,nem te deixes seduzir” (Mislhei 6:25)
“Tendo os olhos cheios de adultério [isto é, imoralidade], nunca param de pecar.” (2 Pe 2.14)
“cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado . (Tg 1.14 – 15)
“Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis.(Tg 4.2 – 4)
A cobiça atrai, seduz e dá luz ao pecado. A cobiça é incredulidade, pois deposita sua fé naquilo que acredita que saciará sua fome. A cobiça é mentirosa, pois, no fim das contas, ela revela sua face insaciável: quanto mais a alimentamos mais famintas e vazias nos tornamos. A cobiça é infidelidade, pois toma as dádivas de Elohim: nosso corpo, nossa sexualidade e as transforma em instrumentos para o pecado. A cobiça é prazer vazio e transitório. “Cobiça é desejar qualquer outra coisa senão Elohim, de uma forma que revele uma perda de contentamento e satisfação nele. A cobiça é um coração dividido entre dois deuses. Sha'ul chama isso de idolatria. Em suma, a cobiça é idolatria.
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
O que Yeshua realmente disse ao ex criminoso na cruz?
Outra passagem que é usada para defender a doutrina da vida após a morte é quando Yeshua disse ao ladrão arrependido que foi crucificado com ele. Lucas 23:42-43 “E disse a Yeshua: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Yeshua: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso." Então as pessoas leem o versículo 43 e dizem: “Vê: o ladrão morto estava naquele dia no Paraíso com Yeshua.” Contudo, quando você tentar entender esta passagem você deverá levar em conta todas as outras passagens bíblicas a este respeito. Ressurreição é o fio condutor na Palavra de Elohim quando se trata da vida após a morte. Eis o que acontece no texto dado acima: Os textos gregos antigos não possuem vírgula ou pontuação. Isto não é uma suposição. É um FATO! Em outras palavras o texto tem essa interpretação porque o tradutor decidiu colocar vírgula antes da palavra “hoje”, causando assim a impressão que Yeshua estava prometendo ao ladrão que apesar do fato de ele não ter ainda ressuscitado, ele estaria com Yeshua no paraíso naquele mesmo dia. Mas, tal interpretação é, assim acreditamos, falsa com base em dois textos que explicamos abaixo.
“E então estaremos sempre com o Senhor”. A palavra diz muito claramente que para estar com o Senhor necessitamos da ressurreição! Você não “estará com o Senhor” quando morrer. Você estará com o Senhor que ele voltar e você for ressuscitado. De fato, 1 Tessalonicenses 4:16-17 diz: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Elohim; e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” Como ESTAREMOS (no futuro) sempre com o Senhor? Por meio da ressurreição! Não há outro modo! A menos que queiramos aceitar que Yeshua estava dando um favor especial para aquele ladrão, e que a palavra de Elohim não foi levada em conta, que ele não precisou de ressurreição para estar com o Senhor, então é óbvio que a interpretação tradicional é falha. Além do mais, como Sha’ul nos diz em 1 Coríntios 15:51-55: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” Para ser imortal você deve revestir-se de imortalidade, e isto apenas acontece no soar da última trombeta, na vinda do Senhor. Se após a morte você já for um imortal, então por que você precisaria revestir-se de imortalidade aqui na terra? Também nos diz o Senhor: Yochanan 5:25-29 “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Elohim, e os que a ouvirem viverão. Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo; E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” Os mortos estão vivos agora? De acordo com o Senhor, NÃO! É por isso que ele usa verbo no futuro quando diz: “porque vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Elohim, e os que a ouvirem viverão.” Os mortos não estão vivos agora. Eles viverão naquele dia, “quando todos que estão nos sepulcros ouvirão [futuro] sua voz e sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” Yeshua mesmo morreu e foi ressuscitado no terceiro dia. Conforme nos diz Sha’ul citando Davi:
Atos 13:34-37 “E que o ressuscitaria dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, disse-o assim: As santas e fiéis bênçãos de Davi vos darei. Por isso também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção. Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Elohim, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção. Mas aquele a quem Elohim ressuscitou nenhuma corrupção viu.” Se Yeshua não tivesse ressuscitado dos mortos Ele teria certamente experimentado a corrupção. É obvio que Yeshua não estava no paraíso (o que é ainda algo future) naquele dia, mas no sepulcro. Ele não poderia de maneira alguma prometer ao ladrão que naquele mesmo dia eles estariam juntos no Paraíso. O que e onde é o “paraíso”? A segunda razão desta interpretação falsa é porque “a promessa de Yeshua foi sobre o paraíso. Quando ele falou a este respeito, Ele estava respondendo ao pedido do ladrão que disse:
