Neste ensaio discute-se o problema de saber como pode Elohim ser onisciente e os seres humanos terem livre-arbítrio. A posição defendida é a de que se Elohim existe, então não sabe nem influencia previamente que escolhas faremos e que, portanto, a sua onisciência não é incompatível com o livre-arbítrio (que neste trabalho é usado como sinônimo de liberdade de escolha). Após esclarecer os conceitos de Elohim, presciência, livre-arbítrio e eternidade, apresentarei duas concepções mais fracas de onisciência a fim de mostrar que o fato de Elohim saber tudo não afeta nossa liberdade de escolha.
Antes de explorar os aspectos aludidos acima é importante esclarecer que, ao usar o termo "Elohim", estamos nos referindo ao Elohim das tradições judaica, o qual é chamado comumente de teísta. O Elohim teísta possui algumas propriedades essenciais, como a onipotência, onipresença, onisciência e eternidade. Uma propriedade essencial é algo que um objeto tem e não poderia não ter, ou seja, é aquilo sem o qual o objeto deixa de ser o que é. Por exemplo: o número 2 tem a propriedade essencial de ser um número par primo. Se fosse possível retirar-lhe essa propriedade este simplesmente deixaria de ser o número 2 e seria outra coisa qualquer. Da mesma forma, se retirarmos do Elohim teísta alguma de suas propriedades essenciais, este deixará de ser o Elohim acima mencionado — e cultuado pelas respectivas tradições — e passará a ser outro Elohim, o que, para debate no qual estamos inseridos, não é relevante.
Ao problema mencionado no início chamaremos problema da presciência. Este poderá ser mais bem compreendido através da formulação da seguinte questão: como pode Elohim saber previamente que escolha faremos dado que, segundo a crença teísta, temos livre-arbítrio? Este problema, que é o foco deste ensaio, não deve ser confundido com o problema da predestinação, que é o problema de saber se poderemos ter livre-arbítrio sob a hipótese de Elohim ter determinado as nossas escolhas. Assim, percebemos que se tratam de problemas distintos; entretanto, ambos dizem respeito às dificuldades que os defensores do teísmo enfrentam quando tentam compatibilizar o livre-arbítrio com os conceitos aludidos. Mas será que a predestinação se segue da presciência divina? Parece-nos mais plausível afirmar que não, pois, pelo menos à primeira vista, saber que P não significa predeterminar P. Desse modo, verifica-se que é mais fácil compatibilizar o livre-arbítrio com a presciência do que compatibilizá-lo com a predestinação, porque a primeira é uma tese mais fraca do que a segunda. Logo, se a predestinação for compatível com o livre-arbítrio, então a presciência também o será. Entretanto, pode dar-se o caso de a presciência ser compatível com o livre-arbítrio e a predestinação não. Ao fazer esta distinção surge-nos a seguinte pergunta: se o teísta optar por resolver primeiramente o problema da predestinação ainda restará o problema da presciência? Não necessariamente, pois se ele apresentar uma tese forte poderá resolver a um só tempo os dois problemas.
Neste trabalho, "livre-arbítrio" significa a capacidade que uma pessoa tem de agir de determinada maneira — respeitando-se as circunstâncias naturais do mundo — consoante a sua vontade. Pré-teoricamente, parece defensável que o conceito de livre-arbítrio é mais problemático do que o de onisciência, pelo seguinte: mesmo que se prove apoditicamente a inexistência do Elohim teísta e não mais precisemos tentar compatibilizar o livre-arbítrio com algumas de suas propriedades, teremos de examinar a questão de termos ou não liberdade de escolha, dadas as condições naturais do universo que, por vezes, parecem-nos estarem determinadas. Claro que ao pensar na onisciência, nos ocorrem várias questões: O que significa precisamente dizer que Elohim sabe tudo? Será a onisciência a capacidade de saber o que quer que seja, mesmo que, por vezes, essa sapiência implique algumas contradições? Ou será que a onisciência de Elohim, tal como sua onipotência, apresenta problemas que só podem ser resolvidos à custa de uma revisão conceitual e algumas concessões teóricas que o teísta teria relutância em conceder? Apesar de ser argumentável que questões semelhantes são suscitadas quando nos inclinamos a pensar cuidadosamente no conceito de livre-arbítrio, trata-se de um conceito mais central que o de onisciência, pois este último está tipicamente associado a uma discussão de cunho religioso, ou seja, é discutido em menos contextos. Em contraste, o problema do livre-arbítrio não se restringe à filosofia da religião.
Assim, feitas estas considerações acerca dos conceitos com os quais estamos trabalhando, podemos avançar no nosso percurso argumentativo. A seguir, apresento duas concepções de onisciência que pretendem ser alternativas teóricas para a resolução do problema da presciência. Porém, antes de apresentá-las é importante esclarecer o conceito de eternidade com o qual iremos trabalhar.
A concepção de eternidade que assumiremos é aquela segundo a qual Elohim existe com o tempo, mas não é corruptível tal como o são as outras coisas. A título informativo cabe-nos ressaltar que há filósofos que defendem outra concepção de eternidade, nomeadamente a eternidade atemporal. Segundo esta concepção, Elohim existe fora do tempo e, portanto, nunca está temporalmente localizado no passado, no presente ou no futuro. Aquele que defende que Elohim é onisciente e atemporal afirma que saber algo não implica uma dimensão temporal. Uma objeção óbvia que nos ocorre é a seguinte: se Elohim não sabe algo no passado, no presente ou no futuro, sabe quando? Provavelmente a resposta do defensor desta concepção seria que Elohim simplesmente sabe e não faz sentido perguntar quando. Prima facie parece-nos uma posição demasiado difícil de explorar, pois quem a quiser sustentar terá de mostrar como é possível conhecer algo atemporalmente, ou seja, como Elohim pode saber o que se passa numa dimensão temporal sem estar inserido em alguma, e como é possível termos liberdade de escolha no tempo sem que um ser que está fora do tempo saiba ou determine que escolha faremos efetivamente. Munidos destas informações cumpre assinalar que não iremos adentrar nesse ponto, pois a questão de saber qual é a natureza da eternidade de Elohim constitui um tema para outro ensaio. Após este esclarecimento podemos nos debruçar sobre as concepções de onisciência anunciadas anteriormente. Chamar-lhes-ei concepção probabilística e concepção restrita ao âmbito de possibilidades.
domingo, 21 de abril de 2013
Será a onisciência divina é realmente incompativel com o livre-arbítrio? 02
Concepção probabilística
A concepção probabilística de onisciência pode ser compreendida na medida em que pensamos que Elohim não nos obriga a ter os propósitos que temos, mas sabe probabilisticamente as escolhas que resultarão destes propósitos. Portanto, do fato de Elohim ter um grande percentual de acerto acerca de qual será nossa escolha, não se segue que a determina ou influencia diretamente. Segue-se apenas que, dada a sua enorme sapiência, Elohim consegue vislumbrar as nossas intenções, inclinações e preferências. Ou seja, Elohim conhece todos os fatores que podem motivar nossas possíveis escolhas. Mas como Elohim consegue saber tais coisas? Consegue saber tais coisas porque estas têm a natureza de coisas possíveis, ou seja, não implicam contradição nem com a estrutura da realidade nem com suas propriedades essenciais. Ao passo que saber quem será o presidente do Brasil em 2020 ou saber precisamente que escolha faremos amanhã não tem a natureza de coisas possíveis dado que, para um ser que existe com o tempo, embora não sendo corruptível pelo mesmo, não é possível saber o futuro. No entanto, saber as características psicológicas e comportamentais acima mencionadas são coisas perfeitamente possíveis para um ser onisciente. Logo, este conhecimento pormenorizado de nossos estados mentais permite-lhe saber com alto grau probabilístico as escolhas que faremos.
Podemos clarificar a nossa primeira concepção de onisciência através da seguinte analogia: imaginemos, em condições normais, um pai cuidadoso e seu filho ainda criança. Relativamente à estrutura cognitiva do pai, a do filho é demasiado simples e, por essa razão, suas ações são previsíveis. Suponhamos que este pai decide comprar um brinquedo para o seu filho mas, ao invés de comprá-lo diretamente e levá-lo para casa, decide levar o filho até à loja de brinquedos para que o mesmo o escolha. E, como já era muito provável, o filho escolhe exatamente o brinquedo que o pai pensara antes em levar para casa. Por outras palavras, dada a previsibilidade das ações do seu filho, o pai já sabia probabilisticamente que escolha ele faria, mas de modo algum a influenciou ou a previu inequivocamente. Mas se o pai em questão já sabia com alto grau de probabilidade que escolha o seu filho faria, por que razão o levou à loja de brinquedos ao invés de comprá-lo antes e levá-lo para casa? Pela mesma razão que Elohim não influencia nem determina as nossas escolhas. Numa palavra: para termos a experiência do livre-arbítrio. Portanto, tal como o pai de nosso exemplo sabia probabilisticamente que brinquedo o seu filho escolheria, Elohim sabe probabilisticamente as escolhas que faremos, embora não as possa prever inequivocamente.