Lucas 23:42 “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” Ele certamente ouviu falar da vinda do Reino de Elohim. Este era um tema constante dos ensinamentos de Yeshua. Então ele conhecia seus ensinamentos. Contudo quando Yeshua lhe respondeu, foi sobre esta pergunta. Muitos ficam confusos por causa da tradição que interpreta “paraíso” como um lugar no céu aonde os bons vão após a morte. Mas, paraíso não é nada como isto. Para encontrar o verdadeiro significado de Paraíso necessitamos olhar não para interpretações humanas, mas dentro da Palavra de Elohim. Eis que a Palavra não deixa dúvida. Em Apocalipse 2:7 ouvimos Yeshua dando a seguinte promessa:
“Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Elohim.”Assim, a árvore da vida está no meio do paraíso de Elohim. A próxima referência à árvore da vida está em Apocalipse 22:1-2, na qual lemos: Apocalipse 22:1-2 “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Elohim e do Cordeiro. No meio da cidade, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.” A árvore da vida estava de um lado e de outro do rio, o qual estava fluindo “pelo meio da cidade.” Que cidade? A resposta é dada no livro de Apocalipse 2:1-2: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, Yochanan, vi a santa Cidade, a nova Yerushalayim, que de Elohim descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.” Então a árvore da vida é parte da nova Yerushalayim e, portanto, parte do novo céu e da nova terra! Agora juntando os pontos: uma vez que a vida está no paraíso de Elohim, este paraíso é algo presente? NÃO! Se tornará presente na nova terra! Como Kefá disse: 2 Kefá 3:13 “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” Os novos céus e nova terra, e também o paraíso sendo parte desta nova terra, tudo isto está por vir. Estamos esperando por elas! Não há paraíso agora assim como há ainda a nova terra que faz parte dela. Mas haverá! E o paraíso, na nova terra, no novo reino de Elohim, nós veremos também como o ladrão arrependido, exatamente como o Senhor lhe prometeu naquele dia: “Em verdade te digo agora que tu estarás comigo no Paraíso.”
Compare as traduções abaixo:
(Tradução do Novo Mundo)
(Lucas 23:43) “Yeshua lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no
paraíso.” (João Ferreira de Almeida Atualizada)
Todos nós sabemos que Yeshua não ascendeu aos céus no mesmo dia em que ele falou isso ao penitente, e isso é fato. O próprio Yeshua disse que ele ficaria 3 dias e 3 noites no “coração da terra”. (Mattiyahu 12:40) “o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” Sha’ul também disse que Yeshua é “o primogênito dentre os mortos”. (Colossenses 1:18). Em sua defesa perante o rei Agripa, Sha’ul ainda asseverou que Yeshua “foi o primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos.” (Atos 26:23) Diante desses fatos, entendemos que Yeshua não poderia estar falando que estaria naquele mesmo dia com o penitente “no paraíso”. A forma de escrita grega usada nos primeiros manuscritos disponíveis das Escrituras Gregas é composta unicamente de LETRAS MAIÚSCULAS. Os escribas antigos faziam ocasionalmente – mas não consistentemente – o uso de algumas formas de pontuação. Portanto, a pontuação nas traduções modernas da Bíblia é baseada na gramática do texto grego e no contexto do verso. Neste versículo, a gramática do texto grego permite colocar uma vírgula (ou dois pontos) antes ou depois da palavra “hoje”. No entanto, a pontuação nas
línguas modernas na declaração de Yeshua depende de como os tradutores entendem o sentido do que Yeshua disse e sobre o que a Bíblia ensina como um todo. O USO DE “HOJE” EM PROMESSAS SOLENES Nas línguas semíticas era comum usar a palavra “hoje” para estabelecer o dia em que se fazia uma promessa solene a fim de dar ênfase. Nas Escrituras Hebraicas existem inúmeros exemplos de declarações com “hoje” para promessas solenes e mandamentos. Vejamos alguns:
(Zacarias 9:12) “Voltem à fortaleza, prisioneiros com esperança. Eu lhe digo hoje:
“Recompensarei você em dobro, ó mulher.” (TNM 2015) Nesse texto, nós vemos que “hoje” refere-se ao dia da promessa, não ao dia em que ela se cumpriria. Vejamos outros exemplos:
(D’varim 4:26) “tomo hoje os céus e a terra como testemunhas contra vocês de que vocês certamente desaparecerão depressa da terra.” (TNM 2015)
(D’varim 6:6) “Estas palavras que hoje lhe ordeno devem estar no seu coração.” (TNM 2015)
(D’varim 7:11) “Portanto, tenha o cuidado de guardar os mandamentos, os decretos e as decisões judiciais que hoje lhe ordeno, obedecendo-lhes.” (TNM 2015)
(D’varim 8:1) “Você deve ter o cuidado de obedecer a cada mandamento que hoje lhe dou.” (TNM 2015)
(D’varim 8:19) “aviso-lhes hoje que vocês certamente morrerão.” (TNM 2015) Diante dessas informações, fica claro que Yeshua usou a palavra “hoje” para enfatizar sua promessa solene ao penitente ao seu lado, mas tal palavra se refere ao dia em que foi feita, não ao dia em que seria cumprida. “Digo-te neste dia que comigo tu estarás no Gan Éden”. Lucas 23:43 “…estarás comigo no paraíso” FOI O MALFEITOR PARA O CÉU NO MESMO DIA? Veja também LUCAS 23:43 e a PESHITTA SYRIACA “Estarás comigo no paraíso” – Que paraíso? Yeshua prometeu ao malfeitor que ele viveria no céu? O EX LADRÃO NÃO MORRIA NAQUELE MESMO DIA. O ladrão não morria naquele mesmo dia – Um condenado a morte de cruz geralmente demorava dias para morrer na cruz. Lemos em Yochanan 19:31-33 um costume antigo realizado pelos judeus: “Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a Preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e que fossem tirados. Foram, pois, os soldados e, na verdade, quebraram as pernas do primeiro, e ao outro que com ele fora crucificado; mas vindo a Yeshua, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas” (cf. Jo.19:31-33). Qual seria a razão pela qual devia-se quebrar as pernas dos crucificados? Porque o crucificado não morria no mesmo dia. Mashiach foi exceção ao caso porque expirou antes (cf. Lc.23:46), ele não morreu como resultado da hemorragia. Os outros, contudo, ainda ficavam vivos agonizando durante dias – não poderiam estar com Mashiach naquele mesmo dia em questão. Isso é o que a História e a Bíblia Sagrada nos mostram. Diz o comentário de J. B. Howell:
“O crucificado permanecia pendurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e a sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e às vezes, sete” [Comentário a S. Mattiyahu, pág. 500] Arnaldo B. Christianini segue na mesma linha e afirma: “Depois do sábado haver passado, sem dúvida esses dois corpos foram outra vez amarrados na cruz, e lá ficaram diversos dias, até morrerem. Se era necessário quebrar as pernas aos dois malfeitores, antes do pôr do sol, é porque não haviam morrido ainda. Na pior das hipóteses viveram ainda, pelo menos, um dia a mais do que o Mestre. Como podia, um deles, estar no mesmo dia junto de Yeshua?” [Subtilezas do Erro, pág 222] Vemos, portanto, que historicamente os ladrões que morriam na cruz não faleciam no mesmo dia da crucificação. E a Bíblia confirma isso? Sim, confirma. Na passagem anteriormente citada, vemos que “os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto que era véspera do sábado, pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados” (cf. Jo.19:31). Por que as pernas dos crucificados foram quebradas? Para matá-los logo? Se alguém quisesse matá-los, bastaria uma lancetada no coração ou no fígado deles (como foi feita com Mashiach porque viram que já estava morto). A finalidade em quebrar as pernas deles não era para matá-los, mas porque havia uma tradição entre os judeus que não permitia que o condenado ficasse dependurado na cruz no dia de sábado. Por isso, lhes quebravam as pernas e era descido do madeiro e assim permanecia até o fim do sábado. Prova ainda mais forte de que tal procedimento não resultava em morte imediata dos crucificados é a grande surpresa de Pilatos (experiente em crucificações) em ver que Yeshua já havia morrido:
“E Pilatos se admirou de que {Mashiach} já estivesse morto” (cf. Marcos 15:44) Pilatos ficou pasmo em ver que Yeshua já estivesse morto. Certamente deveria ter dito algo como: “Já morreu?!” Por que Pilatos “se admirou”? Por certo, Pilatos, veterano em mandar pessoas para cruz, já familiarizado com as crucificações, admirou-se diante de um fato inusitado: era algo incomum alguém morrer no mesmo dia da crucificação!
O léxico de Strong define a palavra aqui traduzida por “admirou-se” como sendo:
2296 θαυμαζω thaumazo
de 2295; TDNT – 3:27,316;
1) admirar-se, surpreender-se, maravilhar-se.
2) estar surpreendido, ser tido em admiração.