Será realmente procedente a analogia feita acima? Será Elohim realmente comparável a um pai cuidadoso e nós realmente comparáveis a uma criança? Um possível objetor poderia dizer que não, afirmando que a analogia não se segue já que uma criança, dada a sua estrutura cognitiva que não está plenamente desenvolvida, não possui livre-arbítrio. Ou seja, poderia argumentar que o livre-arbítrio só é possível para seres com a racionalidade desenvolvida num determinado ponto. E que, portanto, uma criança não pode ter a liberdade de escolha tal como nós a temos.
Dadas as dificuldades colocadas pela objeção feita acima, talvez seja importante tentar estabelecer critérios que sirvam como condições necessárias e suficientes para que uma pessoa possa ter livre-arbítrio. O uso de condições necessárias e suficientes é um modo bastante preciso para definirmos os termos e os conceitos com os quais estamos a trabalhar, pois estabelece de modo claro as condições de verdade de uma determinada proposição. Por exemplo: uma pessoa tem livre-arbítrio se, e somente se, tem uma racionalidade desenvolvida. Se formos responder ao nosso objetor seguindo por este caminho entraremos numa tarefa demasiado difícil, pois teríamos de definir o que é ter uma racionalidade desenvolvida de tal modo que possa ter realmente liberdade de escolha. Mas será esta a única alternativa possível para responder ao nosso objetor?
Não me parece. Não precisamos seguir esse caminho para responder à objeção ventilada acima. Basta-nos pensar que o livre-arbítrio, como já o definimos, significa a capacidade que uma pessoa tem de agir de certa maneira consoante a sua vontade. Pois, embora seja argumentável que uma pessoa racional fará melhor uso do seu livre-arbítrio, não se segue que uma pessoa que não tenha desenvolvido plenamente sua racionalidade — como a criança do nosso exemplo — não tenha livre-arbítrio. Assim, a escolha que resulta do livre-arbítrio não é implicada por uma opção racional previamente pensada, articulada e ponderada. Portanto, se esta tese estiver correta, então a objeção mencionada não refuta a ideia central da analogia.
Será a onisciência divina realmente incompativel com o livre-arbítrio? 03
Concepção restrita ao âmbito de possibilidades
Na Suma Teológica, Tomás de Aquino argumenta que a onipotência de Elohim não significa que este possa fazer toda e qualquer coisa, e sim as coisas que são absolutamente possíveis. Ou seja, as coisas que não implicam contradição nos termos e que são tarefas genuínas. Por exemplo: criar um triângulo com cinco lados não é algo absolutamente possível. Pelo que não faz sentido dizer que Elohim tem uma limitação no seu poder por não poder fazer tal coisa. Por essa razão, Tomás afirma: "as coisas que implicam contradição não constituem objeto da divina onipotência, por não poderem ter a natureza de coisas possíveis" (Aquino, p. 252). Desse modo, talvez seja melhor afirmarmos que esta tarefa não pode ser executada. Logo, não é que Elohim não possa fazê-la por alguma deficiência sua. O que ocorre é que essas coisas simplesmente não podem ser feitas.
Podemos alargar a noção de onipotência referida acima à nossa segunda concepção de onisciência. Assim, tal como a onipotência é a capacidade de fazer tudo o que é possível fazer, a onisciência é a capacidade de saber tudo o que é possível saber. Portanto, dizer que Elohim é onisciente é dizer que sabe tudo aquilo que é possível saber, ou seja, tudo aquilo que está no âmbito das possibilidades. E quanto às escolhas que fizemos? Como é evidente, não é possível para Elohim saber previamente que escolhas fizemos, pois — pelo menos num sentido mais forte com relação às ações humanas — saber algo que ainda não fizemos não é possível, ou seja, não está no âmbito de possibilidades. Não obstante, poder-se-ia argumentar que num sentido mais fraco é possível prever acertadamente algo que não ocorreu com base nas regularidades da natureza. Embora esta concepção seja motivo de disputa, se tomarmos a definição canônica de conhecimento (crença verdadeira justificada) e aceitarmos a tese atribuída a Aristóteles segundo a qual as proposições referentes ao futuro não têm valor de verdade, teremos de afirmar que saber o que não aconteceu ainda (tanto num sentido fraco quanto num sentido forte) não é possível. E também, como vimos, Elohim não pode saber o futuro devido à sua coexistência com o tempo. Porém, dada a sua onisciência, ele sabe todas as possíveis escolhas que podemos eleger para realizar efetivamente. Assim, qualquer que seja a escolha que fizermos não haverá surpresa para Elohim no sentido dos possíveis caminhos que temos para escolher; porém, haverá quanto à nossa escolha efetiva. Assim, Elohim só saberá efetivamente que escolha faremos no exato momento em que a fizermos. Portanto, feitas estas distinções, temos razões para pensar que, se a concepção exposta for verdadeira, então a onisciência de Elohim não é incompatível com o livre-arbítrio.
O seguinte exemplo pode ajudar a clarificar esta questão: suponha-se que desejamos ir ao lugar x e conhecemos três caminhos para chegar até ele. Imaginemos também que na verdade existem dez caminhos para chegar ao lugar x e que, dada a nossa limitação cognoscitiva, conhecemos apenas os caminhos 1, 2 e 3. Do nosso ponto de vista, temos de escolher entre estes três caminhos para chegar ao lugar x; mas do ponto de vista de Elohim não, pois este conhece todos os caminhos (os três que conhecemos e os outros sete que não conhecemos). Imaginemos também que, por uma razão qualquer, ao tentar ir ao lugar x, nos desviamos dos caminhos conhecidos (1, 2 e 3) e chegamos ao lugar x através do caminho 5. Para nós, será uma grande surpresa pois o caminho 5 não estava no âmbito das possibilidades que conhecíamos. Porém, para Elohim, não há surpresa neste sentido, pois, sendo onisciente, já conhecia realmente (ao contrário de nós) todo o âmbito das possibilidades. Por outras palavras, Elohim sabia que iríamos escolher entre os dez caminhos possíveis, porém só soube qual foi o caminho escolhido no exato momento em que o escolhemos. Desse modo, verifica-se que a onisciência de Elohim não implica que conhece o futuro ou determina nossas escolhas. Significa apenas que, dado um conjunto qualquer de situações, Elohim conhece as implicações e as possibilidades de escolha que temos, estando nós cientes ou não delas. Logo, podemos afirmar que a onisciência de Elohim não interfere no nosso livre-arbítrio; apenas abarca um âmbito de possibilidades que, para nós, devido às nossas limitações, são inescrutáveis.
Poder-se-ia objetar que essa posição é desconfortável para o teísta tradicional, pois este acha inconcebível supor que Elohim não conhece o futuro; ou seja, não aceita que Elohim possa ter algum tipo de ignorância. Embora a posição defendida neste ensaio possa desagradar ao teísta, constitui uma alternativa atraente, rival da concepção tradicional. A posição defendida neste ensaio é atraente porque não apresenta os problemas imediatos que a concepção tradicional apresenta. Por exemplo: segundo a concepção tradicional, Elohim é atemporal e conhece previamente nossas escolhas. Pode ser que estejamos enganados, mas, pelo menos à primeira vista, não se vê como se pode fazer uma defesa do livre-arbítrio partindo desta concepção sem distorcer fortemente a noção de livre-arbítrio. Por essa razão, um teísta não dogmático em busca de uma base racional para sua crença poderia aceitar as concepções mais fracas de onisciência apresentadas anteriormente, pois não apresentam esse tipo de problema.
O problema da presciência constitui um dos maiores desafios a que o teísta tem de responder. Apesar de, obviamente, não termos resolvido decisivamente a questão parece que — ao aceitarmos as concepções de onisciência defendidas neste trabalho (a probabilística e a restrita ao âmbito de possibilidades) — temos uma alternativa teórica plausível a favor da tese segundo a qual a onisciência de Elohim não impede o uso da nossa genuína liberdade de escolha e, portanto, não é incompatível com o livre-arbítrio.
sexta-feira, 29 de março de 2013
O Mar Vermelho, e a sua geografia
O mar Vermelho (árabe:Bahr el-Ahmar, hebraico Yam Suf ou Hayam Haadóm) é um golfo do Oceano Índico entre a África e a Ásia. Ao sul, o mar Vermelho comunica com o oceano Índico pelo estreito de Bab el Mandeb e o golfo de Áden. A norte se encontram a península do Sinai, o golfo de Aqaba e o canal de Suez (que permite a comunicação com o Mar Mediterrâneo).