Assim vemos que o fato de alguém morrer naquele mesmo dia da crucificação era algo extraordinário, bem fora do normal, um fato que causa espanto, surpresa, admiração. Foi assim com Yeshua, mas nada indica que tenha assim sido também com os ladrões ao seu lado na cruz. Ao contrário, a evidência indica que eles permaneceram vivos depois da morte de Mashiach, pois este foi o único a ter o lado furado por uma lança por já ter morrido naquele mesmo dia (cf. Jo.19:33-34), os demais permaneceram vivos dependurados do madeiro até o fim do sábado para depois serem outra vez amarrados à cruz. Não era intenção dos romanos matá-los, mas deixá-los sofrendo (cf.Jo.19:32).
Concluímos: pois, que historicamente e biblicamente o ladrão não morria naquele mesmo dia, e isso, unido às razões já apresentadas, nos mostra claramente que o ladrão não poderia estar naquele mesmo dia com Mashiach no Paraíso – que, por sinal, também não subiu por lá enquanto esteve morto (cf. Jo.20:17; At.2:27).
domingo, 30 de junho de 2019
A História da Tora
Introdução
A Tora são as instruções do Eterno para uma vida de santidade, com recomendações para nossa saúde física e espiritual. Até hoje, é escrita em rolos que contém o chamado Pentateuco (os 5 livros de Moshe Rabeinu / Moisés, nosso professor). Mas, como surgiu a Tora? Os Rolos de Moshe A própria Tora nos fala que o Eterno entregou a Tora a Moshe palavra por palavra. Moshe, como servo fiel do Eterno, escreveu-as fielmente conforme determinação do Eterno. Moshe escreveu 13 rolos da Tora, doze dos quais foram dados às 12 tribos de Israel. O décimo terceiro foi posto dentro da Arca da Aliança, a qual foi posteriormente guardada no Kadosh Kadoshim (Santo dos Santos) dentro do Beit HaMikdash (Templo). Este último rolo de Tora era o padrão pelo qual todos os outros rolos eram julgados. Ocasionalmente, era retirado da Arca justamente para a conferência dos outros rolos da Tora, para não admitir modificações (conforme instrução em D'varim (Deuteronômio. 12:32). As Tentativas de Destruir a Palavra de HaShem Houve momentos em que esta décima-terceira Tora quase foi perdida. Alguns reis de Israel que se desviaram do Eterno tentaram anular ou modificar os ensinamentos da Tora. Por isto, durante o reinado de Achaz (Acaz), entre os anos 3183 e 3199 (isto é
578-562 AC), muitos rolos da Tora foram destruídos. Por causa disto, os sacerdotes Cohen (descendentes de Aaron) escondiam a Tora escrita por Moshe para protegê-la. Durante o reinado de M'nasheh (Manasses), entre 3228 e 3283 (isto é 533-478 AC), os esforços para destruição da Tora foram tão intensos e parcialmente bem-sucedidos que a existência da Tora escrita por Moshe teve que ser escondida da maioria do povo, com exceção de um grupo de pessoas tementes à Elohim e dedicadas a preservar a Sua Palavra. Foi apenas durante o reinado de Yoshia (Josías), no ano de 3303 (isto é 458 AC) que esta Tora foi novamente revelada, escondida dentro do Beit HaMikdash (Templo), conforme escrito no Tanach (Primeiro Testamento) em 2 Crônicas 34:14: "Chilkiah, o sacerdote, achou o livro da Tora de YHWH escrita pela mão de Moshe" As Tábuas das 10 mitzvot (mandamentos) estavam escondidas em uma catacumba preparada pelo rei Shlomo (Salomão) para esta finalidade, dentro do Beit HaMikdash (Templo). Quando Yerushalayim (Jerusalém) corria risco de invasão, o rei Yoshia escondeu a Arca contendo a Tora original e as Tábuas das 10 mitzvot. Acredita-se que o local onde era escondida a Arca (a catacumba de Shlomo) seja o local onde hoje ela se encontre, tal era o zelo dos cohanim (sacerdotes) para com a preservação destes artigos santos. O Exílio da Babilônia Durante o exílio da Babilônia, em 3338 a 3408 (isto é 423 a 353 AC), houve um declínio no conhecimento da Tora. Haviam muitos casamentos entre o povo de HaShem e os povos pagãos, e as pessoas se esqueciam da Tora e das suas mitzvot (mandamentos). Quando Ezra (Esdras) e Nehemiah (Neemias) retornaram à terra santa, restauraram a Tora ao seu local original. Ezra também fez uma cópia fiel, letra por letra, do rolo da Tora para ser usado como padrão para os outros. Como São Copiados os Rolos da Tora Ao longo das gerações, têm se tomado grande cuidado para se preservar a Tora exatamente da forma que foi dada a Moshe. Tanto que no Talmude, é dado aos escribas da Tora a seguinte recomendação: "Seja