O mar Vermelho tem um comprimento de aproximadamente 1900 km, por uma largura máxima de 300 km e uma profundidade máxima de 2 500 metros na fossa central, com uma profundidade média de 500 m, sua água tem um percentual de salinidade de 40%. O mar Vermelho é famoso pela exuberância de sua vida submarina, sejam as inúmeras variedades de peixes ou os magníficos corais. A superfície do mar Vermelho é de aproximadamente 450 000 km², com uma população de mais de 1000 espécies de invertebrados, de 200 espécies de corais e de ao menos 300 espécies de tubarões.
As temperaturas na superfície do mar Vermelho são relativamente constantes, entre 21 e 25 °C. A visibilidade se mantém relativamente boa até 200 metros de profundidade, mas os ventos podem surgir rapidamente e as correntes se revelarem traiçoeiras.
A criação do mar Vermelho é devida à separação das placas tectónicas da África e da península arábica. O movimento começou há cerca de trinta milhões de anos e continua atualmente, o que explica a existência de uma atividade vulcânica nas partes mais profundas e nas margens. Admite-se que o mar Vermelho transformar-se-á em um oceano, como propõe o modelo de John Tuzo Wilson.
O mar Vermelho é um destino turístico privilegiado, principalmente para os amantes de mergulho submarino.
Os países banhados pelo mar Vermelho são Arábia Saudita, Djibuti, Egito, Eritreia, Iêmen, Israel, Jordânia e Sudão.
Algumas cidades costeiras do mar Vermelho: Assab, Port Soudan, Port Safaga, Hurghada, Suez, Sharm el Sheikh, Eilat, Aqaba, Dahad, Jeddah, Al Hudaydah.
Ao contrário do que possa parecer, o Mar Vermelho, braço do Oceano Índico entre a costa da África e a Península Arábica, não tem esse nome por causa de sua cor. De longe suas águas têm um aspecto azulado. Normalmente são também bastante límpidas, o que faz que a região seja utilizada para atividades de mergulho. A mais provável origem do nome são as bactérias trichodesmium erythraeum, presentes na superfície da água. Durante sua proliferação elas deixam o mar com manchas avermelhadas em alguns lugares. Outra possibilidade são as montanhas ricas em minerais na costa arábica, apelidadas de "montanhas de rubi" por antigos viajantes da região.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
O que significa as 12 tribos de israel?
Em toda a Bíblia ouvimos falar muito a respeito das 12 tribos de Israel. Mas quem são essas tribos? De onde elas surgiram? O que elas representam na Bíblia?
A origem das 12 tribos de Israel está descrita em Gênesis 29 , 30 e 35. 16-22. Ali vemos descritos os nascimentos dos 12 filhos de Jacó que também tinha o nome de Israel. Esses doze filhos foram: Rubén, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Asser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim.
Mas esses 12 nomes ainda não correspondem exatamente às 12 tribos de Israel. Mais tarde, depois da fuga do povo de Israel do Egito, Deus define que a tribo de Levi seria uma tribo separada para servi-Lo (principalmente como sacerdotes e em ministérios diversos no culto a Deus), e que não teria um território específico na terra prometida. No lugar dela e no lugar de José, assumem o posto de tribos de Israel Manassés e Efraim (Veja imagem acima).A partir daí, o povo de Israel é organizado em 12 tribos (povos), sendo: (1)Rubén, (2)Simeão, (3)Judá, (4)Dã, (5)Naftali, (6)Gade, (7)Asser, (8)Issacar, (9)Zebulom, (10)Manassés, (11)Efraim e (12)Benjamim. Dentro dessa organização, as pessoas da tribo de Levi vivem entre seus irmãos, em seus territórios, cumprindo as ordens de Deus de serem separados para o ministério do Senhor. Então não são contados entre as 12 tribos.
E é baseado nessas 12 tribos que todo o território da terra prometida (Canaã) é dividido (essa história está no livro de Josué. Veja mapa abaixo). Mais tarde, já no livro dos Reis, temos a história de como essas 12 tribos se uniram sob uma monarquia, onde reinaram Saul, Davi, Salomão.
Após a morte de Salomão, as 12 tribos se dividiram e formaram dois reinos: Reino do Sul (Judá e Benjamim), que teve como capital Jerusalém. E reino do Norte: (as outras 10 tribos). Que teve como capital Samaria. Cada um desses reinos tinha o seu próprio rei. Após essa divisão nunca mais houve uma unificação das 12 tribos de Israel. Os dois reinos (Do Norte e do Sul) sempre tiveram problemas de inimizade.