cuidadoso em sua tarefa, pois é um trabalho sagrado – se você adicionar ou subtrair uma letra sequer, você terá que destruir tudo”. Uma vez que cada Tora deve ser uma cópia perfeita da original, deve ser cuidadosamente copiada de outro rolo da Tora. Entre cópia, conferência e correção, o processo leva muitos anos. É proibido escrever no rolo da Tora uma só letra sequer que não tenha sido copiada de outra Tora". Além disto, o escriba deve repetir cada palavra em voz alta antes de escrevê-la, para garantir a precisão na cópia. Este era o costume entre os profetas, conforme vemos em Yrmeyahu 36:18: "Sim, da sua boca ele me ditava todas estas palavras, e eu com tinta as escrevia no livro". Se a Tora ou outra Escritura sagrada contiver algum erro de escrita, é proibido pela tradição judaica mantê-la por mais de 30, e mesmo neste período é proibida de ser usada. Uma vez passado este período, o rolo já deve estar completamente corrigido, ou deverá ser destruído, com base nas escrituras de Yov (Jó) 11:14: "Não permita que o erro permaneça em suas tendas" Além disto, desde os primórdios do povo, para garantir a preservação da Tora, cada frase, palavra e letra são contados! Por ser Palavra do Eterno, a Tora foi dada a Moshe letra por letra, e assim é preservada para evitar qualquer erro de interpretação. Portanto, até mesmo as passagens mais triviais da Tora podem conter lições para a pessoa que desejar se aprofundar nela. "Guardo a Tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti."(Tehilim / Salmos 119:11).
Shalom!
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Porque Yeshua perguntou ao cego, “o que queres que eu te faça?
Durante muitos anos tenho ouvido de diversos pregadores que ao fazer o referido questionamento Yeshua poderia estar sendo irônico, brincando. Creio que a ironia não é uma das características do Mashiach, principalmente no que se refere ao sofrimento de um mendigo cego. Portanto resolvi refletir sobre o assunto e buscar uma explicação mais coerente e plausível para essa pergunta. Para compreendermos o motivo pelo qual Yeshua fez tal questionamento é preciso que entendamos o propósito do Mashiach na Terra. Yeshua não veio à Terra para curar pessoas. Yeshua veio à Terra para salvar pessoas Obviamente, era necessário, por pelo menos 3 motivos, que Yeshua curasse pessoas:
1) Yeshua precisava cumprir as profecias de que o Mashiach realizaria milagres e traria cura.
2) Yeshua precisava curar para que as pessoas cressem que ele era o Mashiach (ver Marcos 2. 3-12).
3) Yeshua precisava curar porque Ele é misericordioso e não resiste à oportunidade de aliviar o sofrimento dos outros.
Dessa forma podemos resumir as bênçãos de Yawhe a 2 tipos:
1) Bênçãos terrenas, que aliviam nosso sofrimento aqui na Terra, mas não interferem na eternidade.
2) Bênçãos eternas, dentre as quais se encontra o perdão dos pecados que nos conduz à vida eterna. Yeshua não veio para nos conceder bênçãos terrenas (apesar de estar claro que isso era necessário), Yeshua veio para nos dar bênçãos eternas que não se corrompem, nem se perdem! Assim é fácil entender porque após curar as pessoas o Mashiach ordenava que não contassem aos outros, Ele não era um curandeiro e não queria ser tratado como tal. Vir a Yeshua apenas para receber cura física é o mesmo que ir ao médico que pode operar sua catarata e pedir para que ele apenas pingue um colírio nos seus olhos! Ao perguntar “O que queres que eu te faça?”, Yeshua queria saber daquele cego: você sabe quem Eu sou? Você sabe o que sou capaz de fazer na sua vida? Você quer apenas uma benção terrena ou você quer uma benção eterna? Você sabe que apenas Eu tenho palavras de vida eterna? A passagem da cura do paralítico de Cafarnaum (Mt 9, Mc 2, Lc 5) ilustra bem esse ponto de vista. Ao se achegar ao Mashiach para ser curado, Yeshua declara: “estão perdoados os seus pecados!”. Olha que lindo! Aquele homem veio trazido por seus amigos para receber uma bênção terrena e Yeshua lhe concede uma benção eterna! Yeshua não olhou para a ignorância daqueles homens que não haviam percebido ainda que o melhor que Ele podia lhes dar não era uma cura física, mas a vida eterna, a salvação da alma, o perdão dos pecados!! Isso não impediu que Yeshua curasse seu corpo, em seguida Ele ordena ao paralítico que ande!
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