De forma resumida seria essa a história a respeito das 12 tribos de Israel.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
O SIGNIFICADO DE SHEKINAH
Costumo definir sinteticamente SHEKINAH como: "a glória de Elohim manifesta"!
O vocábulo "shekinah" não aparece na Bíblia, é uma transliteração da raiz hebraica "shkn" = habitar. Este termo "shkn" é muito usado pelos TARGUMITAS e RABIS e adotado pelos cristãos. Refere-se à glória visível de Elohim habitando no meio do seu povo. Usa-se este vocábulo para designar a presença radiante de Elohim, como vista na coluna de fogo, no Monte Sinai, no Propiciatório entre os Kruv, no Tabernáculo, no Templo, etc. Embora a palavra "shekinah" não apareça na Bíblia, há alusões à glória de Elohim ("shekinah") em diversas passagens.
A seguir, transcrevo alguns comentários 1) J. B. Payne - Encliclopedia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. 2) Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed. 1) "SHEKINAH - A manifestação visível da glória de Elohim. Embora as escrituras neguem a existência de qualquer localidade permanente para Elohim, descrevem, simultaneamente com a Sua transcendência, a Sua "glória", ou presença apreensível. A glória pode ser expressada no "rosto" de Elohim, no Seu "nome" (Ex 33.18-20), no "Anjo" - os aparecimentos pré-encarnados do Mashiach - ou na "nuvem" (Ex 14.19). A Shekinah diz respeito à nuvem que cercava a glória (Ex 40.34), parecia uma nuvem pesada através da qual chispam os relâmpagos (Êx 19.9,16).
A Shekinah apareceu pela primeira vez quando Elohim conduziu Israel para fora do Egito e o protegeu por meio de "uma coluna de nuvem e de fogo" (13.21; 14.19). A nuvem vindicou Moshe contra os "murmuradores" (16.10; Nm 16.42) e cobriu o Sinai (Ex 24.16) enquanto ele se comunicava ali com Elohim (v.18; cf. 33.9). Elohim "habitava ( sakan, 25.8) no meio de Israel no tabernáculo (miskhan, "lugar de habitação", v.9; cf. 1 Rs 8.13), que tipificava a Sua morada nos céus (1 Rs 8.30; Hb 9.24). A nuvem encheu o tabernáculo (Êx 40.34-35; cf. Rm 9.4); e o uso pós-bíblico, portanto, designou essa manifestação permanente e visível como "shekinah", "habitação" [da presença de Elohim]". Pouco depois, em duas ocasiões, "saiu fogo (consumidor) de diante do YAWHE" (Lv9.23; 10.2). Especificamente, Elohim apareceu "na nuvem sobre o propiciatório que está sobre a arca" (Lv 16.2; Ex 25.22; cf. Hb 9.5).
A Shekinah conduziu Israel através do deserto (Ex 40.36-38); e, embora a perda da arca importasse em "Ykavod [nenhuma glória]" (1 Sm 4.21), a nuvem voltou a encher o Templo de Salomão ( 1 Rs 8.11; cf. 2 Cr 7.1). Ezequiel visualizou sua partida por causa do pecado (Ez 10.18) antes da destruição desse templo, e o judaísmo confessava a ausência dela do segundo templo. A Shekinah reapareceu com o Mashiach (Mt 17.5; Lc 2.9), o Elohim verdadeiro localizado (Jo 1.14; skene, "tabernáculo"; cf. Ap 21.3, = sekîna?), a glória do último templo (Ag 2.9; Zc 2.5). Cristo subiu na nuvem da glória (At. 1.9) e, um dia, voltará dessa maneira (Mc 14.62; Ap. 14.14; cf. Is 24.3; 60.1)." - J. B. Payne - Enciclopédia Histórico - Teológica da Igreja Cristã - Editor Walter A. Elwell - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova.
2) SHEKINAH. Esplendor, glória ou presença de Elohim habitando no meio do seu povo e o equivalente judaico mais próximo do Espírito Santo. O termo é posterior à Bíblia, mas o conceito está no ensinamento de que Elohim habita no meio do seu povo (Êx 29.45s.). A glória de Elohim é vista em fenômenos como relâmpagos e nuvens no monte Sinai (Êx 19.16) e a nuvem brilhante que descia sobre a tenda da congregação e guiou Israel pelo deserto (Êx 40.34ss.) .A glória divina também está presente de modo especial no templo e na cidade celestiais (Ap 15.8; 21.23). Foi vista na transfiguração de Yeshua (Lc 9.32) e será vista quando Yeshua voltar à terra (Mc 8.38). - Transcrito do Dicionário Bíblico Vida nova - Derek Williams, ed.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
OS SETE ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO
Introdução:
O que você faria se por engano seu patrão paga mais que o devido?
Se você soubesse que poderia se sair bem com uma mentira, você se arriscaria?
Você devolveria uma nota de 100 reais que tivesse no pátio da casa de um amigo? Você considera essas situações como tentação?
Toda tentação passa por sete estágios - Texto: Yaakov 1.13-17
“Ninguém ao ser tentado, diga: Sou tentado por Elohim”. Haváh no Edem foi tentada. Depois ela tentou a Adam – mas ninguém assumiu a culpa.
Você já culpou Elohim por seus pecados, ou tentações?
1. Elohim não é fonte de nenhuma tentação. 2.O ETERNO não tenta ninguém.
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes”. v.17
3. Ele não mandou, não manda e jamais mandará tentações contra você.
ESTÁGIO 1: OLHAR - “QUANDO ESTA O ATRAI”
“Cada um é tentado...quando esta o atrai”. (v.14)
A palavra “atrai” é emprestada da caça e da pesca, quando um peixe vai saindo lentamente para fora de seu esconderijo, ou quando um animal vai até o local onde há uma armadilha pronta para pegá-lo.
O quadro é de uma pessoa sendo distraída por algo que desvia sua atenção de um foco principal.
Pode ser um telefonema, uma pessoa que passa por você, um perfume que traz velhas lembranças de pecados anteriores, o caixa que lhe dá dinheiro a mais por engano, uma fofoca apimentada.
Esse primeiro estágio é chamado de “olhar” porque desempenha o papel da porta de entrada na terra da tentação. A tentação jamais poderá tocá-lo sem primeiro “atrair” seu olhar. Guerreiros hábeis aprendem como discernir quase imediatamente quando estão sendo atraídos – e recuam no mesmo momento! Se você não entra pela porta, não pode ser tentado.
A Bíblia diz: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Elohim permanece para sempre”. 1 Yochanan 2.15-17
O segredo do estágio 1 é: Recue imediatamente quando sente que está sendo atraído!
ESTÁGIO 2: COBIÇA - “A PRÓPRIA COBIÇA”
Faça uma checagem da tentação.
Quais são as maiores fontes de tentação que enfrenta: Raiva, roubo, imoralidade, ódio, inveja, embriagues, pornografia, mentira.
Identifique as maiores fontes de suas tentações.
Qual é a principal pessoa que me tenta?
E a principal situação que me tenta?
O principal lugar onde sou tentado?
O principal pensamento que me tenta?
Imagine se todas essas coisas que o tentam simplesmente desaparecessem! A vida seria maravilhosa, não seria? A santidade seria “fácil”, se essas fontes de tentação sumissem. Mas a tentação vem de nosso cobiça.
“Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz”. (v.14)
Nós somos a fonte da tentação que enfrentamos!
É a sua cobiça. Seus desejos ocultos o atraem.
A tentação só é eficaz por causa do que há dentro de você e não fora.
A sede de toda tentação que você enfrenta é seu próprio coração.
A Bíblia diz: “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias”. Mt 15.19
Não é uma mulher ou um homem que é a fonte de tentação, mas sim o nosso coração cheio de cobiça.
Ou então, no caso da pessoa que diz: “Não pude me controlar: aquele dinheiro sobre a mesa foi tentador demais”.
O dinheiro esquecido sobre a mesa não é a fonte de tentação, mas sim seu coração ganancioso.
Quando a Bíblia diz sobre “sua própria cobiça”, significa algo que nos atrai, que desperta em nós um desejo incontrolável.
Se você é tentado (e todos somos), nunca culpe outras coisas ou pessoas: pegue um espelho e aponte o dedo para a pessoa que vê diante do espelho.
O segredo do Estágio 2 é: Toda tentação só é eficaz por causa de meus desejos pessoais.
ESTÁGIO 3: SEDUÇÃO - “E SEDUZ”
Seduzir é atrair com habilidade
A Bíblia diz: “Não cobices no teu coração (sedução interior) a sua formosura, nem te deixes prender com suas olhadelas (sedução exterior) Pv. 6.25
Qual é o propósito de toda sedução? Aumentar seu desejo, de modo que influencie seus pensamentos e atitudes. O desejo incontrolável cega, não é?
Tudo o que o estágio 3 faz é atirar lenha seca no fogo ardente do seu desejo. A lenha pode ser atirada por seu próprio coração, ou por ações externas de outros. Nesta altura, você já não se importa mais com o preço que terá de pagar por satisfazer seu desejo.
A boa notícia é que a sedução pode ser interrompida. Se a tentação é externa, fuja. Se é interna, pare com aquela conversa interior, imediatamente. Quanto mais rápido você extingue as chamas do desejo, mais rápido você o controla. Quando seus desejos são controlados, a tentação se desvanece.
O segredo do Estágio 3: Fuja – Yosef na casa de Potifar no Egito é o exemplo.
ESTÁGIO 4: CONCEPÇÃO - “A COBIÇA, DEPOIS DE HAVER CONCEBIDO”
Há um abismo enorme entre nosso “desejo” e sua satisfação por meio do “pecado”. Toda tentação tem apenas um objetivo: levá-lo ao pecado. Primeiro a tentação o atrai, então seu desejo responde; depois, seu desejo cresce com a sedução e finalmente “concebe” a decisão de pecar. Note a seqüência neste versículo:“Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando essa o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado...” (v.14-15)
A sedução é o elo poderoso entre o desejo e a decisão. A sedução só pode começar quando o desejo é instigado.
Ex: pessoas casadas que começam a pensar nas coisas ruins que o cônjuge já fez, ou tem feito, e que acabam achando uma razão positiva para adultério: “meu cônjuge terá exatamente o que merece, aquele rato sujo!”.
O segredo do estágio 4 é: Decida com antecedência não pecar, Nunca se permita pensar numa boa razão para pecar, assim você jamais tomará a decisão de pecar.
ESTÁGIO 5: NASCIMENTO - “DÁ À LUZ O PECADO”
Depois que você decide pecar, este nasce rapidinho
O Espírito Santo, nos dá um aviso, dizendo-nos: “cai fora, Fuja !” insistindo com o crente para que ele interrompa o pecado. Elohim ainda oferece uma chance de escapar!
O segredo do Estágio 5 é: Aborte o pecado, antes que seja tarde demais.
ESTÁGIO 6: CRESCIMENTO - “E O PECADO, UMA VEZ CONSUMADO”
Todo pecado cresce. Se você se entrega à ira, ela cresce. Se você se entrega à cobiça, a cobiça cresce. Se você se entrega ao amor ao dinheiro, ele cresce. O pecado não se satisfaz numa única vez. O pecado é um vício.
O pecado cresce como um organismo vivo, da concepção ao nascimento, e do nascimento à maturidade. Um pecado cresce e espalha-se até o próximo pecado e dali para o próximo.
O pecado busca o controle.
O segredo do Estágio 6 é: Cada pecado que você comete cava a sua sepultura, Nunca acredite, nem por um minuto, na mentira: “Vou pecar apenas mais esta vez”, pois o pecado se fortalece contra você a cada vez que você o comete.
ESTÁGIO 7: MORTE - “O PECADO...GERA A MORTE”.
O poder e a presença do pecado crescem com maior firmeza à medida que o cristão decide repetidamente pecar. Isto vai levando a uma tendência cada vez mais destrutiva.
Nos estágios iniciais da prática deste pecado, ele poderia facilmente parar; nos últimos estágios, porém, mal consegue resistir - apesar de toda determinação e orações sinceras.
“Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos... Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça? Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam- nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade”. Rm 6.12,14a , 16,19b.
Paulo, em Rm 6 deixa claro que certamente o pecado pode dominar a vida do cristão – por isso ele deu tal instrução. Ele pode dominar qualquer cristão que repetidamente sucumbe às suas tentações.
O pecado contínuo espalha trevas.
“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Elohim que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Elohim; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm 12.1-2
O segredo do Estágio 7 é: Independente do nível de escravidão sob a qual você se encontra, a obra de Yeshua é suficiente para torna-lo totalmente livre”.
CONCLUSÃO:
“Para isso o Filho de Elohim se manifestou: para destruir as obras do Diabo”. 1 Yochanan 3.8b
Se você está preso pelo pecado, nunca é tarde demais para voltar, arrepender-se, retornar à sensatez e ser liberto de todas as amarras do inimigo.